30.11.11

Não és homem para mim!

E assim? Continua a ser pimba? Ele há com cada coisa.. :)


Se a vida é ingrata?

É. Muito. A minha amiga S. está de coração desfeito, a precisar de colo e abraços, porque apesar de estarem todos bem, estas coisas não matam mas moem
S., estás no meu pensamento. E para qualquer coisa, mesmo à distância, estou aqui. A torcer por vós.

christmas song #6


Michael Buble & Shania Twain - White Christmas

O Bublé juntou-se à Shania e deu nisto. Eu confesso, é uma das minhas músicas de natal preferidas. E eu juro, que não morro, sem ter um Natal pintado de branco, com neve aos magotes, lareira, gorros e luvas, frio e os meus, juntinhos ao coração.


Pelo Direito ao Colo

Todos sabemos que existem inúmeras associações cujo lema é ajudar o próximo, seja qual for a carência. Aqui, bem perto de mim, existe o já conhecido Refúgio Aboim Ascensão, que faz um trabalho excelente com as crianças. 
Dar o que possamos dar, seja em dinheiro ou em bens, é sempre uma ajuda preciosa. E é pelas crianças.

das minhas manhãs {agora}

Não vou trabalhar. A minha condição de fazedora de bebés não me permite. O meu trabalho é agressivo e pode prejudicar-me. E a médica não quer. E eu (tenho dias|alturas|momentos) concordo com ela. Excepto quando acordamos, pela manhã. E a pequena e o pai vão para a rua. Para os seus afazeres. Ver as outras pessoas. E eu fico em casa, num tédio profundo. Limpo e volto a limpar. Arrumo de um lado, desarrumo noutro. Vou à varanda ver o céu trezentas vezes. Abro os livros que já li, faço zapping, entupo o blog de posts, consulto a astrologia e dão-me ataques de riso. E suspiro porque não falo, não tenho muito que fazer e estou aborrecida. A vida para mim, começa às três da tarde, quando vou buscar a pequena à escola e digo bom dia ao mundo.

29.11.11

christmas song #5

Train - Shake Up Christmas

Esta música foi a escolhida pela Coca-Cola, no ano passado, para anunciar mais uma quadra natalícia. Ao estilo pop também se pode reproduzir o espírito natalício. 


24 horas

Pois que a pequena mini decidiu dar uma traulitada com uma força considerável numa viga de madeira. Pois que depois de duas lágrimas derramadas, se agarrou a mim, mortinha de medo. Depois veio o nervoso.. Depois eu passo-lhe a mão pela cabeça e sinto o osso ligeiramente abaulado. Resultado? Urgências. Disse o médico que ela está fina, que se aquilo fosse grave não parava de berrar. E assim viemos para casa, sob a recomendação de olhar pela pequena vinte e quatro horas (como se não olhasse já todos os dias!) e ao mínimo vómito, mau-estar ou dor, voltar.. Pois que lá dormimos as duas na minha cama e mandámos o pai para o quarto dela (ele que adora dormir rodeado de peluches e bonecada!) e hoje não há escola para ninguém. Enfim.. do mal o menos. E a pequena salta e canta ali na sala, que não é nada com ela!

Somos Gulosos?

Pois que vem aí a Sagres Preta Chocolate! (e logo agora que eu não devo provar.. )


28.11.11

Eu encontro com cada coisa por esta blogosfera..

Eu confesso. Ainda perdi alguns dos meus preciosos minutos a tentar perceber se dali vinha alguma coisa útil. Tentativas frustradas. Nada. Nadinha. Uma mistura de 'eu sou muito boa' 'boa até demais, que o mundo não aguenta comigo', com a tentativa (conseguida essa, admito!) de postar fotos com toda a roupa de marca estupidamente cara e assessórios (idem!), fazendo jus à sua condição de fútil (porque eu gosto de chamar as coisas pelos nomes). Se eu tivesse assim tanto dinheiro para esbanjar em clutches e modelitos, também não fazia nada na vida. Mas agora, licencinha que vou ali vomitar (até porque eu agora tenho uma razão de peso para me sentir enjoada mais vezes).

