22.4.15

Achei que o corte de cabelo da Letizia merecia o meu regresso..

 
Se isto não é um exemplo de modernidade, não sei o que lhe chamar. A rapariga não é só a rainha de Espanha, é uma mulher moderna. E como mulher moderna que se preze, cuida da sua imagem. E só por esse gesto de corte com o tradicional e o correcto, só posso aplaudir a atitude.
Já não posso dizer o mesmo da magreza. Num momento em que se apela ao fim da magreza extrema como sinónimo de beleza, num momento em que se defende um corpo saudável, ela aparece com as costas a descoberto.. e não consigo pensar em nada de positivo nesta imagem.

27.2.15

Umbadá Never Forget

Se eu morrer e voltar a reencarnar, peço a Deus todo poderoso que me dote de tamanha capacidade de fazer rir.
 

26.2.15

Eu podia ignorar, mas é mais forte que eu.

Ele era um colega, que hierarquicamente estava abaixo de mim. Entrou uns anos depois de mim para esta empresa. Foi galgando lugares enquanto um macaco come uma banana. Não me perguntem como, nem porquê. Eu desconfio, mas ia ter de dizer muito palavrão para me justificar, portanto permanecerei uma senhora de bico calado.
De lugar em lugar, de tarefa em tarefa. Pouco me importa se tem a língua negra de tanta bota engraxada, se tem dificuldade em sentar-se ou se comeu o pão que o diabo amassou. Desde que ele não me prejudique, ele lá e eu aqui, e amiguinhos como dantes.
 
Mas quando a verborreia atinge patamares de superioridade, não há como passar despercebido. Uma pessoa pode ignorar, mas e conseguir? É como tentar ignorar um mosquito a meio da noite, no quarto. Tu bem tentas, mas é mais forte que tu.
 
A criatura vai fazer uma apresentação numa reunião. Já de si, a situação tinha aqui material de sobra para que o Ricardo Araújo Pereira fizesse um brilharete. O ser está inchado, tem um ego do tamanho do Brasil. Tudo muito bem, se não fossem os erros ortográficos. Que espécie de inteligência suprema é esta que manda em mim e devia estar a repetir a quarta classe?
 
Reparo no erro e corrijo-o. O 'á' que ele tem escrito em vários sítios não existe. O acento correcto é o grave. Escreve-se 'à'. 'À'!
 
E ele que não. Que o 'á' é que está correcto. E não corrige.
Aquela criatura acabou de insultar todos os linguistas deste país. Acaba de me dizer que sempre que queremos utilizar a preposição 'a' contraída com o artigo definido 'a', devemos utilizar um acento agudo. Pior que insultar os linguistas deste país, é eu ficar com a certeza de que devia ser retirada a nacionalidade portuguesa a este gajo.
Como é que se explica a uma alface que o acento agudo só existe no 'há'? No 'há' de haver? Numa conjugação verbal? A alface não chega lá.
Eu é que estou errada. Shame on me. Deve ser por isto que não chego a lado nenhum.
 
A criatura prossegue. O erro continua lá. Ele não o corrige e, pior!, acredita que está correcto. E põe por escrito.
 
Enquanto isso, na minha mente:

Apelo à comunidade.

A canária anda maluca. Agarra-se as ferros da gaiola, manda cabeçadas, bicadas. Pia. E está mais gorda.
 
Era só o que me faltava, se a canária desata a pôr ovos. Almas que percebem de passarada: o que é que se pode estar a passar?
Agradecida.

desejos consumistas que habitam em mim.

ikea para nós

 
 

 
ikea kids

 

24.2.15

«ando pela vida à tua procura e ainda bem que te encontro todos os dias»

É uma coisa estranha, isto de amar. Esta coisa grande e pesada que sentimos no meio do peito, que nos ocupa todo o pensamento. Sentir que somos todo-poderosos e, ao mesmo tempo, tão frágeis e delicados como uma partícula de vida. Um tudo e um nada. Estranha coisa esta, a do amor.
 
