31.12.13

O ultimo dia do ano.

Fico sempre com um sentimento de melancolia, por ser o ultimo. Mas quando penso bem nisso, vislumbro que estão para chegar 365 dias de novas oportunidades. É como fechar uma janela e abrir outra em seguida. 
Esta noite, vamos ficar os quatro, juntinhos no nosso conforto, esperando pelas doze badaladas. Nós os dois vamos brindar a um novo ano de sucessos, partilhas e amor. Eles ainda não percebem estes rituais, mas os sorrisos denunciam a felicidade que sentem em mais uma noite de festa.
Há sete anos atrás começou o pior ciclo da minha vida. Hoje, tenho a certeza de que se encerra, porque acredito que não há mal que sempre dure. O positivismo e optimismo que carrego comigo dizem-me que em frente é o caminho a seguir. E é por aí mesmo que eu vou.

O truque? Idealizar, visualizar, mentalizar e dizer com força: em 2014 eu vou vencer. 2014 vai ser o meu ano. E acreditar. Acreditar sempre!

Shine! This is the last night of the year!



Está tudo a postos? Já se ultimam os preparativos? Entrem em grande, sejam felizes!
Eu padeço daquele mal chamado «síndrome do pequeno-almoço de hotel». Isso mesmo. Provoca em mim um comportamento estranho, que me faz ter um desejo compulsivo por comida, logo pela manhã. É a mais pura das verdades.
No meu dia-a-dia normal, acordo sem fome e só com necessidade de beber uma chávena de café. A fome só me chega umas duas horas depois de ter aberto os olhos. E mesmo assim, nem posso chamar àquilo de fome. É um ratito, uma vontadinha de comer. Um bocado de pão ou um iogurte são sempre suficientes.
Mas estando instalada num hotel, acontece uma metamorfose em mim. Acordo esfomeada, ponho o despertador para chegar a tempo e horas de comer descansada. E quando entro na sala de refeições, ouço trompetes e harpas, um coro angelical e vejo confettis a cair do céu! As mesas postas e corridas, as cores, o cheiro a pão quente, o café a fumegar. Ele é fruta, croissants com doce, bolos e pães de todas as qualidades. Trago iogurte e cereais, sumo de laranja, fiambre e chocolate para barrar, panquecas e pães de leite. Monto um estaminé de comida em cima da mesa. Como tudo como se aquele fosse o repasto que consumo todos os dias em casa. E passeio-me orgulhosa, enquanto vou buscar mais um kiwi cortado ao meio. Pavoneio-me entre as mesas, como se ainda não estivesse saciada e fosse muito normal em mim comer que nem uma alarve àquelas horas da manhã.
Até eu me estranho. Quando saio pela porta, questiono que espécie de bicho tomou conta do meu ser, mas nunca consegui encontrar uma explicação plausível.
Mais alguém aí desse lado com o mesmo problema? :)

30.12.13

Hoje um colega [sim, um homem!] perguntava-me: «Então? Tens visto a casa dos segredos?». Respondi-lhe que não, não tenho tempo nem interesse.
«Não sabes o que tens andado a perder!»

...

Só mesmo vindo de um homem, que não tenha nada que fazer, para perder tempo a ver pitas aos saltos e achar isso o programa do ano! Medo, muito medo da geração que aí vem..

29.12.13

Sou só eu que acho que o olho da Cristina está torto?


Na sua entrevista com a Judite de Sousa, a Cristina Ferreira dizia que, nos dias de hoje, ainda não era fácil para um homem ser conhecido como "o marido de". Que aquela história do homem ter que ganhar mais, ser mais conhecido e, no fundo, o pilar do casal, ainda estava muito presente na cultura portuguesa. Por isso mesmo, se calhar a relação dela não teria vingado, por ele ser "o marido" de quem era.
Portanto, para o homem não é fácil, porque o rebaixa ou o melindra na sua condição. E para a mulher? Ser conhecida como "a mulher de", é mais aceitável?
Pois eu aqui confesso: eu sofro o estigma de ser "a mulher de". Esse estatuto coloca-me sempre na boca do povo. Sou a beneficiada, a que não tem de se esforçar muito, a que tem a vida facilitada, a que por ser quem é tem tudo o que deseja e ainda de bandeja. E a minha [grande] sorte, é que o meu casamento já vinha de tempos antes da minha entrada nesta empresa, porque senão, eu era aquela que subiu e tem o que tem porque me envolvi "com". Nunca, por ser mulher de quem sou, fui tomada como coitadinha, como a incompetente que ganhou o lugar sem mérito, como a pobre-desgraçada que ganha menos, como aquela que está na sombra do marido. Muito pelo contrário! Os atributos que me aplicam são tudo menos simpáticos. São tudo menos munidos de sentimentos de pena.
E é aqui que a porca torce o rabo. O homem ''marido de'' é um pobre-coitado; a mulher ''mulher de'' é uma fútil, uma interesseira, uma beneficiada, muitas vezes apelidada de nomes próprios do calão de quem vende o corpo. O ''marido de'' tem toda a legitimidade de se sentir prejudicado; a ''mulher de'' deveria dar-se por contente, porque lhe saiu a sorte grande.
E, minha gente, nada mais errado. Por ser a mulher de quem sou, dentro da minha empresa, se eu não der o exemplo sou apontada, se eu não fizer mais e melhor sou criticada e mesmo que não faça nada mesmo, as pessoas sempre vão achar e comentar sobre mim e sobre a minha vida. E, no entanto, dentro da minha cabeça, eu tenho as coisas muito bem resolvidas. Somos um casal (dentro ou fora da empresa), mas trabalho é trabalho, amor é amor. Eu não o deixo ficar mal, não por ele, mas por mim, pelo meu brio profissional; trabalho muito, mas para meu proveito e satisfação; estou onde estou por mérito, não por empurrões ou cunhas; dedico-me e sou profissional, porque só assim me poderia sentir bem comigo própria. E os benefícios de que as pessoas falam, só por ser ''a mulher de'', de nada são benéficos; muito pelo contrário, tenho de fazer cedências, tenho de aceitar a agenda dele, tenho de me prejudicar em muitas situações - não em prol da vida profissional, mas para poder conjugá-la com a pessoal. E isso ninguém entende, ninguém repara, ninguém comenta.
Portanto, a próxima vez que se referirem a uma mulher como sendo ''a mulher de'', fazendo juízos de valor, pensem duas vezes. Pode ser que estejam perante um caso como o meu.


No fundo, a [minha] música é esta. Tenho uma chama que não se apaga, mesmo quando os ventos são fortes e fraquejam. O amor que nos uniu já é raro, mas é compassado e fortalece a cada sacudidela.

28.12.13




Tenho saudades dos tempos em que ouvia isto, em altos berros, no gira-discos portátil que veio de Torremolinos - aquela Meca da tecnologia e casacos de cabedal dos anos 80 - e imaginava que era uma das bailarinas do Rick. Usava uma poupa como franja, milimetricamente penteada e enlacada todas as manhãs. Hoje penso que mais foleiro que isso, só mesmo as calças nos joelhos dos miúdos de hoje. [modas] Sinto uma certa nostalgia desses tempos, dos cheiros, das pessoas, dos lugares. Sinto que o tempo está a escorrer-me pelos dedos, como a areia, e só queria que fosse possível voltar lá, nem que fosse por umas horas e viver tudo de novo, mas muito mais intensamente.
Do outro lado da linha, ela dizia-me que já não era dele. Eu estava sentada, e ainda bem! Se haviam almas que eu nunca imaginei que, um dia, se pudessem separar, eram aqueles dois. Depois de fechar a boca e engolir em seco, só lhe perguntei : «Estás bem?» Sim, estou muito bem.. e eu acreditei nela, porque a voz calma e serena não denunciaram nenhum fraquejar. Não lhe ficou mágoa, ou dor, ou aquele ódio momentâneo que sentimos pelo outro quando a relação chega ao fim. Ficaram-lhe as memórias dos bons tempos, a amizade que sentia por ele [muito mais que o amor que sentiu alguma vez e que o tempo desgastou]. E é isto, uma vida quase toda ao lado de uma pessoa, que julgamos ser para sempre. Mas que afinal, não é. 
«E ele?» Só chora.. Apercebeu-se agora que me ama.. mas agora é tarde.. E foi aqui que lhe senti a pena. Que tenha sido necessária toda uma luta por parte dela para salvar um amor, que se acomodou, que se deixou estar, que não fez nada por quebrar as rotinas. Que tenha sido necessário ela lutar sozinha por eles, mover montanhas, fazer das tripas coração. Que tenha sido necessário ela enfrentar a dor do fracasso e ter rendido as armas. Que tenha sido necessário ela desistir de lutar e ter partido. Foi disto que lhe senti a pena. Que depois de tanta luta, sem que dele sentisse desejo ou interesse, ele venha agora chorar que a ama. Agora, que para ela é tarde.