Conseguiram estragar tudo.

Blháccc! Normalmente não fazem asneira, mas foram mexer com uma daquelas que mais gosto. Ficou mesmo uma autêntica melancolia.

christmas song #4

Este duo indie pop americano, She & Him, juntos desde sensivelmente 2006, tem aparecido em algumas séries de televisão e alguns filmes. (In)felizmente, o mediatismo ainda não tomou conta destes dois músicos. O último trabalho realizado é, precisamente, sobre músicas de Natal, recriando vários êxitos de antigamente, com um gosto tão indie, tão folk, tão alternativo, que é impossível não gostar!

Put@ vida.


É. Isto acontece. Em pleno século XXI. Aquilo que se espera de um bicho, porque não consegue controlar os seus actos racionalmente, acontece entre os homens e as mulheres. E não vale a pena negar: quase todos nós conhecemos ou suspeitamos que situações destas (das psicológicas às físicas) acontecem com familiares, amigos, conhecidos, vizinhos. Só que muitas vezes, não queremos ou não temos coragem para denunciar. Chamemos-lhe conformismo ou ignorância. Ou quiçá, prazer em tornar vivos os ditados populares mais retrógrados, como aquele em que entre marido e mulher não se mete a colher. O pior é que se ele (ou ela!) mete a colher, o cinto, o punho, o pontapé certeiro, a vida de uma pessoa está a ser posta em causa por causa da falta de coragem. Caramba, que vida esta. Que mundo..

(no som, Bebe com o tema 'Malo'.. dedicado a todos os idiotas|animais|bichos|doentes que maltratam as suas mulheres|filhos|seres humanos. )

50 anos.

A minha tia que, neste preciso momento está de papo pró ar em Cabo Verde, faz hoje 50 anos. Caramba! Cinquenta. Eu que nem com trinta me via - y aqui estoy! - não imaginava a hora de aquela mulher com metro e meio e mais genica no sangue que uma gaiata de quinze, chegasse ao meio século. Dito assim, parece uma catrefada de anos, imaginamos uma pessoa com lenço na cabeça e avental, rugas na cara e nas mãos. Mas não. A minha tia é moça para dançar uma noite inteira na Kadoc. E aos 50 bem vividos consegue sempre dar a volta por cima, porque não é rapariga de baixar os braços. E é isto: admiro-a e amo-a com toda a força que este corpinho tem.

coisas cá minhas..

« I always felt bad for people with emotionally distant fathers- It turns out I'm one of them. It's a miracle I didn't end up a stripper. »


(Phill, Modern Family)

pffff...

E depois de um fim de semana cheio de coisas boas (dormir, comer e passear!), eis que hoje, só tenho uma coisa a dizer:


27.11.11

Christmas Song #3


Little Drummer Boy (El tamborilero)

Cantada pelo espanhol Raphael, esta é uma das mais bonitas versões da original, criada em 1968 por Rankin Bass. 


26.11.11

Christmas song #2


Last Christmas

Uma das mais conhecidas músicas dos Wham. Ainda hoje se fazem inúmeros covers desta versão!


25.11.11

Ajudinha precisa-se!

Minhas caras amigas,

Tendo em conta que o casamento do meu cunhado se vai realizar em pleno Dezembro; tendo em conta que estou a engordar a olhos vistos, tudo culpa das incontroláveis fomes que esta gravidez me está a dar; tendo em conta que pouco ou nada de vestuário de festa tenho para vestir que se coadune com o estado do tempo em Dezembro (todas as outras pessoas normais que me convidaram para festas, casamentos e baptizados fizeram-no nos meses entre Maio e Outubro!); tendo em conta que, o facto de andar constantemente agoniada e com vómitos, me faça afastar dos centros comerciais para ver montras.. ajudem-me! Preciso de ideias para o vestuário! Sou uma moça mediana (1,65m) e no peso ideal (por enquanto 59kg).Help me!! Please!

adenda: não sou esquisita com cores! só não gosto de andar montada em sapatos com altos vertiginosos..não gosto, não.. não consigo!

Christmas Song #1


Do they know it's christmas?

