Avançar para o conteúdo principal

das coisas que a idade me ensinou..

.. uma delas, foi a aceitar o que a natureza me deu para exibir. Já fui adolescente, com as hormonas aos saltos, engordando e emagrecendo à velocidade-luz, cada vez que o coração acelerava ou tinha uma paragem por causa de desgostos amorosos. A quantidade industrial de chocolates e porcarias que comi, achando que as borbulhas passavam com Clerasil. As delicias que ingeri e se alojaram para todo o sempre nas ancas e no rabo, em forma de celulite.
Fui mãe. Uma das mais incriveis experiências da minha vida. O meu corpo mudou para conceber a minha princesa. De pêra, passei a melancia. Os pés pareciam patas de elefante. O peito, bem, nem comento a força que a gravidade pode exercer num peito que amamenta. Demorei a ficar com o corpo habitual. E quando lá cheguei, por virtude de se me ter dado um achaque psicológico (essa história fica para outro dia), emagreci mais do que devia. Ao ponto de nem sequer gostar de me ver, esquelética que estava.
Hoje, sinto-me bem com o corpo que tenho. E tenho cuidados, claro. Mas não vivo aprisionada a uma imagem, a uma dieta, a um ideal de beleza, a um peso máximo, a uma medida. Quando me apetece abrir a boca para os deleites alimentares, nem sequer penso duas vezes. Embora depois ande a ressacar dos excessos.
Para mim, basta-me olhar à minha volta e sentir que estou bem. Não precisamos ser uma Barbie para sermos felizes.


Comentários

Gostei tanto de te ler Ritinha!
Lá chegarei, lá chegarei um dia (a olhar-me no espelho e gostar do que vejo)

beijinhos muitos
Unknown disse…
Verdade nas suas palavras...
Nãon precisamos de ver bonecas para gostarmos de nós...
Eu cheguei ao fim de 1 ano do piolho nascer uns 55 kilos hoje tenho 60... mas ainda não me sitno bem com o corpo ainda há muito para fazer...

Bjs

Gostei do Post
Sofia disse…
Adorei este post!
Verdade, maior verdade não há!
Não precisamos de ser uma Barbie para sermos felizes, só precisamos de gostar de nós!
Pode ser difícil, que é! Mas não é preciso dificultar!
No final de contas acho que o mais importante é não dar demasiada importancia a isso e não pensar muito (ou pior, ficar obcecada!!!) com o facto de que temos de perder ou ganhar peso... até porque isso piora tudo!
O importante é ser-se saudavel acima de tudo!

Mensagens populares deste blogue

Eu podia ignorar, mas é mais forte que eu.

Ele era um colega, que hierarquicamente estava abaixo de mim. Entrou uns anos depois de mim para esta empresa. Foi galgando lugares enquanto um macaco come uma banana. Não me perguntem como, nem porquê. Eu desconfio, mas ia ter de dizer muito palavrão para me justificar, portanto permanecerei uma senhora de bico calado. De lugar em lugar, de tarefa em tarefa. Pouco me importa se tem a língua negra de tanta bota engraxada, se tem dificuldade em sentar-se ou se comeu o pão que o diabo amassou. Desde que ele não me prejudique, ele lá e eu aqui, e amiguinhos como dantes. Mas quando a verborreia atinge patamares de superioridade, não há como passar despercebido. Uma pessoa pode ignorar, mas e conseguir? É como tentar ignorar um mosquito a meio da noite, no quarto. Tu bem tentas, mas é mais forte que tu. A criatura vai fazer uma apresentação numa reunião. Já de si, a situação tinha aqui material de sobra para que o Ricardo Araújo Pereira fizesse um brilharete. O ser está inchado, tem um eg…

A boa filha à casa torna..

... mesmo que depois de um interregno de quase 3 anos.
Podia contar a história daquela que foi ali comprar tabaco e nunca mais apareceu. Poupo-vos o melodrama. No meu caso, é mais a história daquela a quem a vida se voltou de pernas para o ar, que sem saber como nem porquê, vim parar ao médio oriente e já por aqui ando há quase dois anos. 
Nos entretantos, traí o blogger com o Wordpress. Relações modernas. Nada de mais. É que lá estava mais à vontade para falar da vida de emigrante. Mas, não há amor como o primeiro [dizem], bateu uma saudade imensa. Vim aqui de soslaio, só naquela de ver se ainda sentia a química. Nem de propósito ser o primeiro dia do ano e, tal e qual uma ressacada, não resisti em reacender a chama.
Se é para toda a vida, até que a morte nos separe? Não sei. Talvez. Quem sabe. Até agora estamos a ganhar ao José Carlos Pereira e à Liliana Aguiar no junta-separa.

De Férias.

.. mas volto!