Quando é que deixamos morrer o amor? Quando é que nos acostumamos tanto à pessoa que temos ao nosso lado, que deixamos de lhe dar a atenção que ela merece? Damos como garantida uma relação, só porque nos baseamos no tempo que ela tem, ou nas coisas que comprámos em conjunto, ou no que dirão as pessoas que nos rodeiam? Ficamos tão presos à ideia de que temos tudo controlado, que a maior parte das vezes, nos esquecemos que o outro tem sentimentos, e desejos, e vontades. Quando é que uma relação deixa de ser vivida a dois, para ser só em função de um?

26.12.13




















Hoje eu sou pequenina. Não no tamanho, nem na idade. Hoje eu sou pequenina, porque me sinto assim: pequenina. Todos os anos é a mesma história. Todos os anos sinto o mesmo formigueiro, a mesma emoção. Acho que até sinto os mesmos cheiros e a adrenalina quando os ponteiros do relógio se aproximam da meia-noite. Do meu dia.
Sempre adorei o meu aniversário, mas sempre detestei que fosse nesta altura do ano. Quando era criança, ainda pior. Primeiro, estava condicionada ao estigma da prenda dois-em-um: Natal e anos. Depois, estava sempre em período de férias, logo não podia festejar na escola com os amigos. Quase todos tinham direito a bolo na sala de aulas, menos eu. Quando cresci mais um pouco e queria festejar num bar ou discoteca, os amigos diziam que não podia ser, porque vinha aí a passagem de ano e os pais não deixavam ir a tudo, nem davam dinheiro para tantas saídas. Invariavelmente, ficava-me pelos lanches no café, ao fim da tarde e fim de história.
Poucos foram os anos em que tive um bolo com velas para soprar. Acho que nem estou acostumada a isso e sou capaz de corar e ficar envergonhada se tiver que soprar velas e ouvir os parabéns cantados para mim.
No fundo, o que eu gosto mesmo é de sentir que o dia é meu. Acreditar que mais ninguém nasceu neste dia e que eu sou uma pessoa especial. Uma autêntica tontice, eu sei, mas uma ilusão que me faz feliz.
Gosto que se lembrem, gosto que me escrevam, gosto que telefonem e mandem beijinhos e desejem felicidade. Gostava mesmo muito de fazer uma grande festa e convidar toda a gente que eu conheço e que gosta de mim. Gosto tanto de fazer anos que, o dia acaba e no dia seguinte eu ainda continuo a festejar o meu aniversário.
Enfim.. sei que ao longo destes anos fui crescendo em todos os sentidos. Estes 35 fazem de mim uma pessoa mais completa. Não tenho tudo o que quero, mas tenho tudo para ser feliz. E só isso me basta.

25.12.13

(this is it! it´s christmas!)

24.12.13

Feliz Natal.

Penso nos meus, estamos reunidos e estamos felizes. As crianças dão um brilho especial a este dia. E, logo à noite, na noite de todas as magias, os sorrisos, os abraços, a partilha aquece-nos o coração.
Hoje sou especialmente abençoada.
Penso em tantos outros, no frio, na solidão, no desespero. Sempre senti um aperto na garganta, especialmente em dias como hoje, quando penso em tantos assim. E sempre me senti abençoada por tudo o que tive, pela mesa recheada, pelos presentes na árvore, pela família, por termos saúde.
Não consigo imaginar o pesar, a tristeza. Às vezes gostava de poder fazer mais, poder ajudar mais. E não consigo. Especialmente, em dias como este.

Hoje eu sou abençoada. Tenho à minha volta quem me ama, quem eu amo, tenho saúde, tenho alegrias. Tenho o som de uma família reunida, o calor de uma mesa composta, as gargalhadas dos pequenos. Levamos um ano inteiro a implicar por coisas poucas, a reclamar por inconvenientes que se solucionam, muitas vezes voltamos as costas às pessoas só porque nos irrita o seu respirar. Andamos um ano inteiro demasiado absorvidos nas nossas vidas, a pensar só nos nossos umbigos. Muitas vezes não damos valor ao que temos. E se o que temos é tanto comparado a quem nada tem.

Por isso, a minha mensagem fala de esperança e de amor; porém, fala ainda mais de partilha. E que, neste Natal, consigamos partilhar com quem nos rodeia o pouco que temos. Nem que seja um abraço, um sorriso.
Feliz Natal!



[a minha canção de Natal]

19.12.13

This is a X-mas Song.

Tenho o assunto «prendas de natal» arrumado. Estão todas compradas e/ou feitas e só falta embrulhar algumas e despachá-las para os seus destinos. Portanto, estou preparada para a próxima ronda: o que é que vamos cear na noite de consoada?
Invariavelmente, esta é a pergunta que a minha mãe me faz mais vezes. Se ela soubesse o quanto me irrita pensar nisso, já nem se atrevia a pensar sequer nessa questão. Para mim, Natal é com peru e ponto. Acontece que se cozinharmos o peru, eu tenho que levar com os restos até depois do fim de ano. Porque depois toda a gente enjoa o peru. O meu sogro se não come bacalhau com couve dá-se-lhe um fanico. A minha mais velha se não me pedir hamburgueres, deve lembrar-se de pizza ou de douradinhos. Por isso, fazer comida para um batalhão onde só comem 7 adultos é um pecado daqueles. Sobra sempre imensa coisa e eu este ano não estou para isso. Portanto, o passo que se segue: pensar (reflectir imenso, mas mesmo à séria) no menu de Natal. E não há cá conferencias com ninguém, porque quanto mais peço por 'ajudas' mais baralhada me põem.

14.12.13


Estamos a 10 dias do Natal. Este fim de semana andamos nos últimos preparativos. Vamos ter a casa cheia. Vem a mãe aqui do lado, os sogros e a avó lá de cima, a tia que mora aqui ao pé, talvez os cunhados e a sobrinha, o vizinho que é velhote e não tem ninguém. Um mar de gente, os nossos, para partilharmos o amor que sentimos e a alegria de estarmos juntos, a magia de ser natal.
Por isso, andamos a mil. Vamos desligar o modo lazer para só dar uso ao modo fazer. É só por estes dois dias e eu prometo que voltamos à vidinha de antes. [uma mulher quando quer pôr um homem a trabalhar tem um poder de dissuasão tremendo]
Bom fim de semana! :)

13.12.13

Friday, 13th

Nunca foi um dia de pouca sorte para mim, até porque foi numa sexta-feira treze que comecei a namorar com o Mr.T. Começa aí o bom astral para festejar os dias treze, sobretudo se coincidirem com a sexta-feira.
As lendas e os eventos históricos que documentam esta relação do infortúnio com o dia do mês e da semana são muitas. Respeito-as todas. Acho que, até ao dia em que comecei a comemorar os dias 13, também sofria muito dessa histeria colectiva contra a sexta-feira 13. Hoje já não me faz qualquer tipo de comichão.
Coisas boas e coisas más acontecem todos os dias. Todos!
E para provar que, para mim, as sextas-feira 13 são do melhor que pode haver, o que é que foi anunciado ontem mas eu só soube hoje, fazendo de mim uma mulher extremamente feliz? Robbie Williams no Rock in Rio. Mas é que eu não perco isto nem por nada.
Robbiezinho, filho, a maluca que vai estar na primeira fila a berrar desalmadamente, sou eu.

