20.11.09

Veni, Vidi, Vici.. ou Il's sont fous cettes romains!!

[Nota: este post é longo, é um report de uma viagem a Roma. Originalmente, o post continha imagens pelo meio, para ilustrar os sitios onde passámos. Devido a problemas no browser, não consigo introduzi-las. Sendo assim, no final do post, passa um slide com as fotos que cá deveriam estar, pela ordem em que os acontecimentos sucederam!]

A nossa aventura por Roma começou no dia 10 de Novembro de 2009. Qual Asterix e Obelix, fizemos as trouxas (que é como quem diz um malão de 20 kgs e um trolley de mão) e partimos do Aeroporto da Portela por volta das 15h.
Fizemos o baptismo com a EasyJet e ficámos contentes com o serviço. É claro que a bordo só não vendem as senhoras mães da tripulação, mas tendo em conta o preço, a viagem faz-se bastante bem.. e o melhor de tudo: uma aterragem PERFEITA em chão italiano. A melhor aterragem que já fiz até hoje.
Este foi o bichinho que nos trouxe para Itália. Um Airbus A-319, apinhado de italianos (que falam alto), que parecia estar em bom estado e que voou sob um céu azul, poucas vezes nublado e tranquilo.

Chegámos ao aeroporto Leonardo Da Vinci – Fiumicino antes da hora prevista de aterragem e foi tudo muito rápido até irmos apanhar a bagagem e sair para o atrio das chegadas, onde deveríamos procurar pela empresa de transfers que nos levaria ao hotel. Connosco na carrinha veio um casal de americanos (de Seattle) bastante simpáticos, que conversaram o caminho todo. A nossa estadia em Roma por cinco dias é coisa de meninos, para estes dois ‘grandes malucos’ que estariam por cá 25 dias, para fazerem um cruzeiro até à Turquia.

O ‘palácio’ [Waldorf B&H] que escolhemos para dormir em Roma fica um pouco longe do centro. A estação de metro mais próxima do hotel, Cornélia, é a penúltima da linha A. Contudo, facilmente estamos em qualquer parte de Roma a partir daqui. Não é, de todo o melhor hotel onde já tenhamos estado, mas pelo preço que pagámos, creio que não ficámos mal servidos. Apenas o pequeno-almoço deixa um bocadinho a desejar, uma vez que a variedade não é muita..

Bem.. o nosso primeiro dia (a sério) em Roma começou bem cedo. Por volta das 9h da manhã já estávamos no metro, para sair em Termini. A intenção era comprar os nossos Roma Pass para poder andar pelos transportes e entrar nos primeiros dois museus de borla e nos restantes com descontos. Assim que comprámos os passes, lá fomos nós à descoberta da cidade eterna.

Primeira paragem: Colosseo. Assim que se saí do metro e olhamos para a frente ficamos boquiabertos! Como é que uma coisa tão grande pode ser construída assim pelos homens que tão poucos recursos tecnológicos possuíam? Este anfiteatro (o maior de Roma) foi mandado construir pelo imperador Vespasiano e facilmente dava acesso a cerca de 55 mil pessoas para assistirem aos combates mortais entre os gladiadores e às lutas entre os animais selvagens. É, de facto, uma construção de grande beleza.

  As filas para entrar no Colosseo são enormes, mas graças ao Roma Pass, a entrada é directa. Aproveitámos para que fosse a nossa primeira entrada à borla, uma vez que inclui o Palatino e o Foro Romano também no mesmo bilhete. Para os que ainda não visitaram o Coliseu, aqui vai uma dica: Cuidado com aqueles rapazes que se vestem de gladiadores e depois cobram os olhos da cara por uma fotografia. Serve a presente dica para qualquer local turístico em Roma, onde os ‘gladiadores’ parecem cogumelos!