Em 1984, eles cantavam assim, numa campanha de angariação de fundos para combater a fome no mundo. Tornou-se uma das grandes músicas de Natal que hoje em dia conhecemos.


falta um mês para o Natal.

Exactamente um mês. Nem mais um dia, nem menos. Uma das datas mais especiais cá em casa; uma das datas            mais especiais para mim; o dia mais esperado pela pequena amostra de gente que tenho cá em casa.
Sei que nem toda a gente sente o Natal da mesma forma, mas para mim é muito mais do que um dia de troca de prendas. Para mim, é mesa cheia, é família, é risos e cheiro de comida boa. Gosto tanto, mas tanto do Natal. 
Por isso, de hoje em diante, deixarei aqui uma música de Natal, a cada dia que cá vier. Em jeito de contagem decrescente, para que a espera se torne menos angustiosa, para que o espírito entre de vez!

24.11.11

Sua Alteza Real, qualquer dia desaparece.


Isto assusta, caramba.. a coitada parece um monte de ossos!

quando as ideias geniais se juntam com a vontade de fazer alguém feliz.

A eBay dispensa apresentações. Toda a gente sabe do que se trata. Move negócios, dinheiro, pelo mundo inteiro. E quando uma empresa, presente em todo o mundo, não contribui para um futuro mais risonho - já não digo rico e melhor, porque já acredito em utopias! - então essa empresa não vale um tostão furado. Que eu ainda sou daquelas que acredita que quem mais tem, mais deveria ajudar.. ao contrário do que muitas vezes se verifica. Mas, adiante, que isto não vem ao caso. Pois que a eBay, grande em tudo, sim senhora, vai e cria uma coisa absolutamente espectacular e inovadora, que conjuga o entretenimento com um simples acto de boa-vontade. A grande pena é que, por enquanto, esta grande ideia (conjugada) ainda só está disponível nos states.. mas, mesmo que não estejamos em Nova York ou São Francisco, sempre podemos ajudar! Tudo, aqui. Pessoas, eu adorei!

«siempre me quedará la voz suave del mar!»

parar um país inteiro?

ontem a minha filha, que tem cinco anos, dizia ' o dinheiro não se compra, ganha-se!', e deixava os pais boquiabertos, que onde raio vai esta criança buscar estas coisas.. e depois, apercebo-me que por causa de uma greve pára um país inteiro e que se uma criança de cinco anos já tem noção de que para se enriquecer temos de trabalhar, o que pensam o resto das pessoas adultas que aproveitam estes dias para estar de braços cruzados? temos um pais que está desfeito, esburacado, na rua da amargura.. e vamos deixar de produzir só com a intenção de mostrar o nosso desagrado? quando é que se apercebem que se não produzirmos, o problema vai ser nosso? e só nosso? enfim.. é o pais que temos.

das escolhas.

A minha tia parte amanhã para Cabo Verde. Cinco dias de calor e papo para o ar, a festejar o seu 50º aniversário, que bem merece.
Por outro lado, dadas as circunstâncias, acabámos de cancelar a nossa viagem a Malta. Ele há escolhas que se querem/tornam imprescindíveis.

23.11.11

Mãe.

Mais ninguém no mundo te vai amar tanto como eu. Ninguém vai precisar tanto de ti. Ninguém vai sentir tanto a tua falta como eu. Por isso, o meu desejo, neste dia, é que estejas por perto muitos e muitos anos. Parabéns mummy. eu ♥ tu.


22.11.11

embala-me com esta música.

faz de mim a mulher mais feliz do mundo.


true.

Não amamos quem queremos, como queremos e porque queremos. Amamos como podemos, e muitas vezes contra a nossa vontade, remando contra todas as marés, envoltos no mistério de uma escolha que não é feita por nós, mas por uma força que nos é superior à qual os místicos chamam destino, os cientistas chamam química e os portugueses chamam fado. 

de M.R.P. 

