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A mostrar mensagens com a etiqueta toma lá que é para aprenderes

Há coisa mais deprimente?

Pedem-me para fazer o pino e eu faço mortais encarpados. Pedem-me para produzir mais, eu produzo milhões. Pedem-me para vestir a camisola, eu visto a camisola, as calças, a roupa interior, o casaco e o boné. Pedem-me força, eu armo-me em super-mulher. Pedem-me compreensão, eu dou uma de Madre Teresa. Recompensas? ... (ainda estão a ouvir as moscas como eu?) ... .. as recompensas vão para outros. Provavelmete tão empenhados como eu. Ou não. É triste.

Não há volta a dar, não há.

Imaginem que acreditam piamente que estão rodeados de pessoas que vos querem bem, que são vossas amigas. Não falo dos pais, irmãos e filhos, parentes, maridos ou namorados. Falo dos amigos. Daqueles com quem não temos pingo de sangue em afinidade, mas que muitas vezes fizemos mais por eles do que pela nossa avó. Falo desses, a quem pedimos conselhos, a quem contamos as nossas vidas, com quem saímos para beber uns copos e dançar, a quem emprestamos até o batom do cieiro se for preciso. Acreditem que têm, vá, uma mão cheia desses amigos, que vocês prezam e que julgam que o mesmo se passe com eles. Agora, experimentem passar por uma situação difícil, que esses amigos têm conhecimento, porque tal como fazem parte da vossa vida para as coisas boas, também fazem para as más. (certo?) Porque aquele ditado de que os amigos são para as ocasiões, é verdadeiro, não é? Parece-me que sim. E esperamos, esperamos e esperamos que alguem se manifeste, que alguém nos conforte, que alguém amigo nos demon...

pontas, pontinhas, patadas.

Muitas vezes andamos nas pontinhas dos pés para não incomodar os outros. Ou porque não queremos que acordem, ou porque temos receio que os incomode ou, simplesmente, porque não queremos que reparem que andamos por aí. Por uma questão de respeito, de receio ou de timidez, fazemos um esforço danado e uma ginástica de pernas, que muitas vezes nos trancendem. Andamos numa posição que não é segura. Podemos magoar-nos ou provocar lesões em nós permanentes. E, na maioria dos casos, como não temos preparação para tal, é tão incómodo como doloroso. É a merda de condição que muitas vezes nos impõem, para parecermos bonitos e boas pessoas. Não damos os passos certos e seguros, porque temos medo que pareçam mal. E isto aplica-se a tudo. E a todos. Quem nunca andou nas pontas dos pés, que atire a primeira pedra. E, de repente, andamos nós a tratar os outros nas palminhas e a fazer um esforço desgraçado no meio de point tendus e pliés e eis que, para nosso grande melão, os outros avançam na nossa...

nem de propósito..

.. como as palavras ditas por alguém de quem gostas, te podem magoar tanto. Como a insensibilidade que as pessoas carregam no corpo pode ser dez vezes maior que elas, mas mesmo assim, não lhes custa nada serem como são. Pior que ser uma cabra, é ser cabra insensível e egoísta. Tal como tu disseste, P., só pensa no seu umbigo.. e eu não quero amigos destes a compartilhar a nossa vida.

É para isto que os feriados servem. [eu, Isaura, me confesso..]

Ainda não são seis da tarde e eu já trabalhei 8 horas (tão bem pagas que elas vão ser!!), já fiz o almoço e adiantei o jantar, já limpei a casa de banho (paredes incluídas, que eu não brinco em serviço.) e mudei a disposição do quarto da mini madame. Já me lambuzei com duas torradas de pão brioche e manteiga e bebi uma caneca de café. Já aspirei e arejei os tapetes. E limpei o pó. Estou aqui que mais pareço uma zombie que abusou dos speeds (incoerência?) e não tarda afundo no sofá e só volto a mim quando me abanarem com muita força. Ou quando o despertador tocar amanhã de madrugada..