27.7.14

Saudade não se define, sente-se. E chega a doer tanto como uma ferida aberta. Sinto-te em cada bater do meu coração e tenho tanta vontade de te tocar a pele, de te cheirar, de percorrer os meus dedos nos teus cabelos, que sufoco entre cada respirar. Tu que és parte de mim e que de mim vieste a este mundo, que no teu sorriso me perco e me acho, que o amor que te tenho é grande demais para carregar no meu coração. Não me sais do pensamento e quanto mais sinto a tua falta, mais te quero, mais preciso de ti, das tuas mãos pequenas nas minhas, dos teus beijos sinceros e doces, do teu olhar calmo e inocente procurando o meu. E no silêncio escuto a tua voz, o teu riso; fecho os olhos e ali estás tu, nas tuas brincadeiras, na tua alegria, no teu mundo. Os teus braços abertos na minha direcção, correndo para o meu abraço, de sorriso rasgado. Preciso de ti para quase tudo nesta vida. E quero tanto estar contigo que o meu coração encolhe de dor e tristeza por te saber longe. Saudade não se define, sente-se. E dói, dói muito esta saudade de ti.

[para a minha M.]

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