Avançar para o conteúdo principal

Daqui por uns dias, mesmo no final da semana.

Ainda ontem (parece-me!) a puseram no meu colo, acabadinha de nascer e daqui por dois dias já vai para a escola primária. Não são os dias que passam muito depressa, nem ela que cresce muito depressa. É um não-sei-quê que não consigo explicar.
Olho para ela e imagino-a daqui a uns anos. E não consigo imaginá-la senão na condição de eterna bebé, que precisa do colo e dos mimos da mãe, que choraminga quando está nervosa e é doce.. tão doce como o mel. E no entanto, já vai para a escola. O primeiro ano de muitos que se esperam que sejam de sucesso. Não para nos alimentar o ego, mas para a fazer feliz e realizada. Que é o que mais queremos.
E depois olho para o pingarelho mais pequeno e penso que com ele será exactamente igual. Não vão ser os dias que vão passar muito depressa, nem vai ser ele que vai crescer rapidamente. Vai ser um não-sei-quê que não vou conseguir explicar. Só sentir, porque coração de mãe sente tudo mais intensamente.

Comentários

mary disse…
Doce é esse amor que descreves pelos teus filhos Rita :) como eu gosto de vir aqui... fico sempre renovada para continuar o dia!
Que seja uma excelente mudança para a pequena princesa!
Ana C. Martins disse…
oh tão doces as tuas palavras, mãe babada! :D

que tenha muita sucesso a tua piquenota e o teu piqueno que cresça também depressa. beijinho

Mensagens populares deste blogue

Eu podia ignorar, mas é mais forte que eu.

Ele era um colega, que hierarquicamente estava abaixo de mim. Entrou uns anos depois de mim para esta empresa. Foi galgando lugares enquanto um macaco come uma banana. Não me perguntem como, nem porquê. Eu desconfio, mas ia ter de dizer muito palavrão para me justificar, portanto permanecerei uma senhora de bico calado. De lugar em lugar, de tarefa em tarefa. Pouco me importa se tem a língua negra de tanta bota engraxada, se tem dificuldade em sentar-se ou se comeu o pão que o diabo amassou. Desde que ele não me prejudique, ele lá e eu aqui, e amiguinhos como dantes. Mas quando a verborreia atinge patamares de superioridade, não há como passar despercebido. Uma pessoa pode ignorar, mas e conseguir? É como tentar ignorar um mosquito a meio da noite, no quarto. Tu bem tentas, mas é mais forte que tu. A criatura vai fazer uma apresentação numa reunião. Já de si, a situação tinha aqui material de sobra para que o Ricardo Araújo Pereira fizesse um brilharete. O ser está inchado, tem um eg…

A boa filha à casa torna..

... mesmo que depois de um interregno de quase 3 anos.
Podia contar a história daquela que foi ali comprar tabaco e nunca mais apareceu. Poupo-vos o melodrama. No meu caso, é mais a história daquela a quem a vida se voltou de pernas para o ar, que sem saber como nem porquê, vim parar ao médio oriente e já por aqui ando há quase dois anos. 
Nos entretantos, traí o blogger com o Wordpress. Relações modernas. Nada de mais. É que lá estava mais à vontade para falar da vida de emigrante. Mas, não há amor como o primeiro [dizem], bateu uma saudade imensa. Vim aqui de soslaio, só naquela de ver se ainda sentia a química. Nem de propósito ser o primeiro dia do ano e, tal e qual uma ressacada, não resisti em reacender a chama.
Se é para toda a vida, até que a morte nos separe? Não sei. Talvez. Quem sabe. Até agora estamos a ganhar ao José Carlos Pereira e à Liliana Aguiar no junta-separa.

De Férias.

.. mas volto!