Já perdi a conta aos dias que te gosto. São muitos, uma vida. Uma vida inteira ao teu lado. Duas pessoas normais e comuns, que com os passar dos anos foram construindo isto a que chamamos vida; um sitio a que chamamos casa; um porto de abrigo a que chamamos família. Eu e tu, pessoas como tantas outras pessoas por aí, que estão nesta coisa do amor há muito tempo.
 
Primeiro os sonhos, as fantasias, a novidade; o encantamento, a paixão, a vontade de querer viver tudo ao mesmo tempo; depois, os planos, as metas, a concretização. Depois disto tudo, chega a responsabilidade, um filho e mais outro, a rotina, os hábitos, o que tem mesmo de ser porque tem muita força. Quem vive uma história de amor sabe disto perfeitamente: nem todos os dias são de sol, nem todas as tempestades afundam o nosso barco. Há que buscar o equilíbrio, procurar as saídas, nunca desistir do entendimento. Porque um casamento é isso mesmo: dar as mãos, percorrer o mesmo caminho. E quando um de nós perde as forças, o outro está lá ao lado, para nos levantar. E se isto não é o amor, então já não entendo nada.
 
Se me divorciasse de ti, casaria contigo outra vez, porque me apaixonaria por ti de novo. E só ao teu lado faria sentido, até ao fim dos meus dias. Por isso agradeço encontrar-te todos os dias, porque todos os dias te procuro. A ti. Porque só tu me fazes querer procurar-te todos os dias.
 
E embora saiba que não sou a pessoa mais fácil deste mundo, e embora saiba que tu também não o és, continuo aqui, como se tivesse dezoito anos, a viver de sonhos, de fantasias. Aqui me tens com vontade de viver tudo ao mesmo tempo contigo. A sentir que o peso de um amor de uma vida é a maior herança que posso deixar. 

Atenção malta: os preços são em conta, só não garanto que seja num avião a sério!

Cheira-me que o 'avião' é da Rede Nacional de Expressos. Ou Renex. CP, vá..

23.2.15

21.2.15

- Gostava mesmo muito de ter outro filho. - disse eu, enquanto eles acabavam de comer - O que achas, Mariana?
- Óh! É melhor não! Primeiro, tu já não tens idade para ter filhos; segundo, ia ser cá uma trabalheira! Prefiro um cão!
 
(eu viro-me para o Manel, na esperança de que ele esteja do meu lado)
 
- E tu Manel? Queres mais um bebé?
- Não! Quélo lalanja.

quando o despertador toca às 3 da manhã.

Uma pessoa acorda às três da manha, sem forças nem sequer para dizer mal da vida.
 
 
Arrasta-se de casa até ao carro, suplicando aos astros que a farda esteja toda no corpo. O carro parece que já conhece o caminho sozinho e vai em modo automático.
A pessoa põe o pé dentro do aeroporto, a horas que não lembram ao menino Jesus, ainda a ver em 16:9 e já está a ser mandada para o sítio mais parado daquele antro.


Um aeroporto consegue não ter emoção nenhuma, às quatro da manhã, especialmente a meio de Fevereiro. Believe me.

A pessoa chega ao sitio e dá de caras com aquele que será o nosso pseudo-chefe. Uma criatura que não se aguenta e ninguém compreende como pode ele chefiar o que quer que seja, que bem podia ir chefiar carreiros de formigas, e mesmo assim, duvido muito. Ainda não estou bem acordada e já tenho um nó no cérebro! Mas que mal fiz eu a Deus?


Tendo em conta que a pessoa nutre por essa criatura um sentimento semelhante a uma cólica renal, fica logo com uma disposição do caráças.
Mas a criatura pseudo-chefe é daquelas que cava os próprios buracos em que se vai enfiar. Portanto, nada melhor que ficar à espera que ele se afunde sozinho. E a pessoa deixa-se estar.

 
A esta altura, já o pseudo-chefe reparou que estou com uma disposição para lá de animada e resolve, ele próprio, animar a manhã. Começa a meter os pés pelas mãos, provando por a+b como é um idiota chapado. A minha serotonina começa a aumentar para doses galopantes. Isto afinal até pode ter a sua piada!
 


