22.4.15

Achei que o corte de cabelo da Letizia merecia o meu regresso..

 
Se isto não é um exemplo de modernidade, não sei o que lhe chamar. A rapariga não é só a rainha de Espanha, é uma mulher moderna. E como mulher moderna que se preze, cuida da sua imagem. E só por esse gesto de corte com o tradicional e o correcto, só posso aplaudir a atitude.
Já não posso dizer o mesmo da magreza. Num momento em que se apela ao fim da magreza extrema como sinónimo de beleza, num momento em que se defende um corpo saudável, ela aparece com as costas a descoberto.. e não consigo pensar em nada de positivo nesta imagem.

27.2.15

Umbadá Never Forget

Se eu morrer e voltar a reencarnar, peço a Deus todo poderoso que me dote de tamanha capacidade de fazer rir.
 

26.2.15

Eu podia ignorar, mas é mais forte que eu.

Ele era um colega, que hierarquicamente estava abaixo de mim. Entrou uns anos depois de mim para esta empresa. Foi galgando lugares enquanto um macaco come uma banana. Não me perguntem como, nem porquê. Eu desconfio, mas ia ter de dizer muito palavrão para me justificar, portanto permanecerei uma senhora de bico calado.
De lugar em lugar, de tarefa em tarefa. Pouco me importa se tem a língua negra de tanta bota engraxada, se tem dificuldade em sentar-se ou se comeu o pão que o diabo amassou. Desde que ele não me prejudique, ele lá e eu aqui, e amiguinhos como dantes.
 
Mas quando a verborreia atinge patamares de superioridade, não há como passar despercebido. Uma pessoa pode ignorar, mas e conseguir? É como tentar ignorar um mosquito a meio da noite, no quarto. Tu bem tentas, mas é mais forte que tu.
 
A criatura vai fazer uma apresentação numa reunião. Já de si, a situação tinha aqui material de sobra para que o Ricardo Araújo Pereira fizesse um brilharete. O ser está inchado, tem um ego do tamanho do Brasil. Tudo muito bem, se não fossem os erros ortográficos. Que espécie de inteligência suprema é esta que manda em mim e devia estar a repetir a quarta classe?
 
Reparo no erro e corrijo-o. O 'á' que ele tem escrito em vários sítios não existe. O acento correcto é o grave. Escreve-se 'à'. 'À'!
 
E ele que não. Que o 'á' é que está correcto. E não corrige.
Aquela criatura acabou de insultar todos os linguistas deste país. Acaba de me dizer que sempre que queremos utilizar a preposição 'a' contraída com o artigo definido 'a', devemos utilizar um acento agudo. Pior que insultar os linguistas deste país, é eu ficar com a certeza de que devia ser retirada a nacionalidade portuguesa a este gajo.
Como é que se explica a uma alface que o acento agudo só existe no 'há'? No 'há' de haver? Numa conjugação verbal? A alface não chega lá.
Eu é que estou errada. Shame on me. Deve ser por isto que não chego a lado nenhum.
 
A criatura prossegue. O erro continua lá. Ele não o corrige e, pior!, acredita que está correcto. E põe por escrito.
 
Enquanto isso, na minha mente:

Apelo à comunidade.

A canária anda maluca. Agarra-se as ferros da gaiola, manda cabeçadas, bicadas. Pia. E está mais gorda.
 
Era só o que me faltava, se a canária desata a pôr ovos. Almas que percebem de passarada: o que é que se pode estar a passar?
Agradecida.

desejos consumistas que habitam em mim.

ikea para nós

 
 

 
ikea kids

 

24.2.15

«ando pela vida à tua procura e ainda bem que te encontro todos os dias»

É uma coisa estranha, isto de amar. Esta coisa grande e pesada que sentimos no meio do peito, que nos ocupa todo o pensamento. Sentir que somos todo-poderosos e, ao mesmo tempo, tão frágeis e delicados como uma partícula de vida. Um tudo e um nada. Estranha coisa esta, a do amor.
 
Já perdi a conta aos dias que te gosto. São muitos, uma vida. Uma vida inteira ao teu lado. Duas pessoas normais e comuns, que com os passar dos anos foram construindo isto a que chamamos vida; um sitio a que chamamos casa; um porto de abrigo a que chamamos família. Eu e tu, pessoas como tantas outras pessoas por aí, que estão nesta coisa do amor há muito tempo.
 
Primeiro os sonhos, as fantasias, a novidade; o encantamento, a paixão, a vontade de querer viver tudo ao mesmo tempo; depois, os planos, as metas, a concretização. Depois disto tudo, chega a responsabilidade, um filho e mais outro, a rotina, os hábitos, o que tem mesmo de ser porque tem muita força. Quem vive uma história de amor sabe disto perfeitamente: nem todos os dias são de sol, nem todas as tempestades afundam o nosso barco. Há que buscar o equilíbrio, procurar as saídas, nunca desistir do entendimento. Porque um casamento é isso mesmo: dar as mãos, percorrer o mesmo caminho. E quando um de nós perde as forças, o outro está lá ao lado, para nos levantar. E se isto não é o amor, então já não entendo nada.
 
Se me divorciasse de ti, casaria contigo outra vez, porque me apaixonaria por ti de novo. E só ao teu lado faria sentido, até ao fim dos meus dias. Por isso agradeço encontrar-te todos os dias, porque todos os dias te procuro. A ti. Porque só tu me fazes querer procurar-te todos os dias.
 
E embora saiba que não sou a pessoa mais fácil deste mundo, e embora saiba que tu também não o és, continuo aqui, como se tivesse dezoito anos, a viver de sonhos, de fantasias. Aqui me tens com vontade de viver tudo ao mesmo tempo contigo. A sentir que o peso de um amor de uma vida é a maior herança que posso deixar. 

Atenção malta: os preços são em conta, só não garanto que seja num avião a sério!

Cheira-me que o 'avião' é da Rede Nacional de Expressos. Ou Renex. CP, vá..

23.2.15