Avançar para o conteúdo principal


A casa está silenciosa. Ao longe o barulho de fundo da tv, com um som do Prince a tocar. Aqui perto, o som das teclas que vão preenchendo este silêncio. Os meus amores partiram para norte. Eu fiquei no sul. O amor-pai vai para as ilhas. Os amores-filhos ficam com os avós. Eu? Fico a trabalhar e a ouvir este silêncio que [já] não pertence a esta casa, que [já] não faz parte dos meus dias, da minha vida.
E embora a minha rotina seja cansativa, ao ponto de ao fim do dia eu querer é ver todos pelas costas e dormir como se não houvesse amanhã, não a troco por nenhuma calma e tranquilidade. Os barulhos e o bagunça, o trabalho que dá esta casa, o cansaço que me pesa no corpo cuidar desta família, fazem de mim um mulher realizada e feliz.
Sei que são poucos os dias que nos separam, que enquanto o outro esfrega o olho, o tempo passa e estaremos todos juntos de novo. Nesse dia, no meio da confusão que é esta casa, eu descansarei e saborearei melhor o silêncio que uma barulheira feliz pode fazer. O barulho de um lar que se ama.






Comentários

Mensagens populares deste blogue

A boa filha à casa torna..

... mesmo que depois de um interregno de quase 3 anos.
Podia contar a história daquela que foi ali comprar tabaco e nunca mais apareceu. Poupo-vos o melodrama. No meu caso, é mais a história daquela a quem a vida se voltou de pernas para o ar, que sem saber como nem porquê, vim parar ao médio oriente e já por aqui ando há quase dois anos. 
Nos entretantos, traí o blogger com o Wordpress. Relações modernas. Nada de mais. É que lá estava mais à vontade para falar da vida de emigrante. Mas, não há amor como o primeiro [dizem], bateu uma saudade imensa. Vim aqui de soslaio, só naquela de ver se ainda sentia a química. Nem de propósito ser o primeiro dia do ano e, tal e qual uma ressacada, não resisti em reacender a chama.
Se é para toda a vida, até que a morte nos separe? Não sei. Talvez. Quem sabe. Até agora estamos a ganhar ao José Carlos Pereira e à Liliana Aguiar no junta-separa.

Achei que o corte de cabelo da Letizia merecia o meu regresso..

Se isto não é um exemplo de modernidade, não sei o que lhe chamar. A rapariga não é só a rainha de Espanha, é uma mulher moderna. E como mulher moderna que se preze, cuida da sua imagem. E só por esse gesto de corte com o tradicional e o correcto, só posso aplaudir a atitude. Já não posso dizer o mesmo da magreza. Num momento em que se apela ao fim da magreza extrema como sinónimo de beleza, num momento em que se defende um corpo saudável, ela aparece com as costas a descoberto.. e não consigo pensar em nada de positivo nesta imagem.

O bolo de côco que parece uma nuvem!

É que este vai já ser feito, nem vou esperar por dias melhores. Mesmo sem vontade nenhuma de ir pegar na batedeira, vou fazer-me à vida, porque este amigo está a fazer-me salivar, tal e qual os cães de Pavlov. Pronto, é desta que a manutenção das linhas redondas do abdómen se mantêm. Estou desgraçada..


a receita deste tentação hiper-calórica está aqui.