30.7.13


this sound.

Avec tudo e mais alguma coisa.

« - Allô? Lina? Ça vá? Olha.. estou ainda na plage e já não vou a São Brás! Désolé! Ah bah oui, ainda estou aqui na plage e já não vou ter tempo de ir avec toi. »

[uma praia no algarve que se preze, tem sempre avecs aos berros.]

29.7.13

telegrama.

[.. caramba! a falta que me fazem.]


A casa está silenciosa. Ao longe o barulho de fundo da tv, com um som do Prince a tocar. Aqui perto, o som das teclas que vão preenchendo este silêncio. Os meus amores partiram para norte. Eu fiquei no sul. O amor-pai vai para as ilhas. Os amores-filhos ficam com os avós. Eu? Fico a trabalhar e a ouvir este silêncio que [já] não pertence a esta casa, que [já] não faz parte dos meus dias, da minha vida.
E embora a minha rotina seja cansativa, ao ponto de ao fim do dia eu querer é ver todos pelas costas e dormir como se não houvesse amanhã, não a troco por nenhuma calma e tranquilidade. Os barulhos e o bagunça, o trabalho que dá esta casa, o cansaço que me pesa no corpo cuidar desta família, fazem de mim um mulher realizada e feliz.
Sei que são poucos os dias que nos separam, que enquanto o outro esfrega o olho, o tempo passa e estaremos todos juntos de novo. Nesse dia, no meio da confusão que é esta casa, eu descansarei e saborearei melhor o silêncio que uma barulheira feliz pode fazer. O barulho de um lar que se ama.






28.7.13

De cara lavada

Fique bem, mal, piroso ou amoroso, fiz o que tinha vontade. Lavei a cara a este blog, como há muito não o fazia. Ando com excesso de tempo livre (pelo menos hoje), para ter estas pancadas fortes.
Com um estilo chevron demais (e cheira-me que me vou enjoar depressa), quando quiser uma coisa mais clean, sempre posso voltar ao look de antes.
Por agora, deixemos-nos estar.

25.7.13

Fazer as malas

Era suposto estar a gozar a minha folga, tranquila, a arrumar os tarecos cá em casa, a planear um saltinho à piscina ou à praia ou levar a pequena ao cinema. Era suposto estar a pôr as series em dia, a leitura no sítio, fazer as compras do costume e sair para passear. Mas não. O trabalho do senhor marido obriga a estas surpresas em cima do joelho. Assim, de repente, toca de fazer as malas e ala para os Açores!
E assim, de repente, tenho de "despachar" os miúdos para casa dos avós, que fica a 300km de distancia, porque não tenho com quem os deixar durante a estadia do pai nas ilhas!
Assim, em vez de uma mala, faço três. E toma lá, que já almoçaste!

22.7.13


Conhecemos as pessoas? A minha experiência diz-me que não. Há quem use uma máscara perfeita durante anos. Mas, como em tudo na vida, o que é superficial e falso, acaba por cair. Todas caem. Mais cedo ou mais tarde. Felizmente.

˙˙˙oxıɐq ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpıʌ ɐɥuıɯ ɐ

A sério. Ando cansada demais. Ando preocupada demais. As coisas que me vão contando, as histórias que vão partilhando comigo são pesadas demais. Os dias são longos demais. Estou quase em modo offline, porque uma pessoa não é de ferro e às vezes também cede e cai.
Ando a fazer o pino e não há maneira de me endireitar.

17.7.13

..

As pessoas estão cada vez mais amargas, mais impacientes, mais duras. Eu própria já vou tendo dificuldades em lidar com certo tipo de situações. Tenho muitos espinhos.. a vida não me tem sido, propriamente, facilitada. E, no entanto, vou tentando espalhar doçura, quando posso. A vida já é complicada demais, para ainda estarmos de cara fechada. E com um sorriso e boa-vontade, as coisas vão-se resolvendo melhor..

16.7.13

Andamos nos preparativos.

Está quase a fazer um ano, que o amor mais novo nasceu. Uma pessoa descuida-se e assim se passam os dias. Não tarda nada, está-me a entrar na escola primária, a mais velha quer-me sair à noite e eu nem dei pelo peso dos minutos.
Óh tempo, anda lá mais devagarinho.. deixa-me saboreá-los. deixa-me aproveitá-los. deixa-me amá-los devagar e sem pressas. deixa-os ser bebés por mais tempo.. que te sinto a escorrer pelos dedos e tenho tanta coisa por fazer.

3.7.13

{o dia de hoje}

Hoje fomos grelhar. Aproveitar o melhor que o Algarve nos oferece: o sol e a tranquilidade dos dias, nos locais longe da confusão dos turistas, ideal para estar com os nossos tesouros e proporcionar-lhes horas de diversão e alegria. Tomámos banho na piscina, apanhámos banhos de sol, bebemos café na esplanada e o pequeno dormiu um soninho pequenino à sombra e ao fresco. Almoçámos na esplanada. Rimos e tirámos fotos.
Esta é uma, do dia de hoje, que queremos repetir. E repetir, e repetir..


2.7.13

A dor que o tempo não apaga.

Faz hoje três anos. A minha amiga Maria estava embriagada, num estado letárgico, abraçada a um pequeno urso de peluche e na mão uma fotografia. Os olhos fitos num vazio enorme e a voz, que quando teimava em sair, só exprimia gritos de dor. Um choro cansado. Cansada de tanto chorar e questionar o porque. Porque com ela, porque com eles, porque a sua menina? Porque seria a vida tão injusta, tão madrasta, tão cruel? 
A minha amiga Maria, amparada pelos braços daqueles que ainda a amam tanto e que mais a admiram, sem forças, mostrava a todos aquela fotografia. A fotografia de uma menina, a brincar nas ondas do mar, dócil, serena, de sorriso aberto e feliz. A sua menina. 
Todos chorámos com ela, partilhámos a sua dor, sem termos a noção do quão forte e dolorosa era. Sem nunca termos chorado aquelas lágrimas. As lágrimas de uma mãe que perde a sua filha, para um sono profundo e eterno.

Faz hoje três anos. Cheguei a casa e parecia que tinha sido atropelada por um camião. Doía-me todo o corpo, a alma, custava-me a respirar. Era um sufoco, uma ansiedade, uma raiva contraída nos músculos. Só me apetecia abraçar a minha menina, exactamente da mesma idade da menina da minha amiga Maria. E fiquei ali, naquele abraço, durante longos minutos. E prometi-me a mim mesma que, todos os dias a abraçaria da mesma forma. E chorei. Chorei. Porque o céu tinha ganho um anjo lindo, mas na terra ficava uma mãe com uma dor tão grande, que nem o tempo consegue apagar.