natal DIY

No ano passado decretei o natal-pijama. Assim a dar para a falta de imaginação e a lei do desenrasca, peguei em mim e desatei a oferecer pijamas a toda a gente. Mãe, tia, sogra, avós tudo corrido a quentinhos, felpudos e adoráveis pijamas.
Este ano, só para não cair na tentação dos Ferrero Rocher ou do par de meias, pus-me a fazer uma pesquisa de coisas feitas à mão, para as quais eu tivesse mesmo jeito e não saísse uma autêntica borrada.
Por isso, este natal vai ser DIY.
Fiquei espantada com a quantidade de coisas giras, úteis e originais que se conseguem [facilmente] fazer, cujo custo fica bastante abaixo dos produtos que já temos pronto-a-usar em qualquer prateleira de qualquer estabelecimento comercial. Com a vantagem de serem produtos únicos e feitos a pensar na pessoa a quem o vamos oferecer. No fundo, feitos com amor.
Se a moda pega cá nestas bandas, desconfio que nem tão cedo ofereço pijamas a ninguém.

Como ser um verdadeiro idiota e lidar bem com isso.

Admite. Nasceste totó, cresceste totó e serás totó até morrer. Não adiantam as lições que a vida te dá, porque das duas uma: ou não aprendes nada com elas ou és um masoquista à séria e o teu propósito na vida é mesmo sofrer.
Olhaste ao espelho e encaras a realidade: és um idiota chapado. Sabes que és usado, que abusam da tua boa-vontade, que só te procuram quando precisam de ti (e tu vais). Não fazes nada para mudar isso, não te impões ou não te valorizas: habitua-te! Vais ser um idiota a vida toda.

Por outro lado, os sinais estão todos lá e só tu é que não os vês? Pertences à outra classe de idiotas que também prolifera por aí. Ninguém sabe mais do que tu, és o melhor no que fazes, não aceitas uma opinião, o teu ego e a tua prepotência são ainda maiores do que tu. Parabéns! És um verdadeiro idiota, convencido que o universo te fez melhor do que os outros. Guess what? Os outros sabem disso: que és um verdadeiro idiota convencido.

A questão está em ser verdadeiramente um idiota e lidar bem com isso. Especialmente quando existem opções de mudança.
Se és um idiota e não lidas bem com isso, o que é que estás à espera para mudar?

12.12.13

carry on

Às vezes é necessário deixarmos de lado um plano que fizemos. Ou apagar o sublinhado daquele objectivo que traçámos. E está tudo bem! Às vezes, essas mudanças de planos não são necessariamente fatalistas ou negativas. Acontecem porque ainda não era o nosso momento, ou simplesmente, porque não tinham mesmo que acontecer.
Não são sinal de fraqueza ou incapacidade. Podem ser sinal de amadurecimento. Afinal, todos os frutos têm o seu tempo próprio para se colher, certo?
O truque é não desanimar, não baixar os braços. Passos destes, inversos, inesperados e complicados de gerir também precisam de ser dados. São eles que nos ensinam a crescer e a trabalhar mais e melhor para o que realmente queremos alcançar.
Quem sabe se, com isso, o pequeno passo que tivemos de dar agora para o lado, não se transforma no passo em frente gigantesco que daremos amanhã.

Traça um novo caminho - Reestrutura - Repensa - Reconstrói - ou muda simplesmente de plano. Mas faz!
Carry on »»

pergunta: Onde está a perfeição?



a resposta: em ti.
Este ano a fasquia está elevada. Sinto que tenho uma pressão enorme sobre mim e é bom que comece já a pôr a imaginação a funcionar. Afinal de contas, não quero deixar morrer a ilusão da pequena!
Eu explico. No ano passado, achei que era giro fazer uma surpresa à mais velha na hora de abrir os presentes. Ela tinha andado uns bons meses a desejar uns bonecos que só consegui encontrar nos Estados Unidos [tudo culpa das novas tecnologias que põem ao alcance das crianças todas as novidades!]. Eram uns peluches dos Angry Birds que, ironicamente, começaram a ser comercializados em Portugal umas semanas depois do Natal.
Como era o presente mais desejado, preparei uma espécie de caça às pistas que a levariam a eles. Ela abriu todos os que tinha debaixo da árvore e quando achava que já não tinha mais nada, sugeri-lhe que procurasse dentro da bota de natal. Encontrou o primeiro de vários envelopes que continham pistas e adivinhas (o que eu não tive de puxar pela cabeça!) para desvendar o mistério. Naquele momento, esqueceu-se um pouco da desilusão de não ter recebido o que mais tinha desejado. E, senhores!, acreditem que a verdadeira festa de Natal começou naquele momento. O entusiasmo dela era tanto que, à medida que ia desvendando as pistas e encontrando novos envelopes, a alegria era contagiante, culminando no momento em que se deparou com os Angry Birds enfiados na máquina de lavar roupa. Entre gargalhadas e pulos e lágrimas de emoção, abraços a todos, abraços aos bonecos, beijos e considerações do género «o pai natal é tão meu amigo», acho que foi dos momentos mais felizes que tivemos juntos.
Este ano, em Outubro, já ela falava do Natal. Dizia que gostava de isto ou daquilo, mas o que realmente queria era que o pai natal lhe deixasse pistas novamente. O prémio final já lhe é indiferente. O que ela quer mesmo é sentir a emoção de partir à descoberta novamente.
Por isso, jogo as cartas mais altas este ano. Tenho pena que seja o último em que ela acredita nesta magia, uma vez que, na escola, alguns colegas já vão pondo a boca no trombone. E ela também está a crescer, obviamente.
A trabalheira que vou ter para magicar um plano diferente (e tentar superar-me!) é toda culpa minha, eu sei. Eu é que me meti nisto.
Mas, garanto-vos, que não há nada que nos seja mais gratificante, que nos encha mais o coração, do que ver os nossos pequenos seres a exultar de alegria.
Dizem que o Natal é para as crianças. Sim, no fundo, o Natal é isto. Para elas e para nós. A magia é maior para as crianças, a alegria é partilhada por todos.

11.12.13

# inspiração


O que mais gosto desta altura do ano é, sobretudo, da graça com que a casa fica. Ao enfeitarmos os nossos espaços com motivos natalicios, para além de uma mistura de cores, o brilho das luzinhas deixa qualquer atmosfera carregada de energia positiva.
Eu aposto nos tons frios e neutros. Do branco ao cinza.

E por falar em deck the halls » que comece a playlist de natal! ♪♫♪ 

Diz a senhora que lê as cartas, na tv, de manhã, que 2014 vai ser o ano dos capricórnios. Desconfio sempre muito dessas premonições, porque o meu lado céptico é tramado para essas coisas. De qualquer forma, arrebito a orelha, a quem, em modo de venda de banha da cobra light, vai mandando uns palpites e [de uma forma simpática] umas palavras de esperança. 
Acredito em sonhos que se cumprem se batalharmos para que isso aconteça. Se eu não apostar a moedinha da sorte, não estou à espera que me saia a chave premiada do euromilhões. Portanto, em jeito de retrospectiva - e agradecendo o bom auspício que os astros ditam - vou já meditando no ano que finda e no que há de chegar. Nos sonhos que ainda não se cumpriram e nos projectos que quero abraçar. E assim, vou já dando o mote à lista de desejos que tenho para as doze badaladas. Um deles é nunca deixar de acreditar que os meus sonhos são possíveis de concretizar.

10.12.13

Temos tanta coisa por viver, tanta coisa para sorrir. Temos tanta vida pela frente, que é quase uma pena passar por ela como se estivéssemos num baile sem música.
Sem arrependimentos, sem amarras, fazemos o nosso caminho com as pedras que vamos encontrando. Há primeiros-dias para tudo nesta caminhada.
Escreve uma carta aos teus fantasmas, deixa-os partir. Sê tu também livre e vive este dia como se fosse o primeiro. Já chega de tapares o teu sol com as nuvens que pairam sobre a tua cabeça. Vive.

