15.11.11

da tranquilidade dos dias

a noite de ontem foi um desastre. a tosse da pequena não deixou dormir ninguém, especialmente ela, que quase sufocava entre cada ataque. maldita -ite qualquer coisa que ataca as flores de estufa no inverno. o pai foi lá quinhentas vezes, tapou, destapou, pôs travesseiro, tirou travesseiro, sentou-a, deitou-a de lado. e nada. quando o despertador tocou ainda o sol não tinha nascido, foi buscá-la e trouxe-a para a nossa cama. bebeu uma caneca de leite e tomou o anti-biótico. depois sossegou. e assim ficámos as duas, num mimo matinal, até despontarem uns raios de sol pela janela. e não foi à escola, para que não viesse de lá pior do que o que está.

ficar em casa com a minha patanisca é uma das minhas coisas preferidas. ela faz brincadeiras. eu leio, viajo pela net, procuro novas coisas. ela vê televisão, faz uns trezentos disparates num quarto de hora, eu ralho trezentas vezes num quarto de hora, prometo castigos, invento histórias, limpo ranho, dou agua e resisto à chantagem emocional dela quando me pede uma barrinha de chocolate.

pediu-me as pulseiras e os colares. abriu-me a gaveta onde os guardo e experimentou todos de uma vez. quase ia caindo com o peso do pescoço. diz que quer ficar bonita para quando o pai chegar do trabalho.

enquanto está activa e de pé, tosse pouco, mas tem o nariz entupido e passa o tempo a ir ao espelho para abrir a boca e espreitar a campainha, para ver se o ranho escorre para a garganta, como lhe disse o doutor.

almoçámos esparguete com molho de tomate, nuggets e para a sobremesa um biscuit. comeu num prato grande, com talheres de crescida (na realidade, de sobremesa, mas ela cresceu prái cinco metros quando viu um garfo e uma faca). no fim, quis levantar a mesa, cravando-me logo de seguida uma barrinha de chocolate. e a força que temos de fazer para dizer não.

esta tarde vamos ver um filme. as duas, embrulhadas numa manta, no sossego do sofá. até que o pai chegue do trabalho e nos encontre quase na mesma como quando nos deixou.

oxalá fossem todos os dias assim. tranquilos.

4 comentários:

mary disse...

gosto tanto de ler posts destes... que dia tão maravilhoso. fico aqui numa ansiedade a anotar estes modelos de vida e a pensar que é isto que quero para mim um dia, exactamente isto!

ombemua disse...

Tao bom!
Tao mimoso, as melhoras para ela.

Baci*

Turista disse...

Querida Rita, apareceu-me um dia mãe-filha maravilhoso, tirando a parte da maleita, da pequenina. Rápidas melhoras.

mari disse...

apesar da doença da tua filhota parece que aproveitarem bem o dia a duas :) :)
**

que a tosse a deixe dormir hoje