12.12.13

Este ano a fasquia está elevada. Sinto que tenho uma pressão enorme sobre mim e é bom que comece já a pôr a imaginação a funcionar. Afinal de contas, não quero deixar morrer a ilusão da pequena!
Eu explico. No ano passado, achei que era giro fazer uma surpresa à mais velha na hora de abrir os presentes. Ela tinha andado uns bons meses a desejar uns bonecos que só consegui encontrar nos Estados Unidos [tudo culpa das novas tecnologias que põem ao alcance das crianças todas as novidades!]. Eram uns peluches dos Angry Birds que, ironicamente, começaram a ser comercializados em Portugal umas semanas depois do Natal.
Como era o presente mais desejado, preparei uma espécie de caça às pistas que a levariam a eles. Ela abriu todos os que tinha debaixo da árvore e quando achava que já não tinha mais nada, sugeri-lhe que procurasse dentro da bota de natal. Encontrou o primeiro de vários envelopes que continham pistas e adivinhas (o que eu não tive de puxar pela cabeça!) para desvendar o mistério. Naquele momento, esqueceu-se um pouco da desilusão de não ter recebido o que mais tinha desejado. E, senhores!, acreditem que a verdadeira festa de Natal começou naquele momento. O entusiasmo dela era tanto que, à medida que ia desvendando as pistas e encontrando novos envelopes, a alegria era contagiante, culminando no momento em que se deparou com os Angry Birds enfiados na máquina de lavar roupa. Entre gargalhadas e pulos e lágrimas de emoção, abraços a todos, abraços aos bonecos, beijos e considerações do género «o pai natal é tão meu amigo», acho que foi dos momentos mais felizes que tivemos juntos.
Este ano, em Outubro, já ela falava do Natal. Dizia que gostava de isto ou daquilo, mas o que realmente queria era que o pai natal lhe deixasse pistas novamente. O prémio final já lhe é indiferente. O que ela quer mesmo é sentir a emoção de partir à descoberta novamente.
Por isso, jogo as cartas mais altas este ano. Tenho pena que seja o último em que ela acredita nesta magia, uma vez que, na escola, alguns colegas já vão pondo a boca no trombone. E ela também está a crescer, obviamente.
A trabalheira que vou ter para magicar um plano diferente (e tentar superar-me!) é toda culpa minha, eu sei. Eu é que me meti nisto.
Mas, garanto-vos, que não há nada que nos seja mais gratificante, que nos encha mais o coração, do que ver os nossos pequenos seres a exultar de alegria.
Dizem que o Natal é para as crianças. Sim, no fundo, o Natal é isto. Para elas e para nós. A magia é maior para as crianças, a alegria é partilhada por todos.

1 comentário:

Mrs. BlueBerry disse...

Eu também descobri que o Pai Natal não existia na escola por um colega meu. A professora deu-lhe nas orelhas mas a dúvida ficou cá, tanto que no próximo natal acordei a meio da noite e apanhei a minha mãe e avó a colocarem as prendas ao pé da árvore. Ainda se desculparam que estavam a arrumar os presentes deixados pelo pai natal! AHAHAH.