2.3.12

[da minha infância triste e cruel]



Cortar o cabelo sempre foi coisa que sempre me causou grande tristeza. Sentar-me em frente a um espelho e assistir sentada à queda de parte de mim. Era um drama. Hoje ainda tenho de quase entrar em transe e meditar, porque a maioria das senhoras e senhores que sabem usar uma tesoura têm uma noção muito distorcida das medidas que nós, clientes que estamos a pagar, pretendemos do corte. Dois dedos para nós, serão (quase sempre) cinco para eles.
Pois em pequena, o meu drama era verdadeiramente trágico. Desde o beicinho, aos olhos rasos de lágrimas, valia tudo. A minha mãe ainda recorda com nostalgia, o dia em que eu, ao sair da cabeleireira, dei um passo atrás e disse: não gosto! volta a colar aquele que está no chão!
E o que chorei copiosamente quando dei conta que já nada havia a fazer..

5 comentários:

ombemua disse...

Imagino o drama!
Ja eu queria era cortar...porque a minha mãe queria que eu deixasse comprido!
Era so para ser do contra :o)

Bcai*

Susana disse...

Eu também fazia esse drama. Também ficava com ar de animalzinho a caminho do matadouro e as lágrimas teimavam em saltar dos olhos enquanto via cometerem esse crime, em directo pelo espelho ;)

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Tb me incomoda o facto de pedirmos 2 dedos e sairmos de lá sem 6 dedos... Já tenho dito: quanto mais corta mais tempo estou sem vir cá!! :)

mari disse...

eheheheheh ... acho que não fiz nada parecido :))
**

Cacau disse...

Eu fiquei traumatizada quando, não me lembro que idade tinha, mas pelas fotos devia ter uns 5/6 anos, saí do cabeleireiro com corte à tijela... desde aí a minha ida ao cabeleireiro nunca mais foi a mesma! :)