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A mostrar mensagens com a etiqueta not so good days

this day sucks.

O meu local de trabalho está como nunca imaginei que estivesse. Em estado de sítio. As coisas, os lugares, as paredes, as pessoas, tudo num virote, numa reviravolta como nunca imaginei que fosse possível. Nos rostos a expressão de preocupação, nos actos a atitude de quem tem sete mil novecentas e quarenta e sete coisas para fazer ao mesmo tempo e já não tem tempo para nada. O nervoso e a cautela de mão dada. E a preocupção, sempre a preocupação. Uma colega dizia-me quando chegou: «Sinto-me como se deveriam sentir os bombeiros que foram acudir nos escombros do world trade center.» E não poderia ter dado melhor exemplo. Quantas vezes, chateada com tudo aquilo, saturada de trabalho, refilei e praguejei contra aquele lugar, desejando que tudo fosse pelos ares.. retiro tudo o que disse. Realmente, não sabia o que dizia. {not so good news}

Não há volta a dar, não há.

Imaginem que acreditam piamente que estão rodeados de pessoas que vos querem bem, que são vossas amigas. Não falo dos pais, irmãos e filhos, parentes, maridos ou namorados. Falo dos amigos. Daqueles com quem não temos pingo de sangue em afinidade, mas que muitas vezes fizemos mais por eles do que pela nossa avó. Falo desses, a quem pedimos conselhos, a quem contamos as nossas vidas, com quem saímos para beber uns copos e dançar, a quem emprestamos até o batom do cieiro se for preciso. Acreditem que têm, vá, uma mão cheia desses amigos, que vocês prezam e que julgam que o mesmo se passe com eles. Agora, experimentem passar por uma situação difícil, que esses amigos têm conhecimento, porque tal como fazem parte da vossa vida para as coisas boas, também fazem para as más. (certo?) Porque aquele ditado de que os amigos são para as ocasiões, é verdadeiro, não é? Parece-me que sim. E esperamos, esperamos e esperamos que alguem se manifeste, que alguém nos conforte, que alguém amigo nos demon...

...

A história repete-se, tal como em Dezembro. Dizer assim até parece uma brutidade, mas é a realidade. Por dentro estou um farrapo, embora tenha de manter um sorriso, porque a minha pequena princesa ainda não percebe estas coisas. Abortei. E dói. Muito. Não vale a pena perguntar porque a mim, porque é que me acontece se queremos tanto, porque é que não corre bem.. nenhuma dessas perguntas têm resposta. Simplesmente aconteceu. Assim, sem explicação ou sem ter acontecido algo que levasse a isso. E assim ficamos, tristes sem uma resposta, sem uma culpa e sem nada.. esperando que estes dias passem o mais depressa possível.

nem de propósito..

.. como as palavras ditas por alguém de quem gostas, te podem magoar tanto. Como a insensibilidade que as pessoas carregam no corpo pode ser dez vezes maior que elas, mas mesmo assim, não lhes custa nada serem como são. Pior que ser uma cabra, é ser cabra insensível e egoísta. Tal como tu disseste, P., só pensa no seu umbigo.. e eu não quero amigos destes a compartilhar a nossa vida.

vinte e cinco. hoje.

Há quatro meses que aquilo que deverias ser não quis tornar-se um ser. Há quatro meses que te perdi, naquele que foi o dia de natal mais infeliz de sempre. Hoje, por aqui, celebra-se o vinte e cinco da liberdade. Eu choro por dentro, por não me ter sido dada a oportunidade de ter-te. Anjo tão meu. * *as flores, para mim, hoje estão murchas.

oh, l'incompétent..

.. fazem-me sentir como a Cruella. Nutrem em mim sentimentos de pura crueldade. Apetece-me cortar-lhes o pescoço ou desfazer-lhes as rótulas. Os incompetentes. Os atrasados mentais que julgam que, lá por poderem mandar, mandam de chicote na mão e prepotência na ponta da língua. Os anormais dos incompetentes, que de braços cruzados, se acham no direito de desdenhar os esforços alheios. Só porque estão na posição superior, os ignóbeis que carecem das condições exigidas para poderem ser considerados como tal, superiores, levam-me ao descontrolo emocional. Atinjo o máximo grau da agitação do ânimo irado. Torno-me uma mulher desgrenhada. E num ímpeto de cólera, de raiva, sou bem capaz de ter um ataque de loucura furiosa. Não se metam comigo, se faz favor. Fujam. E não me venham dizer que faço tempestades em copos d'água.

ainda sobre o japão..

os 11 de Março

Em 2004, Madrid vivia momentos de terror e dura amargura e pesar. 191 mortos e 1858 feridos. Em 2011, o Japão chora as centenas de mortos e desaparecidos. Os 11 de Março não têm sido meigos. Creio que o sentimento é geral.. pena, solidariedade e medo que nos possa acontecer a nós.