25.2.14

Há uns anos boicotei as bebidas com gás, refrigerantes entenda-se. A resolução funcionou na perfeição, uma vez que muitos dos quilinhos que tinha a mais, se foram como que por magia. Meti na cabeça que nunca mais cometia o mesmo erro, o de sentir o borbulhar doce de uma coca-cola, ou de me refrescar com um sumol de laranja ao jantar.
Este jejum ao gaseificado durou o seu tempo, para terminar em desgraça há coisa de duas semanas. Tudo começou com uma ida à churrasqueira. O marido sugeriu, uma seven-up fresquinha com o frango assado. Lembrei-me que era só o meu refrigerante preferido. Cedi. Marchou um litro e meio enquanto o outro esfrega um olho. Passados uns dias, bebi mais. Há duas semanas que quase todos os dias bebo uma seven-up.
Está provado: um viciado tem sempre recaídas. Ou me ponho a pau, ou os quilos que se foram qualquer dia me batem à porta e se instalam de armas e bagagens na cintura, nas ancas, no rabiosque. Ou me mentalizo que aquela porcaria sabe bem mas faz mal, ou então estou desgraçada.
Rehab comigo já.

Das boas [e maravilhosas] descobertas.



Obrigada A Secretária "Encantada"!! =)

24.2.14

Era menina para comprar um de cada. Encher a minha sala com todos eles. Acabar por lhe pôr muitas almofadas, cheias de cores e padrões. O enfadonho mono preto que tenho a servir de sofá está uma lástima [mães deste mundo, levantem as mãos se estão comigo!], vitima de pés de crianças, saltos e muitas horas de brincadeiras lá em cima.
O senhor marido tinha um treco se eu lhe dissesse que queria trocar de sofá. Pior: tinha um treco se eu lhe dissesse que queria um arco-íris destes na minha sala.
Mas, convenhamos, são uma perdição, uma tentação. A mim, enchem-me as medidas!
Não tenho tido muito tempo para me dedicar ao meu cantinho, é verdade. Um dia imaginei que poderia vir a ser uma blogger à séria.. enganei-me. O atropelo dos dias, muitas vezes, faz com que seja impossível aqui vir. E, a maior parte das vezes, nem se trata de não ter sobre o que escrever. Tempo. Preciso de tempo. Mais tempo.

18.2.14

#winter look

O ano passado, a minha mãe ofereceu-me um colete muito parecido com este, comprado na Primark. Ao principio não lhe achei muita piada. Sempre o fui conjugando com pretos. Hoje, encontrei um novo rumo para lhe dar. Amei!

Aqui tão perto e tão longe.

Há momentos em que acho que és uma espécie de ouriço caixeiro. De vez em quando [mais vezes do que gostaria] faço-te a mala, meia-dúzia de camisas engomadas, as gravatas e as calças de fato e fazes-te à estrada. O trabalho assim o obriga.
Não me queixo porque sei que é a obrigação de quem recebe o pão para a nossa boca. Mas reclamo, por dentro, aos gritos, o peso da tua ausência e as voltas que a nossa vida dá, de cada vez que tens de ir.
Hoje estás, mais uma vez, longe. São só uns dias, passa rápido, vais e vens depressa. Mas estás longe. Tão perto que até irrita, mas tão longe que me consome.
.. e esta casa, silenciosa demais.