Good vibes* wanted

Acho que ninguém merece a tortura de enfrentar maus humores de terceiros. Muito menos quando o relógio ainda mal acabou de dar as quatro da manhã. Uma pessoa não se levanta da cama com este frio, faz todo um percurso para o trabalho e encara a sua tremenda sorte de ser um dos afortunados com emprego neste país, para ter que levar com os azeites dos outros. No mínimo, o que se espera, é que quem nos recebe nos dê os 'bons-dias' [porque usar 'boa madrugada' ainda não faz parte do nosso léxico social] com um sorriso.
Que ninguém ouse discutir comigo o esforço que um ser humano tem de ser capaz de fazer para parecer normal e profissional a essas horas. É tudo isso e muito mais que possam estar a imaginar. O nosso cérebro não funciona, todos os músculos do nosso corpo ainda estão adormecidos; aliás, nós próprios ainda estamos convencidos que estamos deitados em nossas camas. Sim, custa horrores. Mas é o que temos. Trabalhamos numa área em que o serviço não pára, tal como nos hospitais, por exemplo. Quando aceitámos assinar um contrato sabíamos ao que íamos. Portanto, para quê debater isso? Para quê fazer um drama, fazer má cara, mandar bocas? É o nosso trabalho e é o horário que nos dão para cumprir. 
Mas, adiante, que já estou a divagar por outros temas.
Atiramos a toalha ao chão por muito pouco; chateamos-nos por coisas insignificantes; alteramos o nosso ritmo cardíaco por ninharias. Assim é o ser humano que só vê aspectos negativos em tudo o que encontra pela frente. Se vamos é porque vamos, se ficamos é porque ficamos. Se não nos mandam, deveriam fazê-lo, se nos mandam é porque somos sempre nós.
Hoje, ainda o relógio não tinha dado as quatro da manhã, já uma criatura bufava e praguejava [acho até que ouvi palavrões], só porque a destinam para determinado local. Consegue estragar o resto de bom humor que uma pessoa pode ter aquelas horas.
Se toda aquela energia negativa fosse canalizada para outros fins, tenho a certeza que tinha acontecido ali um homicídio. E o que é que pessoas assim ganham? Nada. Ou melhor, ganham toda a negatividade que a vida lhes devolve. Que é o mesmo que nada, vistas bem as coisas.
Por isso, minha gente, antes de começarmos a refilar, a praguejar, a reclamar por tudo e por nada, o melhor é pormos a cabecinha a pensar: vale a pena andar frustrada e triste e deprimida? vale a pena implicar só porque sim? o que é que eu ganho com esta atitude? estou certa ou errada? estou a agir de maneira correcta? estou a pensar no que é melhor para mim? estar/agir desta maneira é-me proveitoso? estou feliz com a minha atitude?
Tenho a certeza que a grande maioria das vezes, se as pessoas fizessem um exame de consciência, as situações tomavam outro rumo e as pessoas andavam mais satisfeitas. Encarar a vida (e os problemas que ela nos dá) com um sorriso, é meio-caminho andado para que a solução seja encontrada, para que possamos viver mais felizes e em paz.
Quando é que as pessoas vão meter na cabeça que a regra matemática é para se aplicar? Ser positivo é ser maior! Mais é mais em qualquer parte do mundo.

* entenda-se pessoas positivas

9.12.13

GiveAway! GiveAway!

Então aqui vamos nós. Como forma de vos presentear por serem tão queridas e tão assiduas, gostaria de vos apresentar o primeiro giveaway do Sweet.
O prémio é um mimo para as meninas, portanto, os meninos também podem participar e, quem sabe, despachar já a prenda da namorada, da mãe, da irmã ou da sogra.
Consiste numa box O Boticário que contém 1 creme de mãos NativaSpa O Boticário e 1 perfume Innamorata O Boticário. Parece-vos bem?


O passatempo estará aberto a partir da meia-noite de segunda (09/12/2013) até à meia-noite de sexta (13/12/2013) e para participar têm de preencher os campos necessários que são pedidos no formulário de inscrição. Basicamente: ser seguidor do blog (obrigatório), fazer um like no FB do Sweet My Days (obrigatório), ser seguidor no Twitter (facultativo) ou fazer um tweet sobre o giveaway (facultativo). 
Obviamente, como o sorteio tem um sistema de pontos, quem preencher mais dados, recebe mais pontos, logo a sua inscrição poderá duplicar, triplicar, quadriplicar.. 
Portanto, coisa fácil e rápida!
Do que é que estás à espera? É participar, minha gente!
Boa sorte a todos!




a Rafflecopter giveaway

8.12.13

Dietox



Aceitam-se opiniões. Vocês experimentavam? Estou um bocadinho tentada, apesar do investimento que tem que ser feito. Para quem não conhece, todas as informações aqui.

Sunday #o dia do sol

Queremos mais e melhor que isto? Em pleno dezembro, um domingo cheio de sol, daqueles que aquecem até a alma.
Bom domingo, bom resto de fim-de-semana. Toca a carregar baterias para a semana que aí chega!

7.12.13

waffles & memories


Ao fim da tarde, pai e filho dormem no sofá. A filha está enroscada neles a ver desenhos na tv. Eu ando a cirandar pela casa, entre uma surpresa que lhe ando a preparar e as habituais arrumações. Para o lanche ela pediu-me alguma coisa boa. Lembrei-me de waffles, quentinhas, regadas com mel. A acompanhar um chocolate quente.
Lembrei-me dos dias que estivemos na Bélgica, onde comi as melhores waffles, os melhores crepes com a maravilhosa cassonade (fica um post prometido sobre isso). Soube-me a doce, a saudade, a vontade de me enfiar no primeiro avião e ir a correr para o Drug Opera, que fica ali mesmo ao pé da Gran Place e me perder no cenário, nos cheiros, nos sabores daquele lugar.
Fica a receita desta tarde. E eu fico aqui, envolta nas minhas memórias e na minha vontade de lá voltar [brevemente].


Mais uma vez vos trago umas dicas de como oferecer em estilo sem gastar muito dinheiro. A nossa carteira agradece, certo?
Pois bem, num saltinho ao Espaço Casa, deitei os olhos em várias coisas a menos de 10€ (leram bem, dez euros!) que são óptimas prendinhas de natal. Para a mãe, para a sogra, aquela amiga, a cunhada, enfim.. E o mais importante: para além de serem giras, são baratas! Quem é amiga, quem é?

gifts2


1. Moldura para várias fotografias
2. Jarro em vidro
3. Caixa em vidro para decorar ou encher com brincos, algodão, o que couber..
4. Bola de Neve (ideal para decorar o ambiente natalício)
5. Cesto em vime (para o pão, para a maquilhagem, para as chaves, para os anéis..)
6. Ambientador com óleo

6.12.13

O melhor do meu dia

- Tenho tanta sorte de vos ter como meus pais.. vocês são os melhores pais do mundo!

[isto dito depois de ter presenciado uma mãe adolescente a esbofetear um bebé com pouco mais de dois anos, em pleno centro comercial.. e depois de o pai ter ido à procura de um segurança/polícia para alertar o ocorrido]

Esta frase foi o melhor do meu dia. A situação que a levou a ser pensada e posteriormente dita, foi das mais pesadas e frustrantes que já passei. Até que ponto podemos intervir? Até onde podemos ir quando somos testemunhas de uma cena destas? Obviamente, alertamos autoridades. Mas e depois? Quando o meu marido voltou da sua busca (sem efeito) por um segurança ou psp, já a desgraçada da miúda se tinha ido embora. A vontade (e a força) que eu tive de controlar para não ir lá e esbofeteá-la eu! Ao redor ninguém se mexeu. A minha filha apercebeu-se e começou a compará-la à tal ama que espancava crianças e que entretanto foi presa. No fim (que raio de fim, se aquela "mãe" vai embora impune e sabe Deus o destino daquela criança), suspira de alívio por nos ter como pais.
E eu pergunto: que mundo é este?

