30.11.13

that's a kind of crush.


Todas dos Keane. Uma das minhas bandas preferidas. [Todas] estas espetaculares.


Relembrando a Gratidão.

Na semana do dia de acção de graças, a Foot Locker's criou a Week of Greatness. A equipa de publicidade encarregue de assinalar esse evento teve uma ideia genial. O vídeo já foi visto por milhões no youtube e mostra o Tyson a devolver a orelha ao Holyfield (a tal que ele arrancou à dentada à 16 anos atrás), seguido de um amistoso abraço. Gosto de ver publicidade criativa com mensagens de amor e paz. O mundo precisa disto. Aliás, o mundo precisa disto!

manhã no mercado

Quando era pequena ia muitas vezes com o meu avô. Gostava de entrar pela zona das frutas e das hortaliças. Gostava de cheirar as flores frescas, em grandes alguidares de plástico cheios de agua até cima. Adorava enterrar as mãos nas cestas com feijão e grão secos e fazê-los escorrer pelos dedos. Gostava do cheiro a alpiste e de ir mexer nas pás e nos copos de medidas. Fingia um pouco que trabalhava ali e estava a atender clientes. Não era muito amiga de ir ver o peixe, embora adorasse as bancas com gambas e camarão, tocar-lhes nos bigodes, sentir o cheiro da cozedura.
Ainda hoje guardo essa memória olfactiva da minha infância. Tenho saudades desses tempos, de quando o meu avô me dava uma moeda e eu ia comprar um bolo de arroz à senhora que os vendia à porta, guardados numa cesta de palha. Ou de quando me mandavam ir comprar pão à praça e eu trazia um caracol com açúcar e canela com as moedas do troco.

Esta manhã voltei ao mercado. Não o da minha terra, mas da terra que escolhi para viver. É tudo tão bom, tão genuíno e natural. As frutas parecem acabadas de colher; o peixe parece que veio directamente do mar. Recordei que era isto mesmo que eu pensava que acontecia, sem sequer saber que existiam lotas e fornecedores e todo um processo que envolve o caminho do produto à banca do mercado.

Quero que os meus filhos sintam também este cheiro, que o conheçam e o recordem um dia mais tarde. Que não saibam só o que é o corredor impessoal do hipermercado. Que ouçam as mulheres apregoar, que conheçam as caras de quem tem uma vida sofrida para vender fresco e ganhar a o pão-prá-boca, que conheçam as frutas feias que o grande comércio não exibe nas suas prateleiras mas que são quase sempre as mais doces, as melhores.

Quero voltar ao mercado sempre que puder. Mais que não seja para revisitar o mercado da minha infância, das minhas memórias. Aquele em que eu via o mundo a meio-metro do chão e ainda acreditava que os meus dias iam ser sempre assim.








29.11.13

''Stay Together''

Duas mulheres grávidas, que sabem que o seu bebé vai nascer sem um braço, conhecem-se através da Internet e trocam emails sobre as suas experiências. Anos mais tarde, esses bebés (duas meninas) encontram-se novamente no mundo virtual e comunicam via Skype durante anos. Moram a milhares de quilómetros de distância. Nunca se conheceram pessoalmente e são as melhores amigas. Até que o Skype resolveu juntá-las. As imagens desse encontro falam por si. 

Pessoas que [me] Inspiram

Há pessoas bonitas. E há aquelas que o são por dentro e por fora. E a D.* é uma dessas pessoas.
O destino tem destas coisas e porque o mundo é um lugar pequenino, uma amiga em comum fez a ponte que nos une. A quilómetros de distância são as linhas que nos unem. E do nada, surge uma amizade, daquelas inesperadas, que são as que dão mais cor e alegria às nossas vidas.
Dona de uma beleza exótica, de um sorriso irresistível, de uma doçura inegualável, a D. tem um coração enorme, bom (daqueles que já vão sendo raros por aí). Quem a lê percebe isso logo ao fim da primeira linha. A sensibilidade e o carinho que deposita nas suas palavras preenchem qualquer espaço vazio.
Há pessoas que nos inspiram. Ela é uma delas. Não é só porque está longe, em terras de sua majestade, a lutar contra as saudades de quem está deste lado de cá. É por isso e por muito mais. É porque me ensina que a força de vontade é sobrenatural quando nos propomos a encarar a vida; porque me ensina o que é ser uma mulher de força, determinada, confiante; porque me mostra que é muito fácil dar sem receber; me encoraja a superar as dificuldades com um sorriso e uma palavra amiga; e porque se orgulha de quem é, de onde veio e sabe exactamente o que quer. Leio-a e fico com a sensação de aconchego, de mimo, de carinho recebido. E mesmo nunca tendo estado pele-na-pele com ela (falta pouco, eu sei) parece que já estivemos juntas milhões de vezes.
Há pessoas que me inspiram. A D. é uma delas. Obrigada por seres um ser humano excepcional, uma super-mãe, uma mulher lindíssima, uma amiga verdadeira. E obrigada, principalmente, por me deixares fazer parte da tua vida. Gosto de ti. Muito! [e como tu terminas sempre: xi ♥]