é isso aí. ♪


quando os dias têm sabor a lembranças, a desejos. o nosso maior triunfo é continuar o caminho que trilhámos juntos. não importa o quão difícil foi chegar até aqui. não importa as feridas que ambos tivemos que lamber no percurso. não importa quantas vezes doeu, nem quantas sangrou. importa que sarou. importa que conseguimos, quando muita gente não dava um chavo por nós. é isso, meu amor.. não sei parar de te olhar. e de te seguir. {play}

Enjoos matinais? Matinais?!?

E que tal diários?

(a minha melhor amiga está na casa de banho, é branca como a neve e chama-se sanita.)

21.11.11

A Vida Portuguesa.






Óh não querem lá ver?!?

Que agora para conseguir escrever um post, tenho que instalar o Google Chrome, porque diz que o Blogger já não é amigo do meu browser? Zangaram-se foi? Pois qualquer dia somos nós os dois. Cortamos relações, que é canja. Olha ali o Wordpress a piscar-me o olho, olha.. 

e para que conste: o google não é chrome, é cromo!

winter look

porque este blog também é um fashion victim!

sweet sounds make me happy.


tá tão giro isto, pá..

a confusão que é o amor. e a pena.

a minha amiga: Olha, tenho uma coisa que não é muito boa para te contar..
eu: o quê?
ela: a minha irmã e o L. partiram a palha a coices, como se costuma dizer..
eu: ... O QUÊ?
ela: é verdade.. ele diz que está confuso..

e assim fiquei, mais confusa do que eles. eles, os meus amigos que terminaram uma relação de quase dez anos. uma relação de cumplicidade e doçura como vi em poucos casais. ele que era um paz de alma, ela que é uma menina tão doce. nós que fomos juntos em tantas aventuras, que partilhámos tantas coisas, que andávamos a contar os dias para um casamento cheio de alegria e risos. o amor que vi tantas vezes no olhar daqueles dois. a minha amiga está a viver um pesadelo. com ele ainda não falei. e no entanto, acho que palavras são poucas nestas situações. tenho tanta pena, tanta..

começo a dar razão ao meu marido..

.. pagar 4€ por uma revista feminina e as primeiras 25 páginas serem publicidade, é dinheiro muito mal gasto!

“Se virem um camião conduzido por camionistas chiques e bem vestidos a cruzar a Europa, avisem!”

Pois parece que roubaram a colecção do Marc Jacobs. Oh pá, não se faz, quer dizer.. quem é que cabe naqueles modelitos?

wake up!



18.11.11

não é que me aborreça, mas não entendo..

o que é que leva algumas bloggers que leio a não deixarem disponíveis os comentários, se depois espetam lá com os botões de partilha?
eu até entendo que muitas e por causa de outros carnavais, não queiram que qualquer um dê um bitaite, discorde, enxova-lhe.. afinal de contas, só lê quem quer. mas também, para ser um espaço privado de opiniões, existem os blogs privados, que só acede quem nos dá na real gana.
o que ainda percebo menos é a coisinha dos botões quando não se pode deixar um comentário. o que é que é suposto uma pessoa pensar? que aquilo que se está a ler é um tratado de perfeição, que todos adoram e concordam e por isso devemos partilhá-lo com o mundo? é que nem um botãozinho de dislike aquilo têm..

Happy Pencils music video

da felicidade.


{prudência}

s. f.
 
1. Virtude que nos faz conseguir o que desejamos, evitando todos os perigos.
2. Cautela; circunspecção.; sisudez; tino.

Bom dia, alegria!




Vamos lá enfrentar a fera. Hoje o dia pode não ser longo, mas promete. Borradinha de medo, é o que é. É tão feio dizer isto publicamente, sob pena de a minha reputação se lançar na lama e de gaja normal passar a mariquinhas.. mas sou sincera. Não há poro de minha pele que não transpire medo e ansiedade. E um nó no estômago, que só quem passou por isto sabe descrever. Contudo, haja alegria.. nem tudo pode ser sempre mau. Com medo, mas valente.

17.11.11

este blog chegou onde nunca imaginei..

.. daqui para a frente, é sempre a descer.