A criatura faz uma, faz duas, dá uns quantos tiros nos pés. A criatura sabe tão bem como nós que ele nasceu tanto para chefiar, como um pinguin nasceu para fazer bilros. Mas, mesmo assim, a arrogância e a falta de humildade são tão grandes que não dá parte de fraco.
A esta hora, já eu tinha a barriga cheia. Sei que não é bonito rir das desgraças alheias, mas foi muito mais forte que eu.


É quando ele, num ato de desespero, decide aliviar a dor de me ter por perto. E meia hora antes do meu turno terminar, me diz que posso ir embora. Ouvir a palavra 'embora' foi o nirvana. Uma espécie de reflexo de Pavlov. Hasta la vista!

 
Serve isto de exemplo que, por muito mal que comece um dia de trabalho, tudo pode acontecer para reverter essa situação. Mesmo que a vida nos coloque criaturas acéfalas no caminho, a mesma vida nos dá oportunidade de sermos felizes com isso. A satisfação que me deu vê-lo fazer figura de otário, já ninguém me pode tirar!

 

20.2.15

Justin and Emily : the surprise.

Todas se lembram do Justin, que teve a originalidade (e os meios possíveis, vá) para surpreender a sua mais-que-tudo, num dos melhores pedidos de casamento, que o Youtube já viu nascer. Se ainda não sabem do que falo, é melhor darem uma vista de olhos aqui »» the proposal .
 
Depois do pedido, seguiu-se o casamento. Um verdadeiro sonho, de fazer chorar as pedras da calçada e capaz de deixar qualquer gaja com uma vontade enorme de se pôr a caminho de um altar. Se, mais uma vez, ainda não sabem do que falo, é melhor darem uma vista de olhos aqui »» the wedding .
 
Como não há duas sem três, o Justin e a Emily resolveram de novo surpreender tudo e todos, com uma maravilhosa surpresa. Tão bom e tão enternecedor, quanto original. O que mais me surpreende é a quantidade de amigos e familiares que se emocionam, que se enternecem, que ficam felizes por eles e com eles, perante tal notícia. Acho que o amor destas pessoas é a melhor bênção deste casal.
 
Disclaimer: não sou responsável pela loucura em que as vossas hormonas possam entrar e aconselho a que se munam de kleenex (papel higiénico, rolo de cozinha ou guardanapos também serve.)
 
 

Aqueles 2.3 segundos de paz, desde que fechas a porta de trás do carro e abres a da frente.

Oh sim! Se és mãe, tu compreendes o que estou a dizer. Tu partilhas da mesma sensação [breve] de paz e liberdade.
 
A minha mais velha tem oito anos. Sempre foi uma paz de alma, uma criança encantadora, aqui-te-deixo-aqui-ficas nem que fosse por quatro horas, ela nem se ouvia. Um encanto.
Imaginem o meu ar de felicidade, de cada vez que falava aos outros da maravilhosa experiência que tinha enquanto mãe. Sem precisar de levantar a voz, sem cabelos brancos, sem rugas. Noites de descanso, passeios tranquilos. Nunca soube o que era uma birra, juro!
 
Eis que nasce o mais novo. Feitio de caca, igualzinho à mãe - dizia o pai, que nestas coisas chatas são os genes da mãe que vêm à baila - irrequieto, mexido, birrento, chorão. Enquanto não andava, a sua personalidade já dava evidências nos seus actos, mesmo sentado numa espreguiçadeira, sem ir a lado nenhum. Chorava no carro, chorava nos passeios, chorava na escola; só nunca verteu lágrimas para comer, este mini-aspirador, que é capaz de se lambuzar com o que quer que seja. Tímido e de manias, não se podia cantar à frente dele, nem dançar, que o rapaz abria a goela; estranhos, nem pensar! - abria a goela; para adormecer, todo um ritual, que era capaz de nos deixar de rastos e a ele ainda com mais energia.
 
Hoje em dia, que corre por todo o lado, sinto-me nas lonas. É como se tivesse dado à luz um pequeno polvo. Eu posso afirmar que, tem alturas, que lhe crescem pernas e braços extra, quando amarinha por mim a cima; ou quando arrastá-lo para algum sítio é como ir lutar com um leão. Um verdadeiro circo.
 