Ligou para o número errado.

Há situações que me deixam chateada. Há outras que me deixam muiiito chateada. E passo a explicar: desde que mudamos de operadora de tv/net/telefone, o nosso número fixo mudou. Ao que parece, e depois de termos recebido umas vinte chamadas por engano, ficámos a saber que, este nosso novo número, pertencia a uma empresa (que deve ser bastante concorrida pela quantidade de chamadas que eu recebo aqui em casa) aqui da terra. E ao que parece também, continua a aparecer nas listas telefónicas, nas páginas web da empresa, and so on, and so on.. Já perdi a conta ao número de vezes que já reclamámos, junto da empresa, junto da nossa operadora, junto dos criadores das páginas web. Falta só mesmo chamar a Tvi, falar com o presidente da junta e fazer um protesto. Dizem que vão mudar, mas ainda não vi nada nesse sentido, até porque as chamadas continuam.
Eu já não espero que cada vez que o telefone toca, a chamada seja, de facto, para mim; já não acredito que liguem para o meu número fixo para, efectivamente, quererem falar com algum membro desta família. Não. O telefone toca e eu já vou com o discurso preparado: não! é engano. sim.. uma casa particular. sim, sim.. nada.. com licença. 
Ao fim da chamada enganada número 574533, começo a ponderar tomar partido desta situação. Ou vou lá à empresa exigir serviços gratuitos ou peço um ordenado de telefonista, para saldar o incómodo.
Por enquanto, os clientes desta empresa têm-se comportado muito bem. É tudo gente civilizada que liga a horas decentes. No dia em que um maluco me ligar às sete da manhã ou às onze da noite, será o dia em que me vou passar da boneca. Tenho medo que esse dia chegue.. porque eu conheço-me tão bem.

5.12.13

Não sabe o que oferecer? Eu dou uma ajuda.


gifts

Não vou colocar os preços ou referências às marcas destes produtos. Grande parte deles (alguns até muito idênticos) estão disponíveis em lojas como Casa, Gato Preto, Espaço Casa e até muitos bazares, lojas de chineses, hipermercados e afins. Estes aqui em cima têm preços estupidamente altos para a maioria das carteiras portuguesas. A ideia é dar-vos ideias de presentes de Natal que podem ser adquiridos em algumas lojas low-cost e que fazem um brilharete.

1. uma manta
2. uma almofada com um padrão
3. vaso com árvore artificial
4. conjunto de copos com desenhos aplicados
5. espelho com moldura
6. caderno ou agenda
7. vela aromática em copo de vidro

O que se pretende é que se possa oferecer uma lembrança, com algum bom gosto ou estilo, por poucos euros. Isso vai trazer-nos felicidade. E vai fazer feliz quem a recebe.

Uma ajudinha, se faz favor.

Como já devem ter reparado, ando aqui em constantes mudanças de visual. Entre headers e post dividers, já não sei bem quantos já experimentei e, ou não gostava ou encontrava algo novo, que acabava por gostar mais.
Estes foram alguns dos headers dos últimos tempos:


Ajudem esta pobre alma indecisa (começo a desconfiar que sofro de algum transtorno de múltipla-personalidade). Qual o que gostam mais? Hã? Façam-se ouvir, se faz favor. A-gra-de-ci-da.

Se pudesses, o que lhe (te) dirias?

Tens hoje 25, 34 ou 43. Não interessa. Longe vão os tempos em que tinhas dez anos e vias o mundo de uma outra forma, tinhas outros sonhos, fazias outros planos.
Se pudesses voltar atrás no tempo, o que dirias à criança que foste com dez anos?
Dizem alguns estudos, que este exercício é óptimo para quem quer exteriorizar medos, traumas, frustrações. Falar com a criança que fomos, possibilita-nos encarar com mais realidade e aceitar com mais facilidade o que somos hoje, libertando-nos das fasquias altas que colocámos para nós enquanto ainda não sabíamos o que a vida nos reservaria.
Eu vou fazer este exercício, nem que seja para dizer à criança que fui que, aproveitar cada momento e torná-lo eterno na nossa memória é das melhores coisas que podemos ter na vida.
Entretanto, vejam o filme. É muito interessante.

[numa espécie de mantra]


É repetir isto* vezes sem conta na minha cabeça, para ver se entra. Só o que realmente interessa te faz feliz, te transforma positivamente, te valoriza, te faz ser uma pessoa melhor, em paz.
Tudo o que te deita abaixo não tem entrada na tua vida. Tão simples e só. Custa, dá trabalho, mas é o que vai fazer com que tenhas o teu lugar ao sol. Porque é isso que tu mereces.

*concentrar só no que é importante

4.12.13

O melhor do meu dia

- Mãe, és a melhor cozinheira do mundo!

Gestão do tempo - uma questão de organização

Como gerir o nosso tempo de uma forma extraordinariamente competente? Tipo: sei exactamente o que vou fazer daqui a vinte e dois minutos e trinta segundos.
Há quem o consiga fazer porque já nasceu com esse dom. Outras há que não são capazes de se organizar nem para o momento de pôr a mesa para o jantar.
Viver em organização (mental, temporal, no trabalho ou em casa) facilita-nos a vida e a saúde. Quando nos propomos a isso, porque os dias só têm 24 horas e passam a correr, ter um plano estruturado e as metas bem delineadas permite-nos tirar mais partido e proveito das horas que temos livres. Seja para passar mais tempo com os nossos filhos, seja para ter um hobbie, seja para passar a ferro duas máquinas de roupa. O primeiro passo, talvez o mais importante, é definir os nossos objectivos: como é que eu quero gastar o meu tempo? Com quem? Onde? Como é que eu consigo aproveitar melhor o tempo que tenho livre?
Feitas estas perguntas, é importante que cada um de nós saiba exactamente o que quer; como, para onde e com quem canalizar a energia positiva de tempo bem passado e bem aproveitado.

Não pretendo ser psicóloga, nem coach, nem sou (de longe) entendida na matéria. Sou apenas uma mulher que se preocupa com o tempo que tem disponível para fazer o que lhe dá prazer e o que a faz feliz. Muitas vezes procuro inspiração nas palavras de algumas bloggers, de estudos que leio, de artigos publicados. Posso dizer que retiro desses ensinamentos muitas dicas para conseguir, com sucesso, gerir melhor o meu tempo. Aqui dão-se dicas de como definir prioridades; aqui encontram inúmeros posts sobre como gerir o vosso tempo, de forma a gerar menos stress; Aqui (um dos meus preferidos), o Gonçalo Gil Mata dá-nos imensos conselhos, ensina-nos truques, propõe exercícios, dá pontos de vista, explica, revela situações; e muito mais podemos encontrar à distância de uma pesquisa. Basta querer.

*inspirações

Hoje o sol brilha e começa a sentir-se a magia do Natal a chegar. Hoje (já o tinha dito) é dia de decorar a casa. É dia desta receita que todos amamos aqui em casa; é dia de rever este filme com a pequena; esta banda sonora nos ouvidos, na cabeça, na ponta da língua. Ao fim do dia, vou só eu (para a pequena não desconfiar) ao shopping fazer as compras de Natal.
Isto está a compor-se. Gosto. :) 

Acabo de receber uma chamada de Marte.

- Bom dia! Acaba de ganhar inteiramente grátis um colchão ortopédico no valor de 3000€ só por ter atendido a chamada.

[hoje]

Tudo atrasado. A mais velha já me perguntou umas quinhentas vezes quando é que fazíamos a árvore. Quando é que decoramos a casa? Quando é que montamos o presépio? Vou-lhe respondendo que é amanhã, resposta que ela já contrapõe assim para o zangada [dizes sempre que é amanhã..]. E eu dou-lhe razão. Não têm sido dias fáceis de organizar, o que me deixa com os nervinhos à flor da pele.
Mas hoje [oh yeah, hoje!] quando ela chegar da escola vai ter uma surpresa. O fim de tarde está destinado. Esta casa entra em modo Natal e é hoje.