*A D. é autora do blog Ombemua-Saoirse.
Ontem tive que fazer um bolo-relâmpago. O jantar de aniversário cá em casa sem vela para soprar estava fora de questão. Abri o frigorífico e a porta da despensa. Tinha quase todos os ingredientes habituais. [Quase.] Olhei pela janela da cozinha: estava a escurecer e soprava um vento frio de cortar à faca. Imaginei o cenário caótico do supermercado em hora de ponta; vi na minha mente a imagem dantesca de ter que embrulhar os miúdos em casacos, kispos, gorros e luvas e eu própria, e mala, e chaves, e pequeno ao colo e compras na mão. E pensei: nãaa. Isto hoje vai numa de pastelaria experimental. 
Só vos digo uma coisa - estão à espera que conte o brilharete que fiz e de como sou uma doceira exímia? - nunca mais me armo em Nigella a (re)inventar receitas. Do bolo só se safou a decoração (arranjada em cima do joelho) e a ganache de chocolate (essa sim ma-ra-vi-lho-sa). Tudo o resto, que é só o mais importante, textura, sabor, qualidade foi uma vergonhosa tentativa de fazer um bolo.
Sim, também tenho destes dias. Noventa e nove por cento das vezes a coisa corre bem. Ontem foi um dia negro para a pasteleira de serviço. E perguntam vocês: o que é que fiz de errado? Duas coisas simples: usei manteiga sem sal e um chocolate em pó de marca desconhecida. Só. Foi o que bastou para me sair um bolo-furado. 

28.11.13

Dress Code: casual


Era menina para me enfiar nestas peças todas. As cores, os modelos, o padrão, os tecidos, os acessórios: gosto de tudo. Especialmente da mala (ando a namorar uma destas há imenso tempo e ainda não a encontrei na cor certa!).

O melhor do meu dia

O orgulho que qualquer mãe sente.


Todas do Ben Howard. Perfeitas.

Dar graças.

Hoje eu sou uma agradecida por tudo o que tenho. Agradeço a Deus (ao acaso, ao cosmos, aos tiros de sorte também) a minha família, os meus amigos, a minha casa, o meu trabalho e os meus projectos; agradeço o facto de todos termos saúde, a comidinha na mesa, o carro à porta de casa. Agradeço pelas oportunidades, pelas descobertas, pelos sonhos cumpridos. Agradeço hoje (especialmente) e todos os dias.
Às vezes pareço uma velha resmungona, reclamo de muita coisa, mas lá bem no fundo, eu sempre sei que sou uma favorecida. Que a vida que tenho [não necessariamente a que gostaria de ter] faz-me ser uma pessoa feliz e em paz. 
Hoje, milhões de pessoas se reúnem com os seus para dar graças. Acho esta, a mais bonita tradição que vem da terra do tio Sam. É um dia de amor, de comunhão, de partilha, de sorrisos.
Hoje, eu olho à minha volta e só tenho de agradecer. Vivo em amor. Vivo feliz.

27.11.13

Porquê andar quando pode dançar?

Iniciativas destas precisam-se. Cada vez mais. São um bom motor de arranque para a boa disposição e para o bem-estar geral. Nem que seja por uns minutos. Sim, eu dançaria!, até porque é uma das coisas que mais adoro fazer.

o melhor do meu dia

[Ontem]

Os primeiros passos do Manel. :)

Dias a correr.

Hoje, entre formações e obrigações e deveres a cumprir, o dia vai ser passado a correr. Já aqui o disse: não gosto que as coisas se descontrolem e que os planos se desviem. Embora esteja tudo alinhavado e pensado para dar certo, passar o dia em atropelos para cumprir horários não me agrada. Gosto das calmas, dos timings certos, de poder dar o meu melhor a tudo o que abraço. E hoje sai o plano furado. É tudo a correr, com tempo marcado.
Ao fim do dia, quando regressar a casa e entrar no meu mundo, respiro de alivio e descanso.



26.11.13

Daqui a um mês certinho, faço anos.

wishlist

1. a mala (mais uma para as minhas delicias)
2. o blusão da esquerda (estou a precisar de um blusão deste género)
3. uns botins cinzentos (porque sim e porque mereço, não?)
4. uma das pochetes (ou todas) porque não tenho nenhuma.

Today the dinner is..


Sim, leram bem. Brioche com doce. Talvez vá mais longe e faça dele uma tosta com fiambre de peru. Regados com chá quente. Isto, só para mim, claro. Que os lambões de serviço não se contentam com uma simples tosta e chá. Para eles há outro repasto.
Os excessos que tenho cometido estes dias, que me tenho refastelado com fritos e gorduras, já se fazem sentir. E eu quero uma noite de sono descansado. Logo, vou dar um mimo ao meu estômago. Não é o melhor e o mais saudável dos jantares. Mas é saboroso. Vão por mim.


 - Mamã.. Eles não me deixam jogar à bola com eles! O Salvador até me disse 'pira-te daqui!' e eu chorei, mamã. Eu queria mesmo jogar com eles, correr e marcar golos e eles não me deixam! Estou farta de ser sempre o árbitro ou o apanha-bolas. Isso é uma seca!