No outro dia fomos ao shopping. Tentei mantê-lo quieto, na zona de crianças da Fnac. Revirou os livros todos, mexeu nos brinquedos. Quando disse que era hora de ir embora, desata a correr loja fora. Eu, que tinha os casacos, os gorros, os brinquedos que eles levam de casa, a minha mala e sei lá que mais nas mãos, começo a correr atrás dele Óh Manel!Óh Manel!Anda cá, não corras, tu cais e ele nada, corria ainda mais depressa. Até que esbarra no pai, que ao ouvir-me gritar, vem ao nosso encontro. Pega nele ao colo e eu tenho uma visão surreal: o puto parece uma enguia electrizada, a espernear no colo do pai;
 
A mais velha abana a cabeça, agarra-se ao peito, ai que susto, se ele cai, se ele se perde, se ele foge de nós, ai que susto e eu, já a transpirar, ofegante, a amaldiçoar o dia em que nos livramos do carrinho de bebé, que ao menos ia amarrado e sentado e não me fazia passar por isto.
 
Não contentes com o espectáculo, fomos à worten. O pai vai falar com um funcionário e eu fico com eles. Com a mais velha é fácil, olha aqui os livros, filha! olha os filmes!. Com ele, dois olhos não chegam, duas mãos muito menos. Quando acho que o tenho controlado, dá-se-lhe outro fanico e lá vou eu, a correr que nem uma maluca atrás dele. Óh Manel!!Óh Manel, pára imediatamente, tás a ouvir? Maneeeeel.. Fui parar junto às varinhas mágicas, porque ele entretanto parou em frente a elas a gritar: Shôpa!!! Palmada na fralda, tu não me voltes a fazer isso, decupa mãe, decupa, e eu a rir por dentro. Sacana do puto que só pensa em comida. E a mais velha, ai que susto, ai que se me ia dando uma coisa, que eu pensei que nunca mais víamos o Manel, ai meu Deus, que estou quase a chorar.
 
Por isso, quando o pai se despachou eu já não quis fazer mais nenhuma visita a loja nenhuma. Pra casa. E aquele momento, em que ele ainda continua a espernear, o sacana do polvo que eu dei à luz e em que ela ainda não se calou um segundo com teorias do nunca tirar os olhos de cima do irmão. Cinto a um, cinto a outro, eles a falar ao mesmo tempo, tira casaco, tira gorro, agora querem os dois o mesmo brinquedo. Fechas a porta.
 
Olhei para o meu marido, ele olhou para mim. Senti a compaixão no olhar, de quem já está tão extenuado, que parece que levou com um pau na cabeça e acabamos por rir. Rimos daquilo que nunca pensamos que nos fosse possível acontecer. Exactamente 2.3 segundos de paz e sossego.
Abrimos a porta da frente: eles ainda não se calaram. [e ainda bem]

O meu marido é mais cromo que os vossos #2

Especialmente quando vai cortar o cabelo. A entrada em casa é sempre muito artística. Sim, assim:


- Tcharaaannn!

16.2.15

15.2.15

Nota mental: A próxima vez que tentares fazer uma piada em espanhol, certifica-te que não estás rodeada de atrasados mentais.

Uma pessoa tenta uma vez, tenta duas. Três. A pessoa é tão limitada que não percebe o que lhe estamos a dizer. E não tem como! Estou a tentar fazer uma piada em espanhol, língua que trato como se fosse a materna, portanto, hay que ter cojones para que me pongas los pelos en punta! supostamente, eu sei do que estou a falar.
 
A pessoa é tão ignóbil que teima em levar a dela avante. Que não senhora, que não é assim como eu estou a dizer. Que ele sabe, porque ele, na graça do senhor Deus pai, deve ser o único ser inteligente num raio de mil quilómetros.
 
E eu bato o pé. Que não. Ni fu ni fá. Que esto es casi como tirarle perlas a cerdos. Raios partam este ignorante, que não vai lá nem com desenhos.
Até que desisto. Definitivamente, não tenho competências nem pedalada para lidar com necessidades educativas especiais.