3.12.13

*inspiração

Já aqui o disse milhares de vezes. Não sou fã do frio. Mas isto aplica-se a quando tenho de andar na rua, a quando tenho de me levantar quando ainda todos dormem e ir trabalhar, chegar gelada, não conseguir aquecer nem com uma braseira debaixo de mim. Tirando isso, sou uma rapariga das lãs. Gosto de as vestir, de lhes tocar, de vestir os miúdos com elas, adorava saber fazer tricôt, adoro os apontamentos que dão quando aliadas às peças de design e decoração. Gosto dos casacos, das mantinhas, dos cachecóis, dos gorros.
Por isso, para este inverno, a minha inspiração vai ser de malha. Quero mais umas quantas camisolas, quero umas golas altas, quero umas meias, umas botas. Nestas cores neutras. Tão eu.


Expliquem-me tudo!

Eu gostava assim mesmo muito que me explicassem uma coisa: por que raio tudo o que é mulherada posta imagens de muita dor e tristeza pela morte do Walker? Vão-me dizer que era tudo muito fã do filme? Que viram mil vezes seguidas? Ou é só porque o rapaz até era bonitinho? Juro: não entendo!
Não se trata de menosprezar a morte de uma pessoa, porque sabe Deus o que os familiares e amigos do rapaz devem estar a sentir neste momento. Trata-se de uma questão de 'atitude'. Ao menos que tanta mulher seja fã honorária do jovem e esteja realmente em sofrimento pelo seu desaparecimento,  eu retiro já o que disse.
Mas tenho cá para mim que 80% das meninas que entopem murais do facebook para tornar o Paul Walker eterno, desconheciam o nome do rapaz. No máximo já lhe tinham visto os abdominais por aí, algures..
Por isso, digam-me lá: isto é para quê? Fartam-se de morrer miúdos giros e musculados todos os dias.. a diferença é que não são (almoust) famous.

É o tempo delas [ou como sobreviver a uma semana assim]

Sendo que família T. começou a semana em beleza (not!) com o seu veículo de locomoção avariado - soube-se hoje que o coitadinho entrou em coma e só ressuscita com um transplante de uma peça cara que foi encomendada à fábrica - obviamente, quando um mal chega nunca vem só. Right. Mini-homem doente em casa com uma recaída numa otite mal curada. Noites terriveis, febre, choros, muita rabujice. 
Estas malvadas viroses, bactérias e o raio que as partam não desamparam a loja. Sabemos que estamos na altura delas, sabemos que os pequenos seres são as presas fáceis destas malvadas.. mas deixem-me a criança em paz! É que já não há pachorra! We need a break!!! Voltem só lá pro inverno de 2035 quando o puto já for um homem grande e que seja a namorada ou mulher ou o que ele quiser a aturar-lhe o feitio proprio de um homem doente!!
(Desabafei um bocadinho.. vou ali assoar ranhos outra vez.)

2.12.13

Se me quiserem oferecer.

Logo eu, que adoro cozinhar e morro por doces. Que sou menina para ficar vidrada a olhar para livros de receitas durante horas a fio. E diz quem já espreitou este, que está recheado de verdadeiras tentações, fáceis, económicas, deliciosas e com um toque gourmet. O ideal para aquele jantar especial, para aquela ocasião em que queremos brilhar um bocadinho.
Gosto muito desta Cristina. Acho-a deliciosamente autêntica. Tal como deve ser o seu primeiro livro de receitas. E se me quiserem oferecer, eu aceito com todo o gosto. :)

1.12.13

Quando eu digo que gosto de tudo planeado e (sobretudo) quando faço planos, há sempre uma força cósmica que aparece a dizer "então tu julgas que tens tudo controlado? Não, minha amiga.. no way".
Não há melhor forma de começar o ultimo mês do ano - se bem que até podia ser em Março ou Agosto que o estrago era o mesmo - do que com o carro pifado.
O bólide parecia uma árvore de natal, a acender luzes e a apitar por todos os lados. É tanta mariquice electrónica que ainda ponderei mandar o reboque a uma daquelas clínicas de pc's no shopping em vez de o mandar para a oficina. Acho que para carros como o meu, ao invés de um curso em mecânica, os senhores da oficina devem ser doutorados em engenharia informática. Enfim..
Não há muito a fazer agora. É esperar pelo veredicto amanhã. Só não imaginam é a ginástica que uma pessoa tem de fazer para trocar cadeiras de bebé e criança para um carro alugado à pressão,  porque a vida não pára e amanhã há horários a cumprir que só se cumprem com a ajuda de dois carros. Sim, porque quando a desgraça já é grande e pensamos que não pode piorar, a senhora da ok teleseguro diz do outro lado da linha que, não senhora, não temos direito a carro de substituição. É o karma a esbofetear-me com os dedos todos.

organizar, planear, agendar


A saber: este mês, na agenda temos um jantar de natal da empresa, a nossa ceia de Natal, o almoço em família, o meu aniversário, uns dias na neve, o reveillon, compras por fazer (ainda estamos na estaca zero e a mais velha é difícil de agradar), amigos para visitar, festas de natal nas respectivas escolas.. No meio disto tudo, temos as nossas obrigações diárias, os testes da mais velha, uma consulta no dentista, as férias dela que entretanto começam e -muito importante!- a nossa fotografia de família anual que ainda não marquei nem pensei no dia, nem pensei nos detalhes que quero usar.
Bem. Isto faz-se. O mês tem trinta e um dias, haverá tempo para tudo. Tudo, claro!, bem organizado, planeado e agendado para que não hajam alterações de planos.
É arregaçar as mangas e atirar-me de cabeça.

day one.


E cá está. O primeiro dia do último mês do ano. O mês de todas as resoluções. A ansiedade de uma nova etapa, de um novo ciclo, de uma nova vida. São 31 dias de retrospectiva, com muitas festas pelo meio, com união, com partilha, com amor, ferreros rocher e bolos-rei. 
Eu estou em modo boca-fechada (literalmente), porque já sei que lá mais para o fim o abuso vai ser grande. E estou também muuuito empenhada em planear novos projectos. Portanto, Dezembro, prepara-te: eu estou a amadurecer ideias. Vamos ter muito trabalhinho pela frente.

30.11.13

that's a kind of crush.


Todas dos Keane. Uma das minhas bandas preferidas. [Todas] estas espetaculares.


Relembrando a Gratidão.

Na semana do dia de acção de graças, a Foot Locker's criou a Week of Greatness. A equipa de publicidade encarregue de assinalar esse evento teve uma ideia genial. O vídeo já foi visto por milhões no youtube e mostra o Tyson a devolver a orelha ao Holyfield (a tal que ele arrancou à dentada à 16 anos atrás), seguido de um amistoso abraço. Gosto de ver publicidade criativa com mensagens de amor e paz. O mundo precisa disto. Aliás, o mundo precisa disto!

manhã no mercado

Quando era pequena ia muitas vezes com o meu avô. Gostava de entrar pela zona das frutas e das hortaliças. Gostava de cheirar as flores frescas, em grandes alguidares de plástico cheios de agua até cima. Adorava enterrar as mãos nas cestas com feijão e grão secos e fazê-los escorrer pelos dedos. Gostava do cheiro a alpiste e de ir mexer nas pás e nos copos de medidas. Fingia um pouco que trabalhava ali e estava a atender clientes. Não era muito amiga de ir ver o peixe, embora adorasse as bancas com gambas e camarão, tocar-lhes nos bigodes, sentir o cheiro da cozedura.
Ainda hoje guardo essa memória olfactiva da minha infância. Tenho saudades desses tempos, de quando o meu avô me dava uma moeda e eu ia comprar um bolo de arroz à senhora que os vendia à porta, guardados numa cesta de palha. Ou de quando me mandavam ir comprar pão à praça e eu trazia um caracol com açúcar e canela com as moedas do troco.

