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(...)

Não vou opinar se o buraco nas contas era brutal; não vou tecer considerações acerca dos vencimentos da maioria dos trabalhadores; não vou julgar se a gestão era boa ou má; nem sequer vou tentar perceber se isto é completamente legal. Apenas vou abrir a pestana. Hoje eles. Amanhã poderei ser eu. Ninguém está verdadeiramente a salvo de tamanha desgraça. Só não me tentem justificar os meios. Os trabalhadores, acima de tudo, são seres humanos, com deveres e direitos. E o direito a um pouco de dignidade no que toca a ficar sem emprego, é o mínimo que se deve a quem cumpriu com os seus deveres. E que ainda cumprem.. lá estão, os 336, cumprindo as escalas que lhes foram designadas. Com ou sem assistências, num posto de trabalho que deixou de ser deles com a chegada de um simples email. Nos dias de hoje, [imagine-se a cobardia] uma grande empresa despede 336 pessoas por email.

A todos aqueles com quem privei diariamente durante quase 6 anos, cujo trabalho, mérito, responsabilidade e bom desempenho mereciam muito mais que isto, desejo que tudo não passe de um sonho mau. Que amanhã alguém ponha um fim a esta barbaridade. Por bem da aviação, por bem desta região e por bem das 336 famílias que ficaram de um momento para o outro sem o seu sustento. Não me canso de dizer, que isto foi uma barbaridade. A 6 semanas do Natal..

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