Pagar por sacos de plástico, quando se pode sair pelas portas do Jumbo como uma verdadeira fashion girl?

carrinhos de compras


 
Jamais! (ler em francês, que é para isto ficar ainda mais glamouroso) Aprendam comigo, qualquer chinois da esquina tem estas coisas maravilhosas, para além de giras. E deixem de pensar que isto vos acrescenta uns quarenta anos à vossa idade, porque deixou de ser acessório de senhora de idade, para se tornar num óptimo aliado da mulher moderna. E tem rodinhas! Toda uma excitação!

14.2.15

Quem tem um Teixeirinha na vida, tem tudo.

Não somos muito de festejar este dia, nunca fomos. Raras foram as vezes que fomos jantar fora, ou que houve cartões com corações ou ursos de peluche. Mas, uma pessoa, com os anos, vai aprendendo de cor a outra. Vai sabendo o que se gosta, como se gosta, e onde vale, realmente a pena, gastar o dinheiro. Somos mais de festejar o ano inteiro, em pequenos gestos, em pequenas cedências, em atitudes.
 
Mas, o meu Teixeirinha tem o poder de me surpreender, sempre que quer. E eu sei que, para ele, não há prova de amor maior, do que me acompanhar numa coisa que, para ele, se pode tornar numa grande seca. Fê-lo com o Jason Mraz, com os Keane, com o Robbie Williams. Vai voltar a fazê-lo com o Adam Levine.
 
A minha prenda de são Valentim são dois bilhetes para os Marron 5. Definitivamente: Teixeirinha, you rock my world, babe!

A melhor música do dia de São Valentim.



D'FEITO » Tou Doido (Ca tua mãe)

o dia do am♥r.

 
amem-se muito. principalmente a vocês próprias.
 

13.2.15

Um pesadelo de sesta.

Fui dormir uma sesta com os meus filhos. Devia ter estado quieta. Ainda não devia estar a dormir nem há cinco minutos, já estava no meio de um pesadelo que, nem contado, nem tido: surreal. Pois que eu e o senhor meu marido fomos 'enfeitiçados' por uma espanhola, que falava por detrás da porta da rua, a espreitar para o óculo; assim que nos tocávamos, dávamos choques com fartura, de fazer inveja a uma central eléctrica; eu resolvo sair para a rua e sou atacada por morcegos gigantes que me querem morder e não há esconderijo que me salve, porque eles devem encontrar as pessoas pelo cheiro a cocó que elas deitam depois de darem de caras com eles. Nesta altura, já o meu coração ia a mil e eu juro que pensei que ia ter um enfarte a qualquer momento; Vai daí seguem-se em high speed várias cenas sem sentido, mas verdadeiramente spookies, que envolvem chamadas telefónicas, replicação de pessoas, tempestades e gritos.
 
Para terminar em beleza, a célebre cena do quero-andar-mas-as-minhas-pernas-pesam-1500kgs-cada-uma e não consigo sair do lugar. Eu ali, no meio da rua, apavorada, a querer correr para casa e não conseguia dar passo. Tentava dar um passo, mas parecia que andava na lua, sem gravidade. E os nervos a apoderarem-se de mim.
Ao longe, ouvi: Mamãaaaa! Mamãaaaa!
E eu naquele estrafego, a andar em slow motion.
Mamãaaa! Pá shála!
 
Abro um olho.. o coração está aqui a bater-me nas amígdalas; abro o outro. Estou no sossego do meu quartinho, com o mais novo a pedir para ir para a sala. Levanto-me e doem-me todos os músculos do corpo. Foram duas horas de sono muito intenso. Tenho as mãos dormentes, até! Ninguém merece.

Sexta-feira, 13?

 
Sou sempre muito feliz às sextas-feiras. Especialmente às 13.

12.2.15

O meu marido é mais cromo que os vossos!

O homem vai-me à fnac e compra uma caneca da Guerra dos Tronos. Com o lobo. Pró café-com-leite.
 
Roam-se aí de inveja.

Dica: se quiserem dar uma de life coach, por favor aprendam a escrever!

