Avançar para o conteúdo principal

(nem sei que título dar a isto)

Tens muita graça, tens. Sabes que se passaram sete anos? Sete! Não foram semanas ou meses. Foram anos. Sete! Com que ligeireza pensas tu que agora vens, ai e tal se calhar até podemos pôr uma pedra no assunto, assim de mansinho vais-te infiltrando novamente, como se nada fosse, como se não me tivesses deixado a vida de pernas para o ar. Tens muita graça, tens..
Então e diz-me lá, óh engraçado, como é que eu explico a uma criança de sete anos (sete, sim, esses mesmos que já se passaram), que de repente, em vez de um avô tem dois. E que afinal, tu não estavas numa viagem, que afinal existes e que (agora!) queres muito conhecê-la. Como explico isto, não me explicas tu? Se calhar, o melhor mesmo é pô-la frente a frente contigo e deixar-me ver-te sofrer com as perguntas caústicas e certeiras que uma criança de sete anos pode fazer. E ver como descalças a bota.
Tens muita graça, tens.. agora já tens até coragem para bater à minha porta, se eu te mandar vir? Já tens um número de telefone se eu quiser ligar? Agora já sou a melhor de todas se te quiser de volta? Tu só podes estar a gozar comigo. Ou isso ou és completamente bipolar, doente psiquiátrico com urgência em tratamento, porque eu juro que não entendo.

Sempre ouvi dizer que "o fraco nunca pode perdoar. O perdão é um atributo dos fortes" e tento encontrar em mim a força que preciso para te perdoar. Sei que a tenho, porque o sangue (esse filho-da-mãe) fala muitas vezes mais alto. E as saudades (essas desgraçadas) apertam, apertam forte. Mas, para te perdoar é necessária mais que força. Faz-me falta a coragem e a capacidade de esquecer. Porque enquanto as lembranças doerem, vou sempre achar que não te perdoou, mesmo já te tendo perdoado.

Por isso, Deus me ajude. Queres voltar a tentar, queres conhecê-los, queres voltar a fazer parte das nossas vidas.. dá-me tempo. Dá-me espaço. Deixa-me pensar e recolher a força que necessito para esquecer que um dia disséste que não era tua filha. E quando um dia conseguir perdoar isto, vem com a graça toda que quiseres. Mas, por enquanto, por favor, não abuses. Estes sete anos, para mim, foram uma tortura séria demais para agora serem tratados com tamanha descontração.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Achei que o corte de cabelo da Letizia merecia o meu regresso..

Se isto não é um exemplo de modernidade, não sei o que lhe chamar. A rapariga não é só a rainha de Espanha, é uma mulher moderna. E como mulher moderna que se preze, cuida da sua imagem. E só por esse gesto de corte com o tradicional e o correcto, só posso aplaudir a atitude. Já não posso dizer o mesmo da magreza. Num momento em que se apela ao fim da magreza extrema como sinónimo de beleza, num momento em que se defende um corpo saudável, ela aparece com as costas a descoberto.. e não consigo pensar em nada de positivo nesta imagem.

O bolo de côco que parece uma nuvem!

É que este vai já ser feito, nem vou esperar por dias melhores. Mesmo sem vontade nenhuma de ir pegar na batedeira, vou fazer-me à vida, porque este amigo está a fazer-me salivar, tal e qual os cães de Pavlov. Pronto, é desta que a manutenção das linhas redondas do abdómen se mantêm. Estou desgraçada..


a receita deste tentação hiper-calórica está aqui.

Oscars 2015: Vanity Fair after-party

Classe vs Badalhoquice

Irina, Irina.. ainda tens de comer muito pão, filha.