15.2.14

seven


Há sete anos escrevia pela primeira vez neste canto. Para trás ficaram blogs deitados ao abandono, que não faziam sentido, que não me diziam nada, que não me identificavam. Este sobreviveu, tendo em conta que nem uma planta eu consigo fazer com que viva, para mim é um grande feito não deixar morrer um blog. Não só sobreviveu, como também cresceu, amadureceu, sofreu mutações, alterações. Foram sete anos de histórias, medos, alegrias, incertezas. Foram sete anos de mim. Dizem que qualquer relação treme ao fim de sete anos, que se aguenta é para a vida toda. Ultrapassamos a barreira dos sete e eu quero muito continuar a ter muito que contar aqui.
Obrigada por não terem deixado morrer o Sweet. Obrigada pelas amizades que fiz, pelas pessoas boas com quem me cruzei, pelas vossas palavras, pelas vossas histórias, pela partilha. Muito, muito obrigada! ♥

11.2.14

moto style

moto

Eu casei com um motard. Este gosto foi-me quase imposto. Mas foi um gosto que depressa me apaixonou. Só ando de mota com o meu marido [o melhor condutor que conheço] e sempre me senti segura. Não vejo a hora de o ver outra vez, como uma criança feliz, com o seu brinquedo de duas rodas. Não vejo a hora de me sentir livre, ao sabor do vento, puxada por essa força bruta que é a paixão pelas motas. Um dia, tenho a certeza, teremos uma bichinha nova.

10.2.14

kitchen moods #i♥itall



Hoje faz 14 anos. Há tanto de ti e dos teus ensinamentos em mim.. muito mais do que eu poderia alguma vez imaginar. Dizem que herdei a tua veia doce, o teu talento para criar. Eu ainda acho isso um exagero, mas sabe-me bem ouvi-lo, porque muito mais do que fazer-me bem ao ego, é um elogio muito grande poder ser um pouco comparada a ti.
Gostava de ter herdado também o verde dos teus olhos. Fiquei com um pouco deles quando muda o tempo, ou quando vou à praia. Mas os teus eram imensamente verdes. E gostava de ter herdado tantas outras coisas de ti. Coisas que nem nas tuas filhas eu vejo, porque também elas não herdaram.
Sei que estás onde pertences e sei que estás em paz. E sei que um dia nos reencontraremos num abraço. Enquanto esse dia não chega, olha aí de cima por nós. Minha Alicita, minha avozinha..

7.2.14

room



Um dia destes vamos ter uma dor de cabeça cá em casa. Sem nos querermos ainda desfazer do nosso pseudo-escritório e atendendo aos pedidos da mais velha, vamos ter que pensar num quarto para dois. Para ele e para ela. Já é bonito só de imaginar, nem quero pensar quando a festa se fizer entre quatro paredes. Nós a querermos silêncio e eles na galhofa.
Não sei também quanto tempo durará esta algazarra. Não a estou a ver aí com os seus doze anos a querer aturar um miúdo de seis, a desarrumar tudo, a fazer porcarias e a entrar pelo mundo dela a dentro. A única coisa que sei é que vai ser bom enquanto durar. Vê-los juntos na sua cumplicidade é uma alegria enorme. O sonho que qualquer mãe tem.

# dream a dream of another me




Se eu fosse outra pessoa, certamente estaria a viver em Nova Iorque. Seria uma dessas solteiras com gatos, que andam de bicicleta, vão ao cinema ver filmes de amor, bebem litros de café e comem comida chinesa do take-away. Provavelmente seria ruiva, alta e esguia; teria um estilo indie, mas de vez em quando calçaria uns saltos altos e vestiria um vestido bonito. Estaria a trabalhar numa grande empresa, a fazer sabe-se lá o quê, mas muito provavelmente ligado à literatura ou ao jornalismo. Teria um blog, saía uma vez por semana a um bar cool, ia jantar fora com as amigas, lavava a roupa numa dessas lavandarias partilhadas, ia correr para o central park, comia um pretzel todas as manhãs.
E morava num daqueles bairros de cortar a respiração, com prédios vitorianos e árvores no passeio. E a minha casa seria a da Carrie, com um closet só para mim e uma chaise-long para os gatos.