Tenho uma certa alergia - raiva, vá - a quem dá constantemente pontapés na língua portuguesa. Sou tão mete-nojo com este assunto que me recuso, terminantemente, a adoptar o novo acordo ortográfico. Porque se eu quisesse escrever em português do Brasil, tinha de nascer outra vez e em brasileira.
Maneiras que, este post é dedicado a uma pessoa que eu conheço, cuja escrita me irrita profundamente. Não é porque escreve com alguns erros ortográficos, mas porque a maior parte das vezes que resolve escrever em público (leia-se facebook) é para dar uma de Gustavo Santos. Se já de si isto é muito mau, imaginem se o Gustavo falasse/escrevesse sem artigos (definidos e indefinidos, que isto quando é para não se usar é logo à bruta!) ou pronomes e ainda achincalhasse várias classes gramaticais ao mais alto nível. Quem é que não sabe que, a onomatopeia da gargalhada se escreve na forma da terceira pessoa do singular do modo indicativo do verbo haver?




11.2.15

Numa escala de Anne Frank a Bin Laden, quão bom é o meu esconderijo?

É uma pergunta que me faço com alguma frequência. Se não forem as pequenas criaturas a esconder coisas importantes, o marido faz o favor de as fazer desaparecer com bastante elegância.
Para dizer a verdade, até eu consigo fazer essa magia. Ando há pelo menos uma semana, à procura de uns papéis que preciso. Nada. Hão de aparecer quando já não fizerem falta.

Renée Zellweger, Uma Thurman.. quem se seguirá?


Depois de Renée Zellweger ter feito uma asneirada, daquelas mesmo grandes, que uma pessoa fica a pensar que raio de pensamentos passam pela cabeça desta gente com dinheiro, eis que chega a vez de Uma Thurman ter uma descarga brilhante de pensamentos idênticos.
Sim senhora, cada uma faz com o corpo e com a cara o que entende. O que não se entende são as razões. Deus Nosso Senhor abençoa estas almas com umas caras bonitas; elas resolvem ter diarreias cerebrais e estragar a obra.
Sim, Uma.. Estás bem mais bonita agora. Está aí um rico trabalho, sim senhora.

10.2.15

Momento Javardeira.

(ao jantar)
 
Eu bebo um copo de 7up; os gases sobem-me pelo esófago acima e arroto. O marido, sentado em frente, faz um corno na testa e diz: - CENSOS!
 
Classe. Muita classe.

Cá está!

O Prince viu as meninas na plateia, todas elas tão bem vestidas.

Falemos de coisas importantes, logo pela manhã: Grammys.

Este blog quer estar à altura de todos os outros. Portanto, nada como descascar na passadeira vermelha do Grammy Awards 2015. Vamos lá fazer de conta que eu percebo mesmo de moda.

1. A mãe da miúda compactua com isto? Sia, menos.. muito menos.
 
2. A sério?!? Um peixe?!?
 
3. Eu matava o meu marido se me deixasse sair de casa assim..
 
4. E o período aparecia-lhe, assim de repente.. dava logo um toque de cor ao conjunto.
 
5. Rihanna, filha, o Carnaval é só no próximo fim de semana. De qualquer forma, esse disfarce de algodão doce, está qualquer coisa de fantástico!
 
6. A Kim foi de robe. Não esteve para se chatear. Afinal, já vimos tudo o que havia para ver.. agora cá perder tempo com trapos..
 
7. Tás-me a falhar, Lady.. isso é look que se apresente? Onde estão os bifes, hã?
 
8. Madonna, a deixar as pessoas de boca aberta desde 1847. Não é por ter mostrado o rabo, mas por levar uma montera na cabeça. Ia tourear, a menina?
 
 
Pronto. Já podem voltar às vossas vidas. Que eu vou fazer o mesmo.
 
 

9.2.15

Considerações acerca da amizade. Queres mesmo fazer parte deste filme?


Fantochada, digo eu, que sou uma autêntica parvalhona nestas coisas do amigo-de-seu-amigo. O que muita gente precisava era de um valente chapadão nas trombas, para ver se aprendem! E antes que fecham o separador e vão às vossas vidas, deixem-me só fazer uma pergunta: quantas vezes foram enganados por amigos da onça?
Pois.
 
