Avançar para o conteúdo principal

entre ele e eu.

Um dia disse-lhe que se morresse, queria que ele doasse todas as minhas coisas, as minhas roupas, excepto o terço de prata que me deu o avô Jorge; disse-lhe que não queria ninguém vestido de preto e a chorar; disse-lhe que pusesse música a tocar no funeral, tudo coisas mexidas e que inspirassem alegria; disse-lhe que voltasse a apaixonar-se.
 
Não lhe cheguei a dizer que só queria uma ou duas rosas de santa Teresinha; não lhe disse que pusesse uma foto de nós os quatro junto de mim; não lhe cheguei a dizer, talvez o mais importante: que falasse sempre da mãe aos meus filhos, que lhes mostrasse o mundo tal como eu gostaria de o ter visto e que nunca perdesse a esperança.
 
Ele não me deixa falar destas coisas; diz que eu sou parva e manda-me calar; não digas asneiras, tu não vais primeiro que eu;
 
Mas eu vou sempre tentando dizer-lhe estas minhas vontades. Eu sei que ele, no fundo, me ouve.
É óbvio que não estou a pensar morrer tão depressa, tão cedo.
 
E é por isso que ele me cala sempre. Não estás com os pés prá cova; ainda temos muito que viajar, ainda temos muitos quilómetros de mota para percorrer, ainda temos de ir à América. E não vou dar as tuas coisas, a tua roupa.. senão depois não tenho nada para (te) cheirar.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Well..

.. ao que parece, está tudo benzinho com o pequeno. A mãe tem uma infecção urinária assintomática e já está a antibiótico e o pequeno parece estar feliz da vida. O líquido que verti pode bem ter sido xixi, porque com as infecções é normal acontecer.. digamos que com a gravidez também, porque o peso pressiona a bexiga. Mas, de qualquer das formas, ela mandou vigiar o assunto. Por isso, aqui estamos. Um dia de cada vez.. e espero que esta gravidez chegue ao fim sem nenhum problema de maior.. e que logo, logo o Manuel esteja nos meus braços saudável e perfeito.

isto faz o meu estilo #4

Achei que o corte de cabelo da Letizia merecia o meu regresso..

  Se isto não é um exemplo de modernidade, não sei o que lhe chamar. A rapariga não é só a rainha de Espanha, é uma mulher moderna. E como mulher moderna que se preze, cuida da sua imagem. E só por esse gesto de corte com o tradicional e o correcto, só posso aplaudir a atitude. Já não posso dizer o mesmo da magreza. Num momento em que se apela ao fim da magreza extrema como sinónimo de beleza, num momento em que se defende um corpo saudável, ela aparece com as costas a descoberto.. e não consigo pensar em nada de positivo nesta imagem.