Saindo do coliseu e poucos passos depois, entramos no Palatino. Mais parece um parque coberto de pinheiros e flores, um local muito agradável para se passear. Aqui, podemos ver o Templo de Cibele, a Casa de Lívia, a casa de Augusto, a Domus Augustana, as cabanas de Rómulo, o Stadium, a Domus Flavia e também o Museu do Palatino (que infelizmente se encontrava fechado).


Ao lado do Palatino fica o Foum Romano. O Forum era o centro da vida política, jurídica e comercial de Roma antiga. Lá podemos ver variados templos, o Arco de Sétimo Severo, a via Sacra, a casa das Virgens Vestais e a Basílica de Constantino.

Quando acabámos a visita, eram horas de almoçar e resolvemos ir de metro até à zona da Fontana di Trevi. Apanhámos o metro até Barberini e descemos as ruas até encontrar a famosa fonte. Almoçámos na Via Barberini, junto da Fontana del Tritone, num restaurante snack-bar muito simpático. Um prato de penne à l’arrabiata e um prato de pasta com fiambre, ervilhas e natas, mais uma pizzeta mozarella e prosciutto e duas coca-colas custou cerca de 17€.

As ruas que circundam a Fontana di Trevi são muito movimentadas, obviamente. Não fosse esta fonte uma das maiores atracções turísticas de Roma. Diz a tradição que devemos atirar uma moeda, por cima do ombro e de costas para a fonte para que seja certo o nosso regresso a Roma. Não cumprimos a tradição porque temos a certeza que voltaremos a Roma. :)

As ruas apinhadas de gente são óptimas para o tradicional comércio de rua, especialmente de lojas de ‘recuerdos’. E aqui, os chineses batem os recordes de lojas abertas. Podemos encontrar o que quer que seja para recordar a nossa passagem por Roma. É claro que também prolifera o mercado clandestino. E assim muito regateado podemos trazer para casa imitações de malas e carteiras de marcas conhecidas, como D&G, Channel, Prada, Gucci… tudo, claro, desde que a Polizia de Finanzia não nos apanhe a comprar e os vendedores a vender!!

Comprámos os nossos primeiros gelados italianos numa dessas ruas e fomos caminhando e apreciando as vistas, até à Piazza di Spagna. Esta praça (considerada o centro de Roma) tem a forma de uma gravata e é rodeada de casas altas pintadas de ocre, creme e castanho-claro. Junto da praça, podemos ver a Fontana della Barcaccia, considerada uma das menos vistosas fontes barrocas de Roma, projectada por Bernini. Quando lá chegámos, pudemos admirar que a Piazza di Spagna se encontrava ‘mascarada’ em homenagem à queda do muro de Berlim. Sinceramente, fiquei um bocadinho decepcionada, pois gostava mais de a ver ao natural.

  Resolvemos descer a famosa Via Condotti, onde as marcas de luxo abrem as portas. Dior, Bvlgari, Ferrari, Armani, Versace e por aí fora, quase todas as grandes casas de moda, joalharia e produtos de luxo estão nesta rua, de nos fazer babar nas montras.

Voltámos para a Via del Corso, a caminho da Piazza del Popolo e a meio encontrámos a Igreja de Santi Ambrogio e Carlo al Corso.Esta igreja pertenceu à comunidade lombarda em Roma e é dedicada a dois bispos canonizados. Uma galeria por detrás do altar conduz à capela que abriga o coração de São Carlos, num relicário ricamente decorado.

   Descendo até ao fim da Via del Corso, entramos na Piazza del Popolo, uma praça ampla, com um obelisco egípcio no centro e se olharmos para o início da via del Corso, podemos admirar as famosas igrejas gémeas (Santa Maria dei Miracoli e Santa Maria in Montesanto), por estes dias encerradas para trabalhos de recuperação.Na praça, um senhor de etnia indiana, com a conversa do ‘ciao bella’, espetou-me com três rosas na mão e convidou o meu marido a dar-lhe qualquer coisa por isso.. aprendemos a lição: eu nunca mais aceito nada do que me vierem dar e o meu esposo nunca mais abre a carteira para mostrar que tem notas. Foram 5 euros pelas rosinhas!! Daí, foi só apanhar o metro na estação Flaminio e num instante estávamos a caminho do hotel, porque o dia tinha sido longo e as pernas já doíam. Em Cornelia ainda entrámos num café para dois chocolates quentes.. humm.. verdadeiramente deliciosos!