«A» fala mal de «B», o «C» bajula o «A» mas não perde a oportunidade de ir meter tudo no rabo do «B»; entretanto, o «B» encontra o «A», ai que somos tão amigos nesta vida, e toca de descascar no «C»; só que o «A» e o «C» também são muito bestfriendsforever e culpam o «B» de ser uma língua venenosa; o «B» e o «C» trocam juras de amor e conspiram contra o «A». Moral da história, só para acabar com isto, que já estou baralhada nas letras: são todos farinha do mesmo saco.
 
Depois zangam-se todos, descobrem-se os podres, falam da vida de uns e outros a toda a gente; ficam muito ofendidos, deixam de se tratar por 'manos'; o facebook fica mais triste e mais podre pobre com aquelas frases de indirectas sobre honestidade e amigos-falsos; sofrem muito e tudo e tudo. Até que chega o dia em que fazem as pazes e voltam a ser os amigos-mais-inseparáveis-do-mundo ou lá o que isto seja! E a história repete-se, em loop.
 
Isto tem tudo muita graça quando tens, prái, treze anos. Na idade adulta, não só não faz sentido algum, como é bastante idiota. É ridículo.
 
Se, por ventura, conheces alguém assim, se te revês no enredo acima descrito, aqui vai um conselho de graça: corta o mal pela raiz. Guess what? Tu és o «D», o próximo a entrar no filme, tás a ver?

Se eu soubesse desenhar, era assim

Quem me conhece sabe que eu tenho vários sonhos, que poderia muito bem transformar em projectos. Um deles passa pela culinária. Sei que ainda tenho um grande caminho pela frente, no que toca a estes dotes, mas ideias são o que não faltam para 'pequenos negócios com fins bastante lucrativos'. Enquanto não empino o Pantagruel inteiro, vou-me alimentando das ideias do Jamie, da louca da Nigella, do inegualavel-fucking-good-Ramsay..
Mas depois, gosto imenso de tudo o que tenha a ver com grafismo e design (vá-se lá saber porquê!). E se eu pudesse juntar duas coisas, o desenho e a cozinha, o resultado era bem parecido a este.

O trabalho é de Anna Rastorgueva. Entre variadas coisas, ela desenhou um livro de receitas, num conceito que eu acho absolutamente divino! Podem ver mais projectos da Anna aqui. Entre calendários, papel de embrulho, webpages designs, livros de viagens, ela faz de tudo um pouco, com uma qualidade incrível. Se eu soubesse desenhar, era assim:
 

Sim, eu sei. É segunda-feira. F*ck!

A não ser que trabalhes por turnos, e que nesse caso não faça diferença nenhuma ser segunda. Porque para ti, as segundas são tão merdosas boas como as sextas ou como o domingo. Quem não sabe o que é uma semana normal de trabalho, entende perfeitamente o que eu digo. Andar ao sabor de uma escala, folgar à quinta, ter um fim de semana de ramos a pascoas; basicamente, viver sem ter uma rotina, seja ela social, familiar ou pessoal. Tão bom, que nem imaginam.
 
Por isso invejo os sonhadores, aqueles que mesmo atolados em problemas até ao pescoço, nunca deixam de sonhar, até que os sonhos se realizem. O meu sonho mais recorrente é ficar estupidamente rica. Até que se concretize, o melhor mesmo é voltar ao trabalhinho; que isto de ser sonhadora é muito giro, mas se for sonhadora sem água, luz e comida na mesa, o caso muda de figura!
Força. Coragem! Que comece mais uma semana!


8.2.15

Valentine's day is coming. ♥

valentine's day for her


Senhores, sejam generosos. As vossas senhoras merecem. Um livro, um ipad, um perfume, um bilhete para ir ver o Adam ao vivo..  o céu é o limite.

Domingo de manhã em familia.

Não sei o que se passa comigo. Ultimamente, dou comigo a enternecer quando vejo vídeos com bebés fofinhos, emociono-me com histórias de maternidade. O cúmulo: paro o que estou a fazer para me derreter com o anúncio dos bebés da Johnson's. Malditas hormonas. A sério.
 
Tenho mesmo de acabar com isto, nem que seja a entupir-me de chocolates. A fábrica de bebés fechou nesta morada. Este agregado está completo. Está bem assim e recomenda-se.
 