Carlos Baute (É capaz de ser o post mais piroso de todos os tempos)

Não fosse a idade não permitir este tipo de coisas, era menina para forrar o quarto com posters deste menino e passar os dias a ouvi-lo em altos berros. Era menina para me pôr a caminho de um qualquer concerto do rapaz. ayyy... {suspiros e mais suspiros}


true

Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter conosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.

in Diário da tua Ausência
MRP. ✿ 

há pessoas que fazem coisas sensacionais.



e ao fim de três horas de pé..

.. estou com uma dor no rim esquerdo que é obra. cruzes.

i ♥ cinema

os meus favoritos, sem qualquer ordem de preferência. para rever sempre que possível, decorar todas as falas, saber de cor todos os gestos. chorar e rir, emocionar-me e sonhar, uma e outra vez..





unHate {Benetton}

Seattle Grace vs. Um qualquer hospital português

(para quem desconhece do que falo, trata-se do hospital que serve de cenário à série Grey's Anatomy - e quem não vê é uma batata podre! - e gostava de fazer aqui um pequeno reparo ao episódio 15 da temporada 7, intitulado «Golden Hour»)

Ora, andava a Meredith (que é a gaja gira que está casada com o McDreamy {suspiros}), a comandar as urgências do Seattle Grace e tudo se desenrola no espaço de uma hora. Daí o título do episódio. E é aqui que a realidade, que muitas vezes se quer escarrapachada neste tipo de séries, para dar credibilidade à coisa, foi passada com uma grande pinta para segundo plano. Senão, vejamos:
Numa hora, tratam-se os casos de um homem que entra com azia, faz dois rx's e um tac, descobrem-lhe um problema na aorta e operam de urgência, ao que ele não se safa porque já foi descoberto tarde! Num qualquer hospital português, uma hora seria a primeira de umas sete ou oito que o desgraçado teria de esperar na sala de espera, porque ninguém é atendido de urgência quando se vai queixar de azia!
Numa hora, os pais de uma criança desesperam para que um médico coloque gesso na perna do menino, que está cheio de dores, no meio de todas as outras pessoas adultas doentes. Ao menos em Portugal, existem as urgências pediátricas, onde as crianças esperam com crianças..
Numa hora, entra um bêbado com outro bêbado, sendo que o primeiro trás uma faca espetada na cabeça (!), mas vem a rir e pelo seu próprio pé, a pedir que se despachem porque quer ir assistir ao jogo. Ora, em Portugal, um cenário destes era obra para parar por completo as Urgências, ou quiçá todo o pessoal médico do hospital, que se deslocariam ao doente para dar palpites ou quanto muito só olhar! O que é inédito é que, para além de o amigo bêbado lhe ter retirado a faca sem qualquer tipo de problema, enquanto a fabulosa equipa do Seattle estava distraída e do senhor nem sequer ter ficado em observações, ao fim de uma hora lá vão eles todos contentes, para o bar mais próximo ver o jogo.
Conclusão: aquele hospital, apesar de muitas desgraças que acontecem, é um verdadeiro milagre!

atrasados! atrasados! atrasados!

se eu vos contasse o acordar cá em casa, hoje, diriam que era mentira. o pai aos berros da casa-de-banho, a dizer que já é tarde; eu com uma crise de sonite aguda, ainda a espreguiçar no vale dos lençóis; a pequena parecia que tinha super-cola 3 nos olhos e no resto do corpo, aliás, porque nem os abria, nem se mexia do quentinho da cama; o pai a berrar, enquanto fazia a barba, que já era tarde; ela a vestir-se à velocidade de uma caracoleta; eu já em ácidos, porque não gosto de tanta correria logo tão cedo; o pai a berrar enquanto dava o nó da gravata; o leite que não desce pela garganta, o pão que anda às voltas na boca, a pequena que parece que tirou o dia para gozar com isto tudo e está mais lenta que nunca; eu a dizer-lhe 'despacha-te', ela a entrar em modo aborrecida porque não percebia o porquê de tanta pressa; o pai a berrar que está muito tarde; ela insultada porque as crianças têm de comer devagar e mastigar 134 vezes a comida; eu descabelada; o pai a bater o pé e a suspirar; ela ainda choramingou; eu ainda mandei o bitaite que não havia necessidade, pai, de tanta pressa, um dia chegar atrasados, não é o fim do mundo. eram 8h40 saíram de casa. ela bem disposta, ele nem por isso. até às 09h um tem de estar na escola outro no trabalho. ainda não eram 09h ele liga a dizer que já está quase a chegar ao parque, que ela já ficou na escola. é uma alegria, tanta correria para se chegar a tempo e horas.