Primeiro controlei o riso. Imaginei-a a fazer de árbitro ou de apanha-bolas e delirei com a imagem. A minha pinta calçuda deve ser tão mázinha no futebol que os outros, os rapazes, não a deixam jogar. Eu percebo o lado deles. Ter ali uma menina (ainda que destemida, que eu sei que ela é) a atrapalhar não é nada fixe. Mas eu não lhe podia dizer isto, que concordava com eles, que ela não tem o mínimo jeito para o futebol. Não podia porque ela ia ficar muito zangada comigo. Então, com muita calma, lá lhe expliquei que era muito importante ser o árbitro. O árbitro é o dono do jogo, anda ali a ver se todos jogam como deve ser. E tem poderes: se um menino se porta mal a jogar à bola, o árbitro apita, mostra o cartão vermelho e expulsa-o do jogo. Logo, ser o árbitro é muito fixe.

- Boa mamã! Obrigada! Amanhã vou querer ser o árbitro, vou expulsar o Salvador do jogo e depois fico no lugar dele para marcar golos.

E pronto. Não tenho que ter receios. A minha filha é uma estratega de primeira. Prevejo um futuro brilhante!

Kid's inspiration

Quem tem miúdos sabe que esta loja nunca decepciona. As cores, os modelos, os detalhes, tudo nos enche o olho. E tudo lhes fica bem. O que torna difícil, na hora de escolher, trazer só uma ou duas coisas. Desde que a Mariana nasceu que tenho uma espécie de fetiche com esta marca. E tem sido muito fácil dar asas ao meu desejo de a ver toda pimpona e vaidosa. Infelizmente não podemos trazer tudo, mas aqui fica uma amostra da colecção Outono/Inverno 2013. Num vídeo amoroso, cheio de caras larocas! Du Pareil au Même. :)

25.11.13


Já sentiste o sabor do vento numa praia de inverno? Já escutaste o som das ondas ao sabor do mar embravecido? Quando o frio da areia nos toca a pele e faz tremer, lembrando o sabor quente de meses passados.. Ouvir as gaivotas nos seus voos descompensados, o cheiro da maresia, o toque salgado que deixa nos cabelos. 
Estas e outras maravilhas, de viver perto do mar e poder lá voltar sempre que o desejo nos pede.

i ♥ this.

A capacidade de ter calma e de esperar. A boa onda que nos dá, a paz, o bem-estar interior. Está tudo lá.
É para ouvir em repeat. E aumentar o volume, recomenda-se. Diz quem sabe que ficamos com um sorriso nos lábios.
Follow the Sun. Xavier Rudd

*recomeços

A semana começa, mais uma vez, no atropelo de todas as coisas que temos que fazer e que não se fazem sozinhas. Os nossos dias são uma correria. Acordar cedo, obrigações, estar a horas, almoços e jantares, roupa lavada, o trabalho, os miúdos, as compras, deitar cedo, namorar. Precisava de um dia com trinta horas, acreditem. E mesmo assim não me chegaria.
Vivemos intensamente e muito concentrados em que as coisas se façam bem, que as obrigações se cumpram. Descuidamos muitas vezes o mais básico, talvez o que mais prazer nos dá. Queria ter mais tempo para aproveitar os amores da minha vida, mas é o tempo que me os tira. Resta-me recomeçar, todas as semanas, tentando que os dias sejam compridos o suficiente para estar com eles.
Boa semana. Bom recomeço.

24.11.13

Onde dormem dois, dormem três ou quatro..

A meio da noite tinhamos a mais velha especada aos pés da nossa cama, na escuridão (o que eu não dava para ver esta miúda a movimentar-se pela casa às escuras), a chamar baixinho por nós. O pai diz que não sabe como é que ainda não teve um ataque cardíaco com estas aparições nocturnas. Balbuciou qualquer coisa como 'sonho', 'descuidei-me', 'xixi' mas, não deve ter passado disso mesmo, de um sonho, porque estava completamente seca! Disse-lhe para vir para o meio de nós e ela nem retorquiu. Aterrou de imediato no meio da cama e passado meio minuto já dormia profundamente. É nestas alturas que reparamos que, por muito grande que o coração de um pai ou de uma mãe seja, será sempre inversamente proporcional ao tamanho da cama de casal. Eles dormem profundamente e os pais treinam posições de dormir dignas do cirque du soleil.
Estava bem tramada se tivesse mais um filho.

"Há festa no Palácio"


Nos próximos dias 28, 29 e 30 de Novembro vai decorrer a 4ª edição do Há Festa no Palácio, organizado pela RSA. Eles (a RSA) dizem que são um grupo de amigos todos diferentes mas, com um objectivo em comum: ajudar a melhorar o mundo. Há lá propósito mais bonito que este?
Por isso, gente da capital e arredores, gente que mesmo não sendo da capital vai lá estar por estes dias: visitem o Palácio da Foz e participem neste "Há festa no Palácio". 
Por uma boa (grande) causa!
Mais informações aqui.

kid's inspiration



    

imagens

23.11.13

Os meus filhos são o melhor do mundo.