Só que a veia de mamã chorona e o instinto maternal, às vezes falam mais alto. Hoje de manhã, o marido deu comigo a sorrir aparvalhadamente para o ecrã do telemóvel. - Que estás a ver? Mostrei-lhe a cara de um bebé que sorria quando alguém o acariciava. Um desses vídeos cutchi-cutchi que circulam pelo facebook, com o único propósito de nos pôr o útero aos gritos.
- Ai.. para já com isso, que já tens dois. Entretanto, a mais velha que estava aqui ao lado quis saber o que era. O pai lá lhe disse: um bebé a fazer caras giras. A tua mãe já viu isso com vocês os dois também!
 
Deixei escapar um óh pá! Não sei que raio se passa comigo! E eis que, minha rica filha, dotada de toda a sabedoria do mundo se sai com esta:
 
- Mamã.. sabes que tu, com a idade que tens, se tivesses outro bebé, podias ficar com paralisias.
 
Calou-se-me o útero e as trompas de Falópio engoliram possíveis irmãos-óvulos.

6.2.15

Sorriam. É sexta!

play. » Dance me to the end of love.| the civil wars

Vale Do Lobo - Aquele paraíso que não me sai da memória; Ou como eu quero que o verão volte depressa.

O frio entorpece-me os sentidos e os pensamentos. Não gosto nada disto, confesso. Dou por mim a ter pensamentos pecaminosos com o mês de Julho. E vêm-me à memória o verão passado. Uns dias antes de embarcar naquela aventura chamada 'Agosto na capital', eu e o meu Teixeirinha passámos umas tardes ma-ra-vi-lho-sas em Vale do Lobo. (roam-se de inveja!)
Que isto de ser algarvia e não aproveitar o que de melhor se faz para o inglês, não está com nada.
Enfim. Volta rápido tempo quente. Estou a desesperar.




5.2.15

Gripe. Sopas, chás e descanso.

 
 
 
 
Fruto da época: gripe. Tocou-me a mim, com toda a sua força e esplendor. Não é nada agradável, confesso. Devo ter uma queda especial para apanhar mutações de vírus, porque a gripe que me tocou na rifa é aquela que dá muitas dores no corpo, que nos faz ter os olhos quentes; não tenho um pingo de ranho nem tosse de cão. Apenas isto: muitas dores no corpinho todo.
O senhor doutor fez questão de me dizer: cama, descanso e boas melhoras.
Alguém explica ao senhor doutor que ter duas crianças com pilhas Duracell em casa é antagónico com cama e descanso?
Mas, enfim.. como sou uma pessoa muito bem mandada, aqui estou no quentinho da casa, a tentar curar esta desgraçada.
Muitas são as mezinhas que ajudam na rapidez da cura. Para quem se encontrar na mesma situação que eu e que precise de ideias, aqui vai o link. 24 deliciosas receitas DIY para a cura de gripes e constipações! Chás, sopinhas, caldos, é só escolher!
 



4.2.15

50 sombras de Grey


Se, por outro lado, o dia de são Valentim for dado a cinemas, a estreia mundial do grande fenómeno, pode ser uma boa aposta. Mas, convém irem preparados para o que aí vem. De facto, não deve ser fácil ir presenciar em movimento, aquilo que as mulheres andaram a ler durante estes meses.
Eu confesso, não tive a mínima curiosidade. Literatura sobre sadomasoquismo com um romance juvenil à mistura, não faz muito o meu género.
Contudo, atraiu milhões de mulheres à leitura. Isso para mim já é um feito enorme. Se atrair os homens ao cinema com elas, no dia dos namorados, melhor ainda!


Valentine's day is coming. ♥




O dia está a aproximar-se. Se são daquelas que aproveitam a data para contribuir para o PIB do país, numa onda claramente consumista da ocasião, aqui vão algumas ideias. Se, tal como eu, preferem um momento para mais tarde recordar, aguardem o próximo post relacionado com o tema. Importante mesmo é que aproveitem a ocasião para mimar as vossas cara-metade. Seja com uma prenda cara ou com uma pechincha, seja apenas com um gesto, palavra ou um beijo repenicado; seja da maneira que for, aproveitem para lembrar que amam muito. Nunca é demais.