16.11.11

she & him

é capaz de ser o que mais repetes, quando contamos a nossa história de amor.
 ela? a simpatia em pessoa. não fosse eu, a esta hora nada disto tinha acontecido.
e é bem verdade.
naquele tempo, coitadinho do meu coração, que tinha sido maltratado.. apareces tu, armado em action man, montado na tua moto (que tanto me incomodava o sono, tudo virtudes de sermos vizinhos) e resolves meter conversa na pior altura, no pior momento, na hora mais incoveniente de todas. coitadinho de ti, nem um sorriso te dei, quase que mal falei (acho até que grunhi e blasfemei) e pensei cá para mim: és bem capaz de ser giro e tens a mania que tens piada. com sorte, não te mando para lado nenhum e provavelmente um dia destes ainda és capaz de me falar. uma mula em pessoa, era o que eu era.
e não é que me enganei? não é que me convidas para o teu aniversário, e depois para uma saída, e depois apareces lá em casa com uma caixa de bolos, e depois me levas à praia para ver o por-do-sol, e depois outra saída e um jantar. e não é que dei por mim a achar que eras areia demais para o meu camião? e não é que, quando menos esperei, já era?
hoje agradeço o facto de teres tido a força sobrenatural de me aturar.. não deve ter sido nada fácil.

perde-se logo a vontade.

Vai uma pessoa fazer umas acções de formação que a empresa exige, em plataforma virtual (que agora estamos finos e super-actualizados nestas coisas das novas tecnologias) e quase tem vontade de mandar um mail ao senhor director a perguntar se a coisa é brincadeira.
Ora bem, pedem-me o número de colaborador.
Depois uma palavra-passe.
Um email válido para notificações e afins.
Depois de tudo feito, recebo o email da plataforma a dizer que já estou apata (leram bem) a começar a formação. O soporte (mais uma vez não é gralha!) está pronto a ser utilizado. E congratulam-me por ter iniciado o processo de formação que  me permitirá desenvolverse a nível pissoal e prufissional.

Jesus.. depois de me recompor, vou tentar escrever um mail ao 'soporte' com as devidas correcções ortográficas e rezar muito para não ser despedida pelo atrevimento. É que uma pessoa perde a vontade de estudar com estas coisas.

recordar Roma.


se dava tudo para lá voltar? dava.
se não vejo a hora da C. se casar lá, para lá voltar? não vejo.
se fui muito feliz em Roma? fui.
muito feliz.

repeat, please!


É isto.

Num contexto de grande competitividade e concorrência, a atracção e retenção e desenvolvimento de talentos é crucial. Os mercados estão, cada vez mais, dominados pelos serviços, que pela sua natureza são intensivos em trabalho humano, o que cria uma procura maior de pessoas cada vez mais qualificadas e onde a gestão de recursos humanos tem um papel crucial.

Ando a contar os dias. Vou investir em mim.

15.11.11

a felicidade vem de dentro.

de casa.

{como eu gosto deste anúncio}


da tranquilidade dos dias

a noite de ontem foi um desastre. a tosse da pequena não deixou dormir ninguém, especialmente ela, que quase sufocava entre cada ataque. maldita -ite qualquer coisa que ataca as flores de estufa no inverno. o pai foi lá quinhentas vezes, tapou, destapou, pôs travesseiro, tirou travesseiro, sentou-a, deitou-a de lado. e nada. quando o despertador tocou ainda o sol não tinha nascido, foi buscá-la e trouxe-a para a nossa cama. bebeu uma caneca de leite e tomou o anti-biótico. depois sossegou. e assim ficámos as duas, num mimo matinal, até despontarem uns raios de sol pela janela. e não foi à escola, para que não viesse de lá pior do que o que está.

