9.11.08

Ao Pedro,

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, como grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo, de repente
Hei-de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes, in 'O Operário em Construção'

3 comentários:

Ana Omelete disse...

Espero bem que lhe tenhas lido este poema em voz alta :-)

Beijinhos, para quando o nosso cafézinho, uhm? :P

MC disse...

Bem... isso é que é amor!
Eu também me sinto assim tão enamorada como tu! Viva aos nossos homens, que nos sabem fazer felizes!!

V-Skin disse...

Amo-te Princesa!