6.2.14

O meu piolho mais pequeno tem uma adoração pelo Mickey. Chama-lhe Quiqui e vibra muito, mas mesmo muito com o simpático ratinho. Tudo pára se o seu Quiqui aparece na tv, ele ri e bate palmas. E eu fico rendida de tanta baba que me escorre. O meu pequeno é feliz. ♥

À Procura de Alice

A Alice tem 7 anos e é uma menina linda. Os pais estavam separados, ela vivia com a mãe e era muito feliz. Contudo, de um momento para o outro, a sua vida mudou. Foi de férias com o pai e nunca mais voltou.
A vida da mãe da Alice nunca mais foi a mesma também.

Como mãe, esta história parte-me o coração. Aquilo que vos peço é que se puderem divulgar esta página Find Alice , se puderem fazer um post nos vossos blogs sobre a Alice, se puderem publicar este vídeo, se puderem partilhar estas fotografias:

Quem sabe se alguém conhece estas duas pessoas que levaram a Alice. Alguém em Portugal, no Brasil, por essa Europa fora?
Não custa nada divulgar. Obrigada!


Dias frios combinam com doces quentes. Um bom chocolate, uma fatia de bolo, uma tarte de leite condensado.. panquecas. Estas aqui são panquecas de maçã. Tenho uma vontade enorme de me pôr a caminho da cozinha e arregaçar as mangas, bater ovos e farinha e lambuzar-me com umas dez iguais a estas. Talvez na hora do lanche, talvez no fim de semana, quando todos estivermos em casa.
A receita? Aqui, neste vídeo tentador.

este post é sobre o amor e uma pessoa muito especial.

Uma das maiores certezas que tenho na vida é esta: tenho um super-homem ao meu lado. Não é por ser o meu marido, porque até podíamos nem sequer ser casados, que eu teria exactamente a mesma opinião sobre ele.
Tem uma catrefada de defeitos, como qualquer ser humano. Mas as qualidades.. superam qualquer expectativa que se tenha do bom; apagam qualquer efeito negativo que um defeito possa ter; fazem dele um homem tão especial como único.
Hoje não é nenhum dia especial, não é uma data importante. Este post não é para comemorar nenhum evento na nossa vida. Este post é para recordar que grandes amores existem, que grandes e boas pessoas ainda lutam juntas, é para eternizar com palavras que ainda acredito no amor e na força que este tem. E que, no dia em que deixar de acreditar, certamente a minha alma terá morrido, porque um sentimento assim vai connosco para além da vida.
O meu marido, o meu homem, o meu eterno namorado e melhor amigo é um homem normal, comum a tantos outros homens neste mundo fora. O que o torna especial é o seu coração, a sua entrega, a sua bondade. E a força que me dá, todos os dias, para seguir em frente. E a forma como luta para nos proporcionar uma vida melhor, dias felizes, conforto e paz. A sua entrega e paixão enquanto pai, a sua determinação e coragem enquanto chefe desta família, a sua bondade e disponibilidade enquanto amigo, a sua protecção enquanto companheiro.
Dê a vida as voltas que der, estará sempre comigo.
Obrigada marido. ♥


4.2.14

Um lema para Fevereiro.


Fevereiro chegou com a força toda. Ou como se costuma dizer por aí, veio com fé! Ainda mal me tinha despedido de Janeiro (eu avisei que os meses passam a correr!), mal ponho o pé no mês dois, toma lá o puto com mais duas otites. Como se isso não fosse muito, toma lá uma bronquiolite aguda também no miúdo. E ainda não tínhamos chegado ao dia 3. Dia três, miúda constipada, com dores de garganta e a minha otite que não dá sinais de melhoras. Dia quatro, ainda aqui estamos em casa, os três de molho.
O único que se salva é o marido, que coitado, não tem outro remédio senão andar trabalho-casa-farmácia-supermercado-casa-trabalho.
E eu cheia de coisas para fazer, cheia de planos para cumprir. Dizem que fazê-los antes de saber se os podemos concretizar, não dá muito resultado. Dizem também (e eu atesto) que, quem tem crianças pequenas, o mais longe que pode ir no futuro é planear o que vai ser o jantar. Nada mais certo!