Às vezes tento por-me na pele da dona Dolores Aveiro. O que sentirá ela, agora que a sua vida está envolta de glamour e riqueza, agora que os tempos de aflição e poucos luxos já ficaram para trás.  Olhando para o seu menino (que uma mãe olha sempre para o seu filho homem como se ele fosse um menino pequeno) e saboreando cada vitoria que ele tem, só pode mesmo encher-se de orgulho. Ter a certeza absoluta que pôs no mundo uma lenda do futebol, que gerou aquele por quem gerações futuras quererão imitar ou superar e idolatrar. O coração de uma mãe bate sempre pelos seus filhos de uma forma especial e acredito que a dona Dolores sinta explosões de alegria quando o seu Cristiano marca um golo e leva a sua equipa à vitória. 
Mas eu não sou a d. Dolores e os meus filhos não jogam futebol profissional. Contudo, o meu coração bate da mesma forma explosiva quando eles conseguem novas proezas, quando superam uma dificuldade, quando fazem algo que os alegra. O meu coração de mãe bombeia a mesma energia positiva que o de outra qualquer mãe neste planeta. A certeza de que os nossos filhos são os melhores.  Esse sentimento quase transformado em hipérbole, contudo a nossa maior certeza de que, efectivamente, o ser que fizemos nascer é o melhor do mundo. Do nosso mundo.


[Nota: O Cristiano Ronaldo pode não ser eleito o melhor do mundo pela FIFA, porque os jogos de influências e favoritismos são muito evidentes para aqueles lados. Mas para a D.Dolores, tenho a certeza, que desde o dia em que ele nasceu, que ganhou esse título. ]

O bolo.


Quem me conhece sabe que adoro fazê-los. E modéstia aparte, até me saio bastante bem na doçaria. Obviamente não poderia ser outra pessoa a fazê-lo. O bolo de aniversário da minha mãe sou eu que o faço. Dizia ela: nada de grandes coisas, nem grandes extravagâncias. Só um bolinho para soprar as velas. Really? Mãe, achas mesmo que a ocasião pede um simples bolinho? Um simples bolinho é um queque com uma vela espetada em cima. Poupem-me.
Mantendo-me fiel ao meu estilo, pensei num bolo branco, com recheio de morangos e natas e frosting de cream cheese. A decoração é vintage, como eu gosto. O sentimento é o de sempre [ou talvez a dobrar]. Quando uma pessoa ama de paixão o que faz, fá-lo com amor. Muito amor.

mãe.

Hoje é o seu aniversário. O da minha mãe. O da mulher que lutou contra as suas forças, que refez a vida, que chorou noites a fio mas, que também saboreou muitas alegrias, alcançou conquistas, redesenhou planos e vingou. À sua maneira, com os seus defeitos e as suas qualidades. Dizem que os filhos não escolhem os pais que têm. Eu, apesar dos desencontros que às vezes temos [casmurra que só eu..], não escolheria outra. A minha mãe faz anos hoje e eu quero-a para sempre na minha vida.

22.11.13

Instagramo estas coisas.

Descobri o #sitecasaaberta e fiquei maravilhada com a quantidade de fotos que as pessoas partilham dos seus espaços pessoais. E o orgulho com que mostram o que vão conseguindo com o tempo, as mudanças que vão fazendo, o móvel que vão restaurando ou a sala que acabaram de decorar. Até fiquei com vontade de me pôr a tirar fotos aqui ao meu lar-doce-lar.


É já a partir de hoje!


A partir de hoje, a Lanidor promove esta acção de beneficiência. Em troca de brinquedos em 2ª mão recebe vales LA Kids. É um gesto bonito para fazer com as crianças. E, no fim, todas ficam a ganhar. Gostei da iniciativa. :)
Há pessoas erradas nos lugares errados. É um facto. Até podem ser muito boas pessoas, mas estão para aqueles lugares como o azeite para a agua. Não ligam, não fazem sentido, turvam tudo, não adianta. Invariavelmente, essas pessoas não são escolhidas ao acaso. Estão ali, naquele lugar, àquela hora, com aquela função porque alguém ou alguma coisa os pôs lá. Seja por interesse, por intenção, por favores, pelo que seja. Mas quase nunca pelo mérito ou pela capacidade de exercer essa função.
Estou a falar de cargos, de postos, de pessoas nas suas funções profissionais e penso que já se aperceberam disso.
Quando uma pessoa não tem confiança suficiente em si e nas suas capacidades está constantemente a dar tiros nos seus próprios pés. Ou porque falha e não admite, ou porque não sabe como fazer, ou porque -simplesmente- não está capacitado ou vocacionado para exercer a sua função. Invariavelmente, esses erros, sucedem-se em catadupa, escancaram-se na testa e quem assiste, de fora, fica com a sensação de que essa pessoa está aos papéis. Inequivocamente, no lugar errado. Isto torna-se grave se quem assiste é um mero colaborador, que ao ter noção desta realidade vê a sua motivação ser deitada ao lixo num instante.

