31.8.12

Com tanto gozo por aí..

.. Eu morria de vergonha se me chamasse Vera Pereira!

26.8.12

Eu até queria vir postar coisas interessantes..

.. mas as poucas horas de sono que o pequeno ser me proporcionam, não me deixam ser intelectualmente criativa. É um dos grandes prazeres de ser mãe de um recém-nascido: olheiras até aos dedos dos pés.

25.8.12

now they rule my world. ♥

e por tudo o que aconteceu naquele dia..


Como tudo aconteceu..

Não me voltem a falar de partos induzidos, por favor. Até hoje, recordo a intensidade daquelas dores, a brutalidade das contracções, os apertões que dava na mão do marido (coitado!).
Eram 8h30' do dia 19 de Julho quando entrei no hospital. Fui directamente para a sala do Ctg. Estava tudo normal. O P. aguardava lá fora, no corredor, ansioso. A doutora, mal chegou às nove foi ter comigo. Eu, fresca e fofa, estava mais nervosa que outra coisa. Dores nem vê-las.
Quando terminou o Ctg fui observada. Colo do útero fechado e posterior. A doutora colocou-me o comprimido que iria induzir o parto. Confesso que fiquei mais tranquila, porque achava que sendo posta a soro, aquilo ia demorar uma eternidade. E ela, quem eu queria no bloco de partos, só estava disponível naquele dia. Eram por volta das dez da manha.
Depois disso, fui ter com o marido e mandei-o ir buscar a mala. Por falta de camas na enfermaria, eu ia ficar no Bloco de partos. Ele lá foi e depois lá entrei para me instalar na sala que me reservaram. Até às 13h, hora em que o marido pôde entrar para me acompanhar, não senti nada.. nem uma dorzinha que fosse. E já começava a ficar nervosa, com o facto de a indução durar horas e quiçá dias! (a minha amiga esteve dois dias a soro até entrar em trabalho de parto)
Por volta das 16h apareceu uma enfermeira para me fazer um toque. Bruta como tudo, lá me disse que o colo continuava fechado e posterior.. a boa noticia é que tinham cama para mim na enfermaria. Ia eu a sair do bloco com o marido quando encontro a minha doutora.
«Onde vais?» - disse ela. Lá lhe expliquei. E ela que não, que me queria observar novamente e mandou-me deitar-me na marquesa.
Colocou-me outro comprimido e disse: «Ainda não está como eu quero, mas vai ser hoje!»
Com isto tudo, pensei: sim, será hoje, pela madrugada a dentro, ou talvez não, porque eu nem um dedo de dilatação tenho, quanto mais dez para o rapaz nascer.. nem sabia o quão enganada estava!
Assim que me deitei na cama da enfermaria, comecei a sentir dores. Iam e vinham, ainda suaves. Ao fim de uma hora eu já não sabia o que fazer à minha vida! Eram tantas e tão intensas que eu pensava que morria ali com elas. Já desesperado, o marido chama uma enfermeira, porque eu comecei a vomitar e diz-me ela: «Sente alguma pressão?». Confesso que com as dores tão fortes, que iam e vinham em intervalos de segundos, nem sentia pressão nenhuma.. mas concentrei-me e sim, sentia alguma coisa. «Então vou examinar!»
Tal não é o meu espanto quando diz ela: «Meu Deus! são nove dedos, quase dez já! O bebé vai nascer!»
Não me perguntem como, mas de repente, tinha mais duas enfermeiras ao pé de mim, uma cadeira de rodas e fui a 'voar' até ao bloco de partos.
Quando lá entrei ainda brinquei: «Então e a epidural?!?» Qual epidural? Não há tempo para isso.. o bebé vai nascer..
«Não faça força! Nós não estamos preparadas!»
«Mas eu tenho vontade.. tenho que fazer..»
«Não faça! Não faça!» e elas preparavam tudo à pressa, punham luvas e máscaras e eu a dizer que tinha que fazer força..
Às tantas, não aguentei mais. Tenho mesmo de fazer, não consigo controlar. As perneiras (mal presas) cederam, o marido aguentou tudo com a mãos. Duas forças depois e o Manel nascia. Eram 19h20'.
No espaço de duas horas eu fui de colo fechado e posterior a dez dedos de dilatação. Com as dores mais intensas que algumas vez suportei na vida. Por pouco não nascia na enfermaria.
Foi uma aventura, até para a médica que nunca imaginou que tudo acontecesse tão rápido.
O Manuel nasceu e, para mim, é o bebé mais lindo que eu já vi.
Mas, por favor, nunca mais me voltem a falar de partos induzidos. Por favor!

8.8.12

Eu nao desapareci..

.. O bebé é que não me deixa vir aqui! Mas assim que a mãe tiver ordem de soltura, venho por a escrita em dia.