13.2.15

Um pesadelo de sesta.

Fui dormir uma sesta com os meus filhos. Devia ter estado quieta. Ainda não devia estar a dormir nem há cinco minutos, já estava no meio de um pesadelo que, nem contado, nem tido: surreal. Pois que eu e o senhor meu marido fomos 'enfeitiçados' por uma espanhola, que falava por detrás da porta da rua, a espreitar para o óculo; assim que nos tocávamos, dávamos choques com fartura, de fazer inveja a uma central eléctrica; eu resolvo sair para a rua e sou atacada por morcegos gigantes que me querem morder e não há esconderijo que me salve, porque eles devem encontrar as pessoas pelo cheiro a cocó que elas deitam depois de darem de caras com eles. Nesta altura, já o meu coração ia a mil e eu juro que pensei que ia ter um enfarte a qualquer momento; Vai daí seguem-se em high speed várias cenas sem sentido, mas verdadeiramente spookies, que envolvem chamadas telefónicas, replicação de pessoas, tempestades e gritos.
 
Para terminar em beleza, a célebre cena do quero-andar-mas-as-minhas-pernas-pesam-1500kgs-cada-uma e não consigo sair do lugar. Eu ali, no meio da rua, apavorada, a querer correr para casa e não conseguia dar passo. Tentava dar um passo, mas parecia que andava na lua, sem gravidade. E os nervos a apoderarem-se de mim.
Ao longe, ouvi: Mamãaaaa! Mamãaaaa!
E eu naquele estrafego, a andar em slow motion.
Mamãaaa! Pá shála!
 
Abro um olho.. o coração está aqui a bater-me nas amígdalas; abro o outro. Estou no sossego do meu quartinho, com o mais novo a pedir para ir para a sala. Levanto-me e doem-me todos os músculos do corpo. Foram duas horas de sono muito intenso. Tenho as mãos dormentes, até! Ninguém merece.

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