Avançar para o conteúdo principal

das minhas manhãs {agora}

Não vou trabalhar. A minha condição de fazedora de bebés não me permite. O meu trabalho é agressivo e pode prejudicar-me. E a médica não quer. E eu (tenho dias|alturas|momentos) concordo com ela. Excepto quando acordamos, pela manhã. E a pequena e o pai vão para a rua. Para os seus afazeres. Ver as outras pessoas. E eu fico em casa, num tédio profundo. Limpo e volto a limpar. Arrumo de um lado, desarrumo noutro. Vou à varanda ver o céu trezentas vezes. Abro os livros que já li, faço zapping, entupo o blog de posts, consulto a astrologia e dão-me ataques de riso. E suspiro porque não falo, não tenho muito que fazer e estou aborrecida. A vida para mim, começa às três da tarde, quando vou buscar a pequena à escola e digo bom dia ao mundo.

Comentários

Anónimo disse…
Que texto tão bom!
Vai passeando pelos blogues e afins que as três da tarde chegam rápido!
Daqui a nada tens o teu bebe nos braços :o)

Baci*
Desnorteada disse…
é por um bom motivo! e não tarda vais ter muito com que entreter... beijinhos
mari disse…
vai passar num instantinho :D
**
mary disse…
cuida-te querida Rita, cuida-te!!! Não te quero a limpar a casa de rabo para o ar, nem a empurrar moveis para tirar o po atrás da estante! Fica sossegadinha a escrever para nós ate serem tres da tarde que é mais seguro :)

Mensagens populares deste blogue

A boa filha à casa torna..

... mesmo que depois de um interregno de quase 3 anos.
Podia contar a história daquela que foi ali comprar tabaco e nunca mais apareceu. Poupo-vos o melodrama. No meu caso, é mais a história daquela a quem a vida se voltou de pernas para o ar, que sem saber como nem porquê, vim parar ao médio oriente e já por aqui ando há quase dois anos. 
Nos entretantos, traí o blogger com o Wordpress. Relações modernas. Nada de mais. É que lá estava mais à vontade para falar da vida de emigrante. Mas, não há amor como o primeiro [dizem], bateu uma saudade imensa. Vim aqui de soslaio, só naquela de ver se ainda sentia a química. Nem de propósito ser o primeiro dia do ano e, tal e qual uma ressacada, não resisti em reacender a chama.
Se é para toda a vida, até que a morte nos separe? Não sei. Talvez. Quem sabe. Até agora estamos a ganhar ao José Carlos Pereira e à Liliana Aguiar no junta-separa.

Achei que o corte de cabelo da Letizia merecia o meu regresso..

Se isto não é um exemplo de modernidade, não sei o que lhe chamar. A rapariga não é só a rainha de Espanha, é uma mulher moderna. E como mulher moderna que se preze, cuida da sua imagem. E só por esse gesto de corte com o tradicional e o correcto, só posso aplaudir a atitude. Já não posso dizer o mesmo da magreza. Num momento em que se apela ao fim da magreza extrema como sinónimo de beleza, num momento em que se defende um corpo saudável, ela aparece com as costas a descoberto.. e não consigo pensar em nada de positivo nesta imagem.

O bolo de côco que parece uma nuvem!

É que este vai já ser feito, nem vou esperar por dias melhores. Mesmo sem vontade nenhuma de ir pegar na batedeira, vou fazer-me à vida, porque este amigo está a fazer-me salivar, tal e qual os cães de Pavlov. Pronto, é desta que a manutenção das linhas redondas do abdómen se mantêm. Estou desgraçada..


a receita deste tentação hiper-calórica está aqui.