O dia seguinte (o 3º em Roma) começou cedo. Apesar de as pernas doerem da caminhada do dia anterior, estávamos em pulgas para o que se seguia: Vaticano.

Saímos na estação Ottaviano e descemos a Via Ottaviano até à Piazza Risorgimento. Daí até à Praça de São Pedro são dois passos. Quando lá chegámos foi difícil manter a boca fechada e o pescoço em baixo.. a praça é absolutamente deslumbrante.


Local onde São Pedro foi martirizado e enterrado, o Vaticano tornou-se a residência dos papas que lhe sucederam. As decisões tomadas aqui têm influenciado a Europa ao longo dos séculos e a grandiosa Basílica de São Pedro atrai peregrinos de todo o mundo. As magníficas esculturas clássicas, os tectos da Capela Sistina (com os frescos de Miguel Ângelo) e as salas de Rafael, fazem do Museu do Vaticano um dos melhores de Roma. A situação do Vaticano enquanto Estado dentro de outro Estado, foi definida pelo Tratado de Latrão em 1929 e marcada pela construção de uma rua nova, a Via della Conciliazione, que vai de São Pedro ao Castelo de Sant’Ângelo, monumento construído como mausoléu do imperador Adriano, que foi fortaleza e prisão papal.

A riqueza dentro da Basílica de São Pedro é assombrosa. No século II, foi eregido um santuário no local do túmulo de São Pedro. A primeira basílica foi encomendada pelo imperador Constantino (que se converteu ao Cristianismo). No século XV estava a desmoronar-se e, em 1506 o papa Júlio II colocou a primeira pedra da nova igreja. Levou mais de um século a ser construída e todos os grandes arquitectos renascentistas e barrocos de Roma participaram no projecto.

A caminho do interior da Basílica, o Vaticano não brinca e coloca seguranças a rastrearem pessoas e objectos, através de máquinas de rx. E o vestuário dos visitantes também não pode ser descurado.. não faríamos boa figura junto da famosa guarda do Vaticano, tão bem vestida! :)

Uma vez dentro da Basílica, podemos ir visitar as Grutas, local onde estão sepultados os papas, entre os quais o Papa João Paulo II. Devo confessar que é um momento de muita emoção quando encontramos o túmulo dele, uma vez que é um dos mais simples (comparado com a grandeza e o luxo que se respiram dentro daquele solo sagrado) e é o único que tem local para oração.

Pela módica quantia de 7€ cada bilhete, podemos subir à cúpula da basílica, que confesso ser, uma odisseia! :) Lá fomos subir como se não houvesse amanhã e, hoje, sei que posso exclamar vitoriosa: «Eu sobrevivi aos degraus da cúpula da Basílica de São Pedro!». Lá de cima, a vista é realmente maravilhosa.

Depois de vista a Basílica, as grutas e a vista lá de cima, foi a vez do Museu do Vaticano. É só andar alguns metros e já lá estamos. É, de facto, um grande museu, com obras lindíssimas e importantíssimas. É uma aula de história para se ver com os olhos! Pode-se fotografar quase tudo, menos, claro está, a Capela Sistina. E para se chegar à Capela, temos de andar e andar e andar.. achámos piada ao facto de eles colocarem sinais a indicar onde é a Capela e depois demorarmos eternidades a lá chegar. Quando lá chegamos, a verdade é que ficamos assim um bocadinho desiludidos, pois está apinhada de gente a olhar para o tecto e a fazer imenso barulho e os frescos, vistos cá de baixo, parecem muito pequeninos. Contudo, o trabalho é fabuloso e a ilusão óptica criada no tecto da capela é uma das coisas mais bonitas que já vi. A visita termina com a descida na famosa escadaria em espiral do museu.