Esta manhã voltei ao mercado. Não o da minha terra, mas da terra que escolhi para viver. É tudo tão bom, tão genuíno e natural. As frutas parecem acabadas de colher; o peixe parece que veio directamente do mar. Recordei que era isto mesmo que eu pensava que acontecia, sem sequer saber que existiam lotas e fornecedores e todo um processo que envolve o caminho do produto à banca do mercado.

Quero que os meus filhos sintam também este cheiro, que o conheçam e o recordem um dia mais tarde. Que não saibam só o que é o corredor impessoal do hipermercado. Que ouçam as mulheres apregoar, que conheçam as caras de quem tem uma vida sofrida para vender fresco e ganhar a o pão-prá-boca, que conheçam as frutas feias que o grande comércio não exibe nas suas prateleiras mas que são quase sempre as mais doces, as melhores.

Quero voltar ao mercado sempre que puder. Mais que não seja para revisitar o mercado da minha infância, das minhas memórias. Aquele em que eu via o mundo a meio-metro do chão e ainda acreditava que os meus dias iam ser sempre assim.








29.11.13

''Stay Together''

Duas mulheres grávidas, que sabem que o seu bebé vai nascer sem um braço, conhecem-se através da Internet e trocam emails sobre as suas experiências. Anos mais tarde, esses bebés (duas meninas) encontram-se novamente no mundo virtual e comunicam via Skype durante anos. Moram a milhares de quilómetros de distância. Nunca se conheceram pessoalmente e são as melhores amigas. Até que o Skype resolveu juntá-las. As imagens desse encontro falam por si. 

Pessoas que [me] Inspiram

Há pessoas bonitas. E há aquelas que o são por dentro e por fora. E a D.* é uma dessas pessoas.
O destino tem destas coisas e porque o mundo é um lugar pequenino, uma amiga em comum fez a ponte que nos une. A quilómetros de distância são as linhas que nos unem. E do nada, surge uma amizade, daquelas inesperadas, que são as que dão mais cor e alegria às nossas vidas.
Dona de uma beleza exótica, de um sorriso irresistível, de uma doçura inegualável, a D. tem um coração enorme, bom (daqueles que já vão sendo raros por aí). Quem a lê percebe isso logo ao fim da primeira linha. A sensibilidade e o carinho que deposita nas suas palavras preenchem qualquer espaço vazio.
Há pessoas que nos inspiram. Ela é uma delas. Não é só porque está longe, em terras de sua majestade, a lutar contra as saudades de quem está deste lado de cá. É por isso e por muito mais. É porque me ensina que a força de vontade é sobrenatural quando nos propomos a encarar a vida; porque me ensina o que é ser uma mulher de força, determinada, confiante; porque me mostra que é muito fácil dar sem receber; me encoraja a superar as dificuldades com um sorriso e uma palavra amiga; e porque se orgulha de quem é, de onde veio e sabe exactamente o que quer. Leio-a e fico com a sensação de aconchego, de mimo, de carinho recebido. E mesmo nunca tendo estado pele-na-pele com ela (falta pouco, eu sei) parece que já estivemos juntas milhões de vezes.
Há pessoas que me inspiram. A D. é uma delas. Obrigada por seres um ser humano excepcional, uma super-mãe, uma mulher lindíssima, uma amiga verdadeira. E obrigada, principalmente, por me deixares fazer parte da tua vida. Gosto de ti. Muito! [e como tu terminas sempre: xi ♥]

*A D. é autora do blog Ombemua-Saoirse.
Ontem tive que fazer um bolo-relâmpago. O jantar de aniversário cá em casa sem vela para soprar estava fora de questão. Abri o frigorífico e a porta da despensa. Tinha quase todos os ingredientes habituais. [Quase.] Olhei pela janela da cozinha: estava a escurecer e soprava um vento frio de cortar à faca. Imaginei o cenário caótico do supermercado em hora de ponta; vi na minha mente a imagem dantesca de ter que embrulhar os miúdos em casacos, kispos, gorros e luvas e eu própria, e mala, e chaves, e pequeno ao colo e compras na mão. E pensei: nãaa. Isto hoje vai numa de pastelaria experimental. 
Só vos digo uma coisa - estão à espera que conte o brilharete que fiz e de como sou uma doceira exímia? - nunca mais me armo em Nigella a (re)inventar receitas. Do bolo só se safou a decoração (arranjada em cima do joelho) e a ganache de chocolate (essa sim ma-ra-vi-lho-sa). Tudo o resto, que é só o mais importante, textura, sabor, qualidade foi uma vergonhosa tentativa de fazer um bolo.
Sim, também tenho destes dias. Noventa e nove por cento das vezes a coisa corre bem. Ontem foi um dia negro para a pasteleira de serviço. E perguntam vocês: o que é que fiz de errado? Duas coisas simples: usei manteiga sem sal e um chocolate em pó de marca desconhecida. Só. Foi o que bastou para me sair um bolo-furado. 

28.11.13

Dress Code: casual


Era menina para me enfiar nestas peças todas. As cores, os modelos, o padrão, os tecidos, os acessórios: gosto de tudo. Especialmente da mala (ando a namorar uma destas há imenso tempo e ainda não a encontrei na cor certa!).

O melhor do meu dia

O orgulho que qualquer mãe sente.


Todas do Ben Howard. Perfeitas.

Dar graças.

Hoje eu sou uma agradecida por tudo o que tenho. Agradeço a Deus (ao acaso, ao cosmos, aos tiros de sorte também) a minha família, os meus amigos, a minha casa, o meu trabalho e os meus projectos; agradeço o facto de todos termos saúde, a comidinha na mesa, o carro à porta de casa. Agradeço pelas oportunidades, pelas descobertas, pelos sonhos cumpridos. Agradeço hoje (especialmente) e todos os dias.
Às vezes pareço uma velha resmungona, reclamo de muita coisa, mas lá bem no fundo, eu sempre sei que sou uma favorecida. Que a vida que tenho [não necessariamente a que gostaria de ter] faz-me ser uma pessoa feliz e em paz. 
Hoje, milhões de pessoas se reúnem com os seus para dar graças. Acho esta, a mais bonita tradição que vem da terra do tio Sam. É um dia de amor, de comunhão, de partilha, de sorrisos.
Hoje, eu olho à minha volta e só tenho de agradecer. Vivo em amor. Vivo feliz.

27.11.13

Porquê andar quando pode dançar?

Iniciativas destas precisam-se. Cada vez mais. São um bom motor de arranque para a boa disposição e para o bem-estar geral. Nem que seja por uns minutos. Sim, eu dançaria!, até porque é uma das coisas que mais adoro fazer.

o melhor do meu dia

[Ontem]

Os primeiros passos do Manel. :)

Dias a correr.

Hoje, entre formações e obrigações e deveres a cumprir, o dia vai ser passado a correr. Já aqui o disse: não gosto que as coisas se descontrolem e que os planos se desviem. Embora esteja tudo alinhavado e pensado para dar certo, passar o dia em atropelos para cumprir horários não me agrada. Gosto das calmas, dos timings certos, de poder dar o meu melhor a tudo o que abraço. E hoje sai o plano furado. É tudo a correr, com tempo marcado.
Ao fim do dia, quando regressar a casa e entrar no meu mundo, respiro de alivio e descanso.



26.11.13

Daqui a um mês certinho, faço anos.

wishlist

1. a mala (mais uma para as minhas delicias)
2. o blusão da esquerda (estou a precisar de um blusão deste género)
3. uns botins cinzentos (porque sim e porque mereço, não?)
4. uma das pochetes (ou todas) porque não tenho nenhuma.

Today the dinner is..


Sim, leram bem. Brioche com doce. Talvez vá mais longe e faça dele uma tosta com fiambre de peru. Regados com chá quente. Isto, só para mim, claro. Que os lambões de serviço não se contentam com uma simples tosta e chá. Para eles há outro repasto.
Os excessos que tenho cometido estes dias, que me tenho refastelado com fritos e gorduras, já se fazem sentir. E eu quero uma noite de sono descansado. Logo, vou dar um mimo ao meu estômago. Não é o melhor e o mais saudável dos jantares. Mas é saboroso. Vão por mim.