As grandes empresas de hoje, as que vingam e que produzem serviços de topo, possuem mecanismos de recrutamento excepcionais. Querem quem faz bem, quem sabe, quem é apaixonado pelo que faz. Proporcionam um ambiente de trabalho equilibrado, multi-cultural, dinâmico, comunicativo. A imagem do chefe ditador é repudiada. As metodologias de repressão e egocentrismo estão, há muito, postas de parte. Não funcionam, não fazem uma empresa crescer, não motivam os seus colaboradores. Por isso, grandes empresas, que apostam nas pessoas certas para os lugares certos, somam conquistas diariamente, crescem, enriquecem, proporcionam-nos serviços de qualidade. E não basta ter só uma grande ideia, é preciso a pessoa certa para a pôr em prática.
Espanta-me que a grande maioria das grandes empresas ainda não tenha aprendido esta lição. Por muito grande que uma organização seja, é sempre possível adaptar estes modelos que traduzem inovação, futuro, reconhecimento por quem veste a camisola. Muitas vezes, no nosso dia-a-dia, deparamos-nos com profissionais de mentalidade retrógrada, insolentes, arrogantes, petulantes; com chefias ditadoras, que tomam atitudes soberanas, discriminadoras. Na maior parte dessas vezes, os erros mais crassos partem dessas pessoas, da atitude dessas pessoas, da forma como lidam, gerem, lideram as suas equipas. Contra toda uma cultura de motivação e liderança positiva que deveria ser implementada e que, as empresas a sério, já o fazem há muito.

As pessoas erradas nos lugares errados vão continuar a proliferar, bem sei. Enquanto uma revolta de mentalidade não se operar no seio das pessoas que gerem as empresas, o caminho será sempre o mais patético: o de que só os lucros interessam. A burrice e a tacanhice de algumas mentes ainda não os deixou ver o que a abertura de espírito e de ideias já fez por empresas a sério: os lucros interessam, mas se quem os produz estiver motivado, esses lucros serão dez vezes maiores. É uma questão de crescimento e evolução. Tanto de postura como de mentalidade.

21.11.13

#making friends

Se tudo na vida se resumisse nisto: perder uns minutos, sentados numa piscina de bolas, à conversa com um desconhecido e no fim fazer um novo amigo. Simples, não é? Muitas vezes, andamos tão mergulhados nos nossos problemas e na rotina dos nossos dias que perdemos a simplicidade das coisas. Ou deixamos de saber como as fazer. Acostumamos-nos ao que temos ou temos vergonha de dar o primeiro passo.
Nesta iniciativa {video amoroso, por sinal!} a ideia é essa mesma: perder a timidez, perder uns minutos do nosso dia e fazer um novo amigo. Por as pessoas a conversar umas com as outras. E talvez deixemos de ser o bicho tecnológico e frio em que nos estamos a tornar.
E o mundo seria um lugar melhor. :)


motivar, motivar, motivar

O mote é este: motivação. Sem ela, quase tudo o que nos propomos a fazer ficará mal feito, sem sentido, enfadonho. E encontrar a motivação que nos leva a querer fazer mais e melhor, por vezes é um caso sério. Podendo depender de estímulos externos ou, simplesmente, da nossa vontade o que nos move é a nossa determinação, o gosto por fazer uma coisa bem feita. Sermos grandes, nem que seja só para nós próprios.
Por vezes, olhamos para os nossos superiores (ou mesmo para o lado) e não encontramos o exemplo que nos devia guiar, não encontramos a palavra de ânimo, o incentivo que nos leva a atingir um objectivo. É nessas alturas que devemos olhar para dentro de nós, encontrar a paz que necessitamos para acreditar que somos capazes, agarrar a força e a garra para concluir uma tarefa e ser bem sucedidos. É esta a determinação que devemos ter para enfrentar os nossos dias. Para tudo o que nos propomos a fazer, o que nos atrevemos a sonhar.
O primeiro passo para nos sentirmos motivados tem de partir de nós. É por nós e para nós que vivemos, que queremos vencer. Tudo o resto vem depois, com uma ou outra ajuda cósmica, com um tiro de sorte, com a pessoa certa no local certo. Se a nossa atitude for a de um perdedor, repleta de negativismo e de pensamentos destrutivos, nunca conseguiremos saborear a alegria de um projecto concluído, de um sonho alcançado, de um trabalho bem feito saído das nossas mãos. O maior inimigo do sucesso é a inércia, é o encolher de ombros, é o 'não sou capaz' ou o 'é muito dificil'. Muitas vezes temos de deitar estes pensamentos fora, arregaçar as mangas e acreditar. Porque só quem acredita consegue.
Então, a palavra de ordem é esta: motiva-te. Sonha alto, trabalha, tenta (uma e outra vez, mesmo que falhes estás a melhorar-te), experimenta, comunica, abre os teus horizontes e não te deixes ficar quieta no teu canto à espera que o melhor aconteça.
Motiva-te. Com um sorriso no rosto e a atitude certa nós somos capazes de fazer o que nos propomos.

Here we go again. Bom Dia!