Quando saímos do museu, a fome já apertava e resolvemos fazer uma pausa para comer. Resolvemos parar na Piazza Città Leonina e sentar no muro onde outras pessoas também faziam a sua pausa para almoçar. Comprámos umas pizzetas e umas coca-colas e partilhámos o almoço com uns amigos muito especiais que por ali andavam! O repasto foi comprado numa roullotte ambulante (há aos pontapés por Roma), onde ficou tudo mais ou menos por 7€. Barato e delicioso!! :)

Depois de satisfeitos com o almoço, lá descemos a Via della Conciliazione até ao Castel Sant´Angelo. O nome desta fortaleza deve-se à aparição do arcanjo Miguel ao papa Gregório Magno. Erguido originalmente como mausoléu do imperador Adriano, teve variadas funções: bastião das muralhas de Aureliano, cidadela medieval e prisão e residência papal.

Lá dentro, para além de visitar as salas com exposições e os jardins, o terraço e as muralhas, ainda tivemos tempo para um café, com vista para o Tibre.

Com o fim da tarde a aproximar-se tínhamos de dar corda aos sapatos, porque ainda queríamos ir ver a Piazza Navona. Então, lá fomos, ao longo do Tibre, de mapa na mão para tentar encontrar a praça. E encontrámos! A mais bela praça barroca de Roma está repleta de animação, turistas, artistas e cafés e restaurantes. No centro, a Fontana dei Quattro Fiumi; no extremo norte, a Fontana di Nettuno e no extremo sul da praça, a Fontana del Moro.Esta praça é também uma das maiores atracções turísticas de Roma.

Como o sol já se estava a pôr no céu e o cansaço já era muito, resolvemos ir apanhar o autocarro até à estação de metro mais próxima para voltarmos ao hotel. Nessa noite, ainda fomos até ao Vaticano, aproveitar a publicidade a um restaurante e aproveitar para ver a Praça de São Pedro iluminada à noite. Dos aposentos papais via-se luz, mas o estimado Papa Bento XVI não nos veio dizer adeus à janela.. :)

No dia seguinte, a preguiça para levantar da cama já se ia fazendo sentir. Mas tínhamos de aproveitar os poucos dias que restavam e ainda havia tanta coisa a ver! Assim que abastecemos com o pequeno almoço, apanhámos o metro até Piramide.

Caio Céstio, um magistrado romano, morreu em 12 a.C. e a sua fama deriva do seu túmulo, uma imponente pirâmide revestida a mármore branco localizada na Muralha de Aureliano.

Vista a pirâmide, seguimos pela Viale Aventino até chegarmos ao Circo Massimo. No meio deste passeio, uma avenida basicamente residencial, descobrimos uma loja que nos deixou a babar na montra. Era um simples stand de motos, que vendia Vespas! E outras motos, claro.. mas principalmente as famosas Vespas! :)

Chegamos ao topo do Circo Massimo, de onde se pode avistar a grande pista onde outrora correram romanos e hoje correm também os romanos que gostam de se exercitar! A intenção era chegar até Santa Maria in Cosmedin, para visitar a célebre Bocca della Verità. Contudo, com a conversa e com o passeio, perdemos-nos  e entrámos pela Roma medieval (Campo di Fiori). Foi melhor assim, pois vimos coisas que não nos mostram nos roteiros. Apesar de isso nos ter feito ganhar uma valente dor de pernas extra! Nesse passeio, meio perdidos, ficámos a conhecer o Teatro Marcello, a Câmara Municipal de Roma, a Ara Coeli, o Campidoglio, ruas e ruelas medievais. Até que apanhámos a margem do Tibre e fomos até à Isola Tiberina. Aí pudemos tomar os melhores capuccinos que alguma vez provámos!

