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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2014

uma playlist poderosa.

Reavaliar | Repensar | Reestrututar

Estamos a meio da semana. Depois de uns dias complicados, às voltas com a saúde dos pequenos [e fé em Deus que as coisas se estão a compor], eis que voltamos ao ponto de partida para voltar a planear todos os nossos projectos. Estamos a uns dias de ir apanhar o nosso avião e aterrar em Londres. Já começo a sentir a adrenalina, o nervoso miudinho daquelas horas que antecipam uma viagem. Esta viagem que nada tem de turistico, mas que vamos aproveitar para passear nos tempos livres. Já lá vão sete anos desde que estivemos em Londres. Ficou tanta coisa por ver, que agora até parece que vamos lá pela primeira vez. Entretanto - e enquanto a hora do avião não chega - tenho de me concentrar e estudar que nem uma maluca. Ou vou bem preparada, ou lixo-me na certa. Dar parte de fraca ou fazer má figura não estão nos meus planos, por isso, arregaço as mangas e concentro-me nos pontos essenciais a reter.
Entretanto, o sol brilha, as andorinhas já voam por aqui, a temperatura ficou amena - tão boa…

agenda para 2014 [em aberto..]

11 M

Enquanto eu puder recordar este dia, assim o farei. Porque há coisas que não se explicam, há sentimentos que não se definem, há memórias que têm de ser partilhadas. Para que nunca esqueçamos que inocentes pagam caro por uma guerra que não é sua. Porque a vida não tem preço, porque o amor e a paz deviam estar acima de qualquer coisa.. porque dias assim me deixam de coração apertado. Porque manter viva a memória é tudo quanto podemos [ainda] fazer.
* em memória das vitimas dos atentados de 11 de Março - Madrid.

A Faringite que afinal não era.

Suponhamos que eu paguei 75 euros num hospital privado por uma consulta de urgência na pediatria. Que na mesma urgência, a pediatra que viu o meu filho examinou-o por cerca de cinco minutos. Diagnosticou faringite, mandou suprimir os analgésicos porque diz que assim camuflamos a febre e dá-nos ordem de soltura com maxilase e ''isso passa''. Suponhamos que eu fiquei contente com o resultado e plenamente confiante no olho clínico da senhora. Suponhamos que eu me deixava estar, indiferente aos berros de dor, dos choros, da dificuldade em comer e engolir, da impertinência constante e do mal estar geral. Provavelmente, a esta hora, as coisas já estariam bem piores. Como não consegui ficar indiferente ao sofrimento do meu filho, no fim da tarde fui ao pediatra do coração. Uma hora depois de ter sido cuidadosamente examinado e 75 euros depois, saímos de lá com tratamento para a estomatite aftosa. Tudo a ver com o primeiro diagnóstico. E eu juro que não consigo entender estas…

Sabores de Outono, com vista na primavera.

esta receita »» aqui. é fazer, provar, fechar os olhos e idealizar o céu. é ali, em cada dentada. ♥





E há lá coisa que menos esperava por estes dias? O gaiato sem um "ai" por mais de quinze dias? Estranho, pois sim senhor. Até este fim de semana. Duas noites sem dormir, aos berros (literalmente), eis que temos o veredicto: olá sô dona Faringite, como tem passado?
...
Caramba, já não há pachorra para isto. Uma pessoa vê uns raios de sol e pensa, já está, acabaram-se as ites e companhias. Daqui para a frente é só calor e saúde. Wrong! Completamente wrong. Que isto de se ter moços pequenos já se sabe como é. E a mim que, de vez em quando, me passa pela cabeça ter três? Doente, não? Só posso.

Seguimos as tendências?

Esta minha filha..

Tem dias em que é um doce: faz tudo o que lhe mandamos, respeita as ordens, cumpre tarefas sem queixumes. Nunca foi de birras, nem de chinfrins. Mas tem uma veia que me deixa os cabelos em franja: faço o que me dá na bolha sem tomar atenção se realmente estou a fazer bem. E depois do mal estar feito, fica a olhar para nós, tipo carneiro mal morto, à espera da solução. Desta vez vou ter de a ensinar a assumir os seus erros. Prometeu à sua melhor amiga que lhe oferecia um frasco de Nutella com o nome da menina. O pai comprou-lhe ontem o dito frasco e trouxe o autocolante com o nome da menina. Hoje ela achou que decidia o futuro daquilo. Vai daí, cheia de boas intenções -eu sei- colou o autocolante directamente no frasco por encetar. Resultado? Quando a amiga encetar o frasco, vai-se a personalização à vida. E o frasco de Nutella a dizer Matilde vai continuar a dizer Nutella, como outro qualquer frasco de Nutella normal. Quando lhe expliquei o que tinha feito, perguntou se podia comprar…
Tudo a postos. Detalhes pensados, datas definidas, tudo planeado e organizadinho. Agora, a parte mais difícil da questão: gerir o meu tempo para me preparar para o que aí vem. Tudo isto com uma certeza, dar o melhor de mim. Tudo isto com a convicção de que quem não corre atrás do que quer, tem de se contentar com o que lhe sobra. Se consigo ou não, não sei. Uma lufada de sorte [muita mesmo] e uma boa dose de concentração e trabalho árduo fazem parte deste novo cardápio. Também não esperava que fosse fácil. E as batalhas mais renhidas são as mais saborosas. Entretanto - e enquanto os dias não passam e eu me agarro de unhas e dentes a isto - já ganhei na barriga um montão de borboletas, que não me deixam esquecer o quão nervosinha estou. E cada vez que penso que estou quase lá, sinto-me tão bem. Assim. 

Estamos a poucos dias do regresso da minha adorada Primavera. Mas, por incrível que pareça, parece que os dias ficaram mais frescos, mais ventosos. Aqui na minha praceta, as árvores já lançam aquele pólen amarelo, que pinta os carros e faz uma grande porcaria nos vidros. Os bichos estão a voltar aos poucos, a habitar a nossa varanda.. e parece-me ter ouvido andorinhas esta tarde. Quero muito tardes amenas, quero muito aquele calor do meio-dia, quero muito café na esplanada sem cachecóis e edredons em cima. Can't wait for you, dear Spring.
Dizem que o bom atrai o bom. Que termos uma posição positiva e optimista nos leva a alcançar as nossas metas mais longínquas, os nossos patamares mais elevados. Parece-me bem. Embora me custe um bocado a acreditar que só com os pensamentos positivos é que lá chegamos, porque isto de viver tem mais do que se lhe diga. A vida não é perfeita para ninguém, não é cor-de-rosa ou azul ou da cor que lhe quisermos dar, porque os dias cinzentos e negros existem, os maus momentos acontecem, os infortúnios assombram. Vai daí, dei por mim a questionar-me que raio de psicologia é esta, a de que estamos sempre muito bem e felizes, que a vida nos corre de feição, que encontramos sempre o caminho e as pessoas certas, invariavelmente as mais felizes também com a vida. E que tipo de realização, tanta felicidade e bem-estar nos proporciona esta postura sobre a vida. Num dos blogs que costumo seguir, transpira-se felicidade. É porque sim, é porque não, é porque ai-que-eu-tenho-a-família-mais-feliz-do-mun…

com um olho em Londres, e outro aqui.

[counting days]