Dizem que as temperaturas vão baixar (e muito). Que vamos andar por aí a bater o dente. Quando me levantei espreitei lá para fora. O céu acabado de acordar estava cinzento claro, com apontamentos mais escuros de quando em vez. Torci logo o nariz. A neblina, a humidade e o cheiro a terra molhada (não da chuva, mas do frio) lembram-me Bruxelas. Naquele rico inverno em que me deu na cabeça conhecer a capital da Europa, com um frio de rachar. A sorte -pensei eu - é que não está vento. Senão fazia logo uma revolução aqui em casa e ficávamos debaixo das mantas e dos edredons o dia todo.
Felizmente, uma caneca de café resolve os meus problemas de insanidade matinal. Há toda uma vida lá fora que tem de ser vivida - mais que não seja para pôr o dinheirinho na conta ao fim do mês. Pai e filha zarpam rumo às suas obrigações e mãe e filho ficam no conforto do lar a curar uma malvada otite.
Há folhas no chão, que crepitam à nossa passagem. Vestimos um casaco quentinho, calçamos umas botas e dizemos olá ao mundo.
Bom dia! [já te disse que não te curto, não já Outono?]

20.11.13

# o melhor do meu dia

O mini-homem passou o dia sem febre e a best-friend fez aninhos. Duas coisas distintas, mas importantes, que fizeram o melhor do meu dia.

tenho cinco coisas para vos dizer.


um filme ♥ um livro ♥ uma música ♥ uma inspiração ♥ um desafio

Bloglovin ♥

Mudanças que se avizinham deixam-me cheia de trabalhinho que fazer aqui no estaminé. Aguardem, que isto está a compor-se. :)
E já agora, clicai aqui: 

:) Obrigadinha!

Povo meu, povo meu.. também têm maridos assim como o meu?

Dizia-lhe eu:

- Estava aqui a pensar.. era giro convidar 35 amigas para a minha festa do 35° aniversário,  não era?
- Sim! Era. E vais recrutá-las onde? À Manpower?

[se eu não te amasse tanto tinhas levado com a frigideira na cabeça]

Quando estamos longe..

.. e não podemos dar aquele abraço, aquele beijo repinado; quando não podemos tocar a pele, olhar nos olhos e sentir o perfume; quando não podemos ver o sorriso, apertar as mãos e matar as saudades.
Quando estamos longe, toda essa magia desaparece. Mas nunca o sentimento de quem se gosta.
Hoje, estou longe de ti. E queria muito dar-te um abraço, dizer-te pessoalmente o quanto gosto de ti, desejar-te o melhor do mundo. Aproveitava e conhecia a pequena J. Pegava-a ao colo, enchi-a de mimos. Mas hoje estou longe. E não te posso desejar pessoalmente. Por isso, aqui fica mais um mimo para ti. Tu que és uma pessoa importante na minha vida e que vou querer que sempre me acompanhes. Para ti, minha amiga-do-coração. Passa um dia feliz!

[estou a morrer de saudades!!!]

{dream home}






Um dia, vamos poder concretizar os nossos sonhos. Ter a casa que sonhámos, ter o jardim para os míudos e quem sabe um cão ou dois. Vamos ter o alpendre, a varanda para comer no verão. A sala com vista para o nosso refúgio e a minha cozinha. Onde me vou perder ainda mais. Um dia, isto deixará de ser um sonho para ser real. Porque, uma das coisas mais bonitas desta vida é o sabor doce de um sonho concretizado.

E repito para mim mesma, cada vez que vejo estas fotos (e outras tantas) que um dia vou sentir o cheiro da tinta fresca, da madeira nova, do soalho a brilhar. Diz que se pedirmos muito forte, os sonhos realizam-se. Pois eu fecho os olhos com muita força e visualizo o futuro. Isto pertence-me.
So keep dreaming. 

19.11.13

* os 16 meses do mini-homem;
* a selecção no Mundial;
* descobrir que sou capaz de me transformar em mãe-polvo quando a situação o exige. :)

Começar este desafio hoje, fez do meu dia um dia melhor.

Mini-homem faz 16 meses.

Hoje eram quase oito da manhã quando ele adormeceu. Foi uma noite terrível, às voltas, ao colo, a choramingar e a gemer, a febre sem dar tréguas. Enfim, o cenário que mais detesto enquanto mãe.
Agora (e depois do pediatra do nosso coração já ter dado uma vista de olhos no gaiato e ter descoberto a causa - o homem é um santo!) já ali está a brincar, todo satisfeito com a mana querida. Isto, claro, depois de ter levado com o antibiótico na goela e só ter ordem de soltura de casa daqui por uns dias.

O meu mini-homem faz 16 meses. Está tão crescido que até assusta. Podia enumerar umas mil e quinhentas coisas que já faz/ou diz, mas prefiro ficar-me por esta: têm sido 16 meses maravilhosos e enriquecedores. Estamos de barriga e coração cheio. Estamos completos e felizes.
O nosso mini-homem, tão pequeno e ao mesmo tempo, tão grande para nós. Estamos felizes, portanto.

18.11.13

Há por aí mães desesperadas? Sim? Cheguem-se à frente!