Encontrado, de novo, o rumo que queríamos tomar, lá encontrámos a Igreja na Piazza Bocca della Verità. Visitámos a igreja e pusemos a mão dentro da boca da verdade! E voltámos com os dedos todos! :)

Depois de almoçarmos uma pizza a taglio (na zona da Fontana di Trevi), fomos até San Giovanni Laterano. Aí pudemos ver a Basílica de San Giovanni, a primeira basílica cristã de Roma. É aqui que o Papa celebra a missa de Quinta-feira Santa e comparece à bênção anual do povo. O baldaquino gótico que se encontra no interior da basílica só pode ser usado pelo Papa para celebrar missa. É, de facto, uma das grandes basílicas romanas que não pode deixar de ser vista.

Saindo da Basílica de San Giovanni, fomos até à Scala Santa, local onde se acredita que, os 28 degraus que lá se encontram sejam os mesmos que Jesus Cristo subiu na residência de Pôncio Pilatos, durante o seu julgamento, e que teriam sido trazidos de Jerusalém por Santa Helena, mãe do imperador Constantino. Como não se podem pisar os degraus santos, estes estão cobertos por tábuas de madeira e são percorridos pelos fiéis de joelhos. No vestíbulo, há várias esculturas, incluindo o Ecce Homo, de Meli.

Quando terminámos a visita, os pés já doíam bastante e resolvemos que o dia de passeio terminava por ali. Mal sabíamos nós o que ainda nos esperava. Ao voltarmos para o metro, a estação estava fechada e as explicações da policia não eram conclusivas. Apenas nos aconselhavam a ir apanhar um autocarro ou um taxi para voltarmos ao outro lado da cidade. Conseguimos apanhar um autocarro que nos levou até Lepanto, estação que pensávamos estar aberta. Mas, quando lá chegámos, também esta estava encerrada e tivemos de ir a pé até Ottaviano. Claro está que, antes disso ainda houve paragem para lanchar. Um belo chocolate quente, um sumo de laranja e um croissant com doce!

 Satisfeitos com o docinho de boca, conseguimos entrar na estação de metro que, felizmente, só funcionava na direcção que nós usávamos para chegar ao hotel. Ao chegar ao quarto, a vontade era de ver notícias para saber o que se passava.. até que soubemos, pela Rai3 que um senhor tinha escorregado e caído na linha do metro, tendo morrido e por isso tendo originado o encerramento de várias estações. O caos em Roma em hora de ponta, foi o que foi! À noite, resolvemos jantar num restaurante perto do hotel, Lo Zio Frankie.. come-se bem e não é demasiado caro. O staff é simpático e tem uma rapariga a servir às mesas (julgámos que fosse uma das proprietárias) que fala alto como nunca ouvi ninguém falar!!

No dia seguinte, que seria o nosso último dia de visita a Roma, tínhamos pensado fazer um tour com aqueles autocarros descapotáveis, hop-on hop-off, que a maioria das capitais têm à disposição dos turistas. Assim, ficávamos a conhecer o que ainda não tínhamos visto.. pois bem, há sempre alguma coisa que nos foge dos planos. Sábado, dia 14, os grandes sindicatos italianos marcaram uma mega manifestação em Roma. Conclusão: todos os acessos ao centro da cidade estariam congestionados ou interditos e algumas (muitas) paragens desses autocarros não poderiam funcionar. Como não há nada que nos detenha (a mim e ao meu Obelix!!), depressa repensámos o que haveríamos de fazer e resolvemos fazer o gosto à vontade. Era uma ilusãozinha que queríamos cumprir em Roma: andar de Vespa. Pois bem.. descobrimos um site com a indicação que precisávamos e de manha, bem cedo, saímos em Repubblica, a caminho da Via Minimale para alugarmos uma Vespa na Bici & Baci. Foi tudo muito rápido e fácil. Por 45€, a Vespa era nossa durante 3 horas e deram-nos um mapa, com um percurso marcado pelos principais monumentos romanos para nos guiarmos.. e o resto era muita sorte e nervinho para conduzir no caótico trânsito romano!