 - Mamã.. Eles não me deixam jogar à bola com eles! O Salvador até me disse 'pira-te daqui!' e eu chorei, mamã. Eu queria mesmo jogar com eles, correr e marcar golos e eles não me deixam! Estou farta de ser sempre o árbitro ou o apanha-bolas. Isso é uma seca!

Primeiro controlei o riso. Imaginei-a a fazer de árbitro ou de apanha-bolas e delirei com a imagem. A minha pinta calçuda deve ser tão mázinha no futebol que os outros, os rapazes, não a deixam jogar. Eu percebo o lado deles. Ter ali uma menina (ainda que destemida, que eu sei que ela é) a atrapalhar não é nada fixe. Mas eu não lhe podia dizer isto, que concordava com eles, que ela não tem o mínimo jeito para o futebol. Não podia porque ela ia ficar muito zangada comigo. Então, com muita calma, lá lhe expliquei que era muito importante ser o árbitro. O árbitro é o dono do jogo, anda ali a ver se todos jogam como deve ser. E tem poderes: se um menino se porta mal a jogar à bola, o árbitro apita, mostra o cartão vermelho e expulsa-o do jogo. Logo, ser o árbitro é muito fixe.

- Boa mamã! Obrigada! Amanhã vou querer ser o árbitro, vou expulsar o Salvador do jogo e depois fico no lugar dele para marcar golos.

E pronto. Não tenho que ter receios. A minha filha é uma estratega de primeira. Prevejo um futuro brilhante!

Kid's inspiration

Quem tem miúdos sabe que esta loja nunca decepciona. As cores, os modelos, os detalhes, tudo nos enche o olho. E tudo lhes fica bem. O que torna difícil, na hora de escolher, trazer só uma ou duas coisas. Desde que a Mariana nasceu que tenho uma espécie de fetiche com esta marca. E tem sido muito fácil dar asas ao meu desejo de a ver toda pimpona e vaidosa. Infelizmente não podemos trazer tudo, mas aqui fica uma amostra da colecção Outono/Inverno 2013. Num vídeo amoroso, cheio de caras larocas! Du Pareil au Même. :)

25.11.13


Já sentiste o sabor do vento numa praia de inverno? Já escutaste o som das ondas ao sabor do mar embravecido? Quando o frio da areia nos toca a pele e faz tremer, lembrando o sabor quente de meses passados.. Ouvir as gaivotas nos seus voos descompensados, o cheiro da maresia, o toque salgado que deixa nos cabelos. 
Estas e outras maravilhas, de viver perto do mar e poder lá voltar sempre que o desejo nos pede.

i ♥ this.

A capacidade de ter calma e de esperar. A boa onda que nos dá, a paz, o bem-estar interior. Está tudo lá.
É para ouvir em repeat. E aumentar o volume, recomenda-se. Diz quem sabe que ficamos com um sorriso nos lábios.
Follow the Sun. Xavier Rudd

*recomeços

A semana começa, mais uma vez, no atropelo de todas as coisas que temos que fazer e que não se fazem sozinhas. Os nossos dias são uma correria. Acordar cedo, obrigações, estar a horas, almoços e jantares, roupa lavada, o trabalho, os miúdos, as compras, deitar cedo, namorar. Precisava de um dia com trinta horas, acreditem. E mesmo assim não me chegaria.
Vivemos intensamente e muito concentrados em que as coisas se façam bem, que as obrigações se cumpram. Descuidamos muitas vezes o mais básico, talvez o que mais prazer nos dá. Queria ter mais tempo para aproveitar os amores da minha vida, mas é o tempo que me os tira. Resta-me recomeçar, todas as semanas, tentando que os dias sejam compridos o suficiente para estar com eles.
Boa semana. Bom recomeço.

24.11.13

Onde dormem dois, dormem três ou quatro..

A meio da noite tinhamos a mais velha especada aos pés da nossa cama, na escuridão (o que eu não dava para ver esta miúda a movimentar-se pela casa às escuras), a chamar baixinho por nós. O pai diz que não sabe como é que ainda não teve um ataque cardíaco com estas aparições nocturnas. Balbuciou qualquer coisa como 'sonho', 'descuidei-me', 'xixi' mas, não deve ter passado disso mesmo, de um sonho, porque estava completamente seca! Disse-lhe para vir para o meio de nós e ela nem retorquiu. Aterrou de imediato no meio da cama e passado meio minuto já dormia profundamente. É nestas alturas que reparamos que, por muito grande que o coração de um pai ou de uma mãe seja, será sempre inversamente proporcional ao tamanho da cama de casal. Eles dormem profundamente e os pais treinam posições de dormir dignas do cirque du soleil.
Estava bem tramada se tivesse mais um filho.

"Há festa no Palácio"


Nos próximos dias 28, 29 e 30 de Novembro vai decorrer a 4ª edição do Há Festa no Palácio, organizado pela RSA. Eles (a RSA) dizem que são um grupo de amigos todos diferentes mas, com um objectivo em comum: ajudar a melhorar o mundo. Há lá propósito mais bonito que este?
Por isso, gente da capital e arredores, gente que mesmo não sendo da capital vai lá estar por estes dias: visitem o Palácio da Foz e participem neste "Há festa no Palácio". 
Por uma boa (grande) causa!
Mais informações aqui.

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23.11.13

Os meus filhos são o melhor do mundo.

Às vezes tento por-me na pele da dona Dolores Aveiro. O que sentirá ela, agora que a sua vida está envolta de glamour e riqueza, agora que os tempos de aflição e poucos luxos já ficaram para trás.  Olhando para o seu menino (que uma mãe olha sempre para o seu filho homem como se ele fosse um menino pequeno) e saboreando cada vitoria que ele tem, só pode mesmo encher-se de orgulho. Ter a certeza absoluta que pôs no mundo uma lenda do futebol, que gerou aquele por quem gerações futuras quererão imitar ou superar e idolatrar. O coração de uma mãe bate sempre pelos seus filhos de uma forma especial e acredito que a dona Dolores sinta explosões de alegria quando o seu Cristiano marca um golo e leva a sua equipa à vitória. 
Mas eu não sou a d. Dolores e os meus filhos não jogam futebol profissional. Contudo, o meu coração bate da mesma forma explosiva quando eles conseguem novas proezas, quando superam uma dificuldade, quando fazem algo que os alegra. O meu coração de mãe bombeia a mesma energia positiva que o de outra qualquer mãe neste planeta. A certeza de que os nossos filhos são os melhores.  Esse sentimento quase transformado em hipérbole, contudo a nossa maior certeza de que, efectivamente, o ser que fizemos nascer é o melhor do mundo. Do nosso mundo.


[Nota: O Cristiano Ronaldo pode não ser eleito o melhor do mundo pela FIFA, porque os jogos de influências e favoritismos são muito evidentes para aqueles lados. Mas para a D.Dolores, tenho a certeza, que desde o dia em que ele nasceu, que ganhou esse título. ]

O bolo.


Quem me conhece sabe que adoro fazê-los. E modéstia aparte, até me saio bastante bem na doçaria. Obviamente não poderia ser outra pessoa a fazê-lo. O bolo de aniversário da minha mãe sou eu que o faço. Dizia ela: nada de grandes coisas, nem grandes extravagâncias. Só um bolinho para soprar as velas. Really? Mãe, achas mesmo que a ocasião pede um simples bolinho? Um simples bolinho é um queque com uma vela espetada em cima. Poupem-me.
Mantendo-me fiel ao meu estilo, pensei num bolo branco, com recheio de morangos e natas e frosting de cream cheese. A decoração é vintage, como eu gosto. O sentimento é o de sempre [ou talvez a dobrar]. Quando uma pessoa ama de paixão o que faz, fá-lo com amor. Muito amor.