O minorca está há 4 dias com febre. Já não tenho fé nem no ben-u-ron nem no ibuprofeno. A pediatra que o viu hoje na urgência diz que é uma virose (a resposta para qualquer sintoma que não seja nada de concreto). Eu preciso meeeesssmmmoo de dormir. E o puto também,  tadinho. Há alguma alma caridosa que me esteja a ler a esta hora que saiba de alguma coisa milagrosa para baixar a febre?
Vale tudo menos patas de rato e banha da cobra!
Agradecida!

Óh gente da minha terra..

.. posso ser chata e pedir um favor? Estou em fase de crescimento, preciso de alimento (mimos, muitos!) e gostava de ver crescer o fb aqui do sítio. Posso pedinchar por likes ou é assim muito piroso? Se eu pedinchar muito vocês vão lá dizer que sim senhora, gostam muito e recomendam? Não prometo giveways, nem ofertas, nem brindes, nem croquetes ou rissóis. Só prometo ser eu própria. 
Acho que já pedinchei o suficiente. :)
É aqui. Sweet My Days.

fall.



Não morro de amores por ti, mas ao menos vê se acalmas este vento frio. E eu deixo-te ficar.. Até porque adoro castanhas. E és tu que as trazes. =)

Está frio. {i hate this}

Para o comum do mortal, existem 4 estações do ano. Para mim, não. O assunto climatérico, para mim, resume-se a isto: dias bons; está um calor que não se pode; dias bons que a chuva ou o vento (ou ambos) estragam tudo; xiça, que está um frio que me gela a alma. E o xiça, que está um frio que me gela a alma chegou aqui a este cantinho onde escolhi morar.
E se há coisa que eu detesto, é isto. Para mim (que sou de extremos numas coisas, mas nestas nem por isso) o frio (não há cá muito ou pouco. é frio, ponto.) e o calor (idem) não me agradam em demasia. Sou uma pessoa amena, temperada, assim como os dias de Junho e os dias de Setembro. Sem muita roupa ou sem vontade de despir a pele. Qualquer coisa abaixo dos 18º, para mim é polar. E não adianta virem com coisas do exagero, e do havias de morar no norte, que para mim entra a 100 e puf. Se eu gostasse do frio, tinha fugido do Algarve. Se eu tolerasse graus negativos, emigrava para a Islândia. Se o calor do sol não fosse tão importante, lá nas calotas polares (suécias, noruegas e afins) a taxa de suicídio não era tão elevada.
Contudo, gosto de ver paisagens de inverno, aprecio um belo campo coberto de neve. Tudo muito lindo. Mas é coisa para me durar uns 20 minutos, vá uma meia-hora. Depois ninguém me aguenta, porque eu não me calo enquanto não entrar num abrigo quentinho, com isolamento térmico e uma bebida quente.
É isto. Sou moça para andar por uns tempo, de hoje em diante, a reclamar bastante. Da chuva, do frio, do vento e dos pés gelados.

14.11.13

(Adenda ao post anterior) Foi mesmo castigo por ser uma baldas.

A mais velha descobriu esse mega-sucesso da musica pimba de seu nome "piradinha".. juro que se oiço mais algum pi-pi-pi-ri-pi-pi-pi vou entregá-la ao vizinho por umas horas..

Deve ter sido castigo. .

Para além de ter andado o dia todo a bocejar e com imenso sono, eis que o fim da tarde chega e estes dois meus ricos filhos trazem as pilhas carregadas das escolas. E o pai que não chega (o fenómeno trânsito/hora de ponta chegou ao Algarve) para me render.. humpff..

sim, eu também me baldo (muito de vez em quando)

Hoje adormeci, mais uma vez. Podia ter saltado da cama e ter ido a voar para o trabalho. Depois, pensei que se lixe! e virei-me para o lado e voltei a adormecer. Baldei-me, portanto.
(e agora estou aqui com um sentimento de culpa a roer-me a consciência)

12.11.13

As coisas boas chegam sem avisar.


talvez tenha chegado a hora da minha estrelinha brilhar. so wish me luck.  

♪ ♫ ♪

E aqui vos deixo, as vozes que (em repeat, repeat, repeat) me vão acompanhando.

 Doja Cat. ♥ Say Lou Lou. ♥ Geographer. ♥ Milky Chance. 

O meu marido é assim uma espécie de super-homem lá para a malta do nosso centro de saúde, desde o dia em que defendeu uma médica de ser agredida por um utente enfurecido. [esse episódio de bravura fica para outro dia]
Ao ponto de eu ir lá pesar o miúdo e a nossa enfermeira me confessar que, «ai, o seu marido, a doutora está sempre a dizer que devíamos fazer um reconhecimento publico, e eu também acho».. e tudo assim muito melado, muito derretido, como se ele fosse o He-man cá do sítio. E tendo em conta que a tal doutora é uma gaiata nova e a enfermeira também, já não começo a achar muita graça ao herói.
Mas, adiante.
Estava eu, hoje de manhã, numa fila descomunal para pagar as análises que tinha ido fazer, quando o senhor meu marido entra no centro para me entregar as chaves do carro. Ora, eu já estava ali de pé (e esfomeada) há pelo menos 25 minutos. Assim que ele chega, é a minha vez de ser atendida. Quando as senhoras administrativas reparam nele, ficam logo todas sorrisinhos e disponíveis. E diz-me uma: «Então era para pagar? Tinha passado logo à frente, escusava de esperar aí na fila!»