Lá fomos, Roma-a-dentro, por caminhos nunca antes percorridos, por ruas fechadas para a manifestação, saltando muitas vezes a indicação do mapa, pois a polícia mandava-nos ir por caminhos não-turísticos, perdemos-nos algumas vezes, mas a maior parte do tempo sabiamos onde andávamos e para onde queríamos ir. Bebemos um café perto da Praça de São Pedro, andámos por Trastevere, por Gianicolo, pelo Campo di Fiori, parámos na Piazza Navona, descemos a Vittorio Emanuele, andámos pelo Quirinal e pelo Esquilino, pela movimentada Piazza Venezia, pela Piazza della Repubblica, Cavour.. enfim, o passeio durou pouco tempo, mas soube bem, divertimos-nos imenso e aproveitámos para ver algumas coisas que não tínhamos visto ainda. Sem dúvida, uma experiência a repetir!

Quando devolvemos a Vespa, fomos a pé até a Piazza della Repubblica, onde os manifestantes se aglomeravam e também tivemos oportunidade de assistir a uma concentração de antigos Fiat 500. Depois, fomos almoçar novamente junto da Fontana di Trevi, comprámos as ultimas recordações e descemos a Via del Corso, cheia de multidão. Voltámos para o hotel para ainda fazermos uma visita pelo bairro onde estávamos instalados e encontrámos um delicioso restaurante para jantar. Estava terminada a nossa passagem por Roma..

No dia seguinte, o transfer vinha cedo buscar-nos ao hotel para nos levar ao aeroporto. A vontade de deixar Roma não era muita, mas serve-nos o consolo de que lá voltaremos. A viagem de regresso a Lisboa correu dentro da normalidade. Pior foi o aterrar.. em Lisboa o tempo não estava como em Roma. O vento e a chuva fizeram desta aterragem a pior da minha vida. O avião parecia uma folha a fazer malabarismos no ar. Temi pela vida! Contudo tudo está bem quando acaba bem.. e aterrámos em segurança. Para trás ficou Itália, Roma, tudo aquilo que vimos e adorámos, como aquilo que nos faltou ver. Agradecemos as dicas da prima Carla (romana de adopção!!) que foram muito valiosas na hora de decidirmos visitar a cidade eterna. Os romanos são um povo simpático e prestável. Um pouco doidos na condução.. É certo que a cidade não está muito limpa, mas é muito vocacionada para o turismo, o que ajuda bastante. Vimos polícia por toda a parte, logo sentimos-nos sempre bastante seguros. A comida é fantástica e há preços para todas as carteiras.Contudo, o famoso ditado ‘em Roma sê romano’, não se podia encaixar melhor na vontade que o turista tem em não ser enganado. O São Pedro foi muito nosso amigo: dias de sol, sem frio e nem uma única gota de chuva! Correu tudo como planeámos, excepto uma coisa: nunca pensámos que Roma fosse uma cidade tão linda. E é por isso que queremos lá voltar com mais vontade. Ciao Roma!


3 comentários:

Deboraah13 disse...

Adorei as fotografias!!!
Belas ferias!

Piri-Piri disse...

Uiiii mais uma viagem para a tua caixinha de memórias. Q inveja que tenho mas o próximo a ir de passeio sou eu :)

Anonymous disse...

Nao gosto de estar doente, mas se nao estivesse constipada, nao tinha estado estado no sofá a ler os teus blogs :)
Depois desta maravilhosa descricao de Roma tenho de admitir que sou eu que tenho de lá ir contigo para aprender história! Ainda bem que gostaram pa me irem visitar muitas vezes!!!
Mais uma vez (e nao so por este post mas por todos os outros tambem) parabéns pelos blogs!
Até breve chego dia 20!
prima Carla