Pois. Tá certo. Isto diz-me ela depois de ter estado 25 minutos com ar de onça a olhar para nós, a grunhir que quem não está ali para consulta tem de tirar senha e esperar na fila. Ok..

Pronto: aprendi a lição. A próxima vez que entrar naquele centro, mal ponha um pé lá dentro, abro a goela e anuncio: Cheguei! Sou a mulher do vosso-querido-salvador-das-mulheres-jovens-e-indefesas. Atendam-me já e depressa, se faz favor.

11.11.13

um lema de vida.


Mesmo que as coisas não corram como esperas, orgulha-te daquilo que és, do que fazes, do que pensas, como ages, como sentes e como lutas também. Orgulha-te de ti própria, porque serão muito poucos os que se orgulharão por ti. Aprende isso de uma vez.

ya. és mesmo um cobardolas.

és mesmo. fim de história.

7.11.13

today. (is the day)

Porque um dia tinha de ser, será hoje. Tenho tanta força como medo, tanta coragem como receio, tanta vontade como falta dela. É estranho, eu sei. Sei que darei o passo correcto, em chão firme. Não me permito (nunca mais) deitar-me por terra, partir a cara e o coração, chorar por mágoas passadas. Hoje eu sou mais forte, mais firme, mais segura de mim. Eu levantei-me (mesmo) devagar desta dor, reaprendi a dar passos sozinha, reergui-me depois da tristeza e estou pronta para caminhar mais uma vez.
Hoje eu sou uma mulher diferente, vais ver. Nem me vais reconhecer. O meu sorriso já não é tão claro, os meus olhos já não são tão inocentes, o meu coração já não é um terreno baldio deitado ao abandono. Aprendi a perdoar-me, porque sentir saudades não é mau, aprendi a amar-me tal como sou.. e principalmente, deixei de cantar a mesma canção que tu.
Hoje, será hoje. Não estranhes a minha mudança. É que tive de nascer outra vez e não foi fácil. Talvez com o tempo (e isto não é uma promessa) consiga voltar a ser um pouco do que era. Mas hoje não.
Hoje eu vou. Porque preciso de tirar de mim o peso que a tua ausência me deixou.



p.s.: quando escutei esta música pela primeira vez, belisquei-me. estava escrita e cantada para mim. todas estas palavras podiam ser para ti. e é por isso, que cada vez que a oiço, o sentimento escorre em forma de lágrima.

6.11.13


(nem sei que título dar a isto)

Tens muita graça, tens. Sabes que se passaram sete anos? Sete! Não foram semanas ou meses. Foram anos. Sete! Com que ligeireza pensas tu que agora vens, ai e tal se calhar até podemos pôr uma pedra no assunto, assim de mansinho vais-te infiltrando novamente, como se nada fosse, como se não me tivesses deixado a vida de pernas para o ar. Tens muita graça, tens..
Então e diz-me lá, óh engraçado, como é que eu explico a uma criança de sete anos (sete, sim, esses mesmos que já se passaram), que de repente, em vez de um avô tem dois. E que afinal, tu não estavas numa viagem, que afinal existes e que (agora!) queres muito conhecê-la. Como explico isto, não me explicas tu? Se calhar, o melhor mesmo é pô-la frente a frente contigo e deixar-me ver-te sofrer com as perguntas caústicas e certeiras que uma criança de sete anos pode fazer. E ver como descalças a bota.
Tens muita graça, tens.. agora já tens até coragem para bater à minha porta, se eu te mandar vir? Já tens um número de telefone se eu quiser ligar? Agora já sou a melhor de todas se te quiser de volta? Tu só podes estar a gozar comigo. Ou isso ou és completamente bipolar, doente psiquiátrico com urgência em tratamento, porque eu juro que não entendo.

Sempre ouvi dizer que "o fraco nunca pode perdoar. O perdão é um atributo dos fortes" e tento encontrar em mim a força que preciso para te perdoar. Sei que a tenho, porque o sangue (esse filho-da-mãe) fala muitas vezes mais alto. E as saudades (essas desgraçadas) apertam, apertam forte. Mas, para te perdoar é necessária mais que força. Faz-me falta a coragem e a capacidade de esquecer. Porque enquanto as lembranças doerem, vou sempre achar que não te perdoou, mesmo já te tendo perdoado.

Por isso, Deus me ajude. Queres voltar a tentar, queres conhecê-los, queres voltar a fazer parte das nossas vidas.. dá-me tempo. Dá-me espaço. Deixa-me pensar e recolher a força que necessito para esquecer que um dia disséste que não era tua filha. E quando um dia conseguir perdoar isto, vem com a graça toda que quiseres. Mas, por enquanto, por favor, não abuses. Estes sete anos, para mim, foram uma tortura séria demais para agora serem tratados com tamanha descontração.