ficar em casa com a minha patanisca é uma das minhas coisas preferidas. ela faz brincadeiras. eu leio, viajo pela net, procuro novas coisas. ela vê televisão, faz uns trezentos disparates num quarto de hora, eu ralho trezentas vezes num quarto de hora, prometo castigos, invento histórias, limpo ranho, dou agua e resisto à chantagem emocional dela quando me pede uma barrinha de chocolate.

pediu-me as pulseiras e os colares. abriu-me a gaveta onde os guardo e experimentou todos de uma vez. quase ia caindo com o peso do pescoço. diz que quer ficar bonita para quando o pai chegar do trabalho.

enquanto está activa e de pé, tosse pouco, mas tem o nariz entupido e passa o tempo a ir ao espelho para abrir a boca e espreitar a campainha, para ver se o ranho escorre para a garganta, como lhe disse o doutor.

almoçámos esparguete com molho de tomate, nuggets e para a sobremesa um biscuit. comeu num prato grande, com talheres de crescida (na realidade, de sobremesa, mas ela cresceu prái cinco metros quando viu um garfo e uma faca). no fim, quis levantar a mesa, cravando-me logo de seguida uma barrinha de chocolate. e a força que temos de fazer para dizer não.

esta tarde vamos ver um filme. as duas, embrulhadas numa manta, no sossego do sofá. até que o pai chegue do trabalho e nos encontre quase na mesma como quando nos deixou.

oxalá fossem todos os dias assim. tranquilos.

Estamos a meio de Novembro..

.. alguém já fez compras de Natal? É que eu não.

♥-te


«Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?»
(Fernando Pessoa)

vou-vos contar um segredo.

o segredo que me mantem acordada logo pela manhã, que faz umas canecas deliciosas, que é super-limpinho e económico, silenciosa e verdadeiramente estética na bancada da cozinha.
apresento-vos a minha amiga de (pelo menos) cinco anos:







sweet morning!

Doce de Amora (quantidade para 2 frasquinhos de doce)

Ingredientes:

400g de amoras
400g de açucar
sumo de 1/4 limão

Preparação: Pôr tudo numa taça de pirex larga e funda, mexer e levar ao micro-ondas entre 15 a 20 minutos consoante a potência do seu aparelho, mexendo o doce a cada cinco minutos. Entretanto escaldar os frascos onde vai guardar o doce, secá-los e colocar lá o doce com cuidado para não se queimar, fechar de imediato e deixar arrefecer, depois é só deliciar-se.



14.11.11

❤ and ♫

 

O que é que uma pessoa tem de fazer mesmo para vingar nesta vida?

Até Setembro trabalhei em dois lugares distintos. Em duas áreas completamente distintas. A fonte principal do rendimento, já sabem, no aeroporto. A outra, uma espécie de part-time que me levava todos os segundos dos dias, era um acréscimo ao tilintar na conta bancária. Por outro lado, era como uma espécie de alter ego, que me elevava as capacidades criativas, de decisão, de raciocínio, por vezes tão ausentes da minha principal função. E é dessa vertente atarefada e multi-facetada que sinto mais falta.
Contudo (e nestas coisas, não vale a pena negar, há sempre um senão), era um trabalho de bajuladoras. Quase todas mulheres, principalmente na coordenação e supervisão, quem se safava era quem melhor lambia as botas. E nada de ser tímida com a ponta da língua. Eram linguados mesmo. Literalmente abocanhar as botas da coordenadora com a boca toda. E eu nunca fui grande coisa nesta matéria. Daí, talvez seja pouco provável que me convidem para cházinhos e jantares. Embora, enquanto profissional (e nisto dou sempre o meu melhor), espero que me chamem para outro projecto.
Caí de para quedas num instituto (público, sim) mais que calejado com as manhas e tramóias de quem é já cão velho nestas caçadas. Adivinhem quem foi a pobre e indefesa lebre? Acertaram. Embora soubesse de antemão que era um contrato a termo, que não ia ser para sempre, sempre senti que havia ali a boa oportunidade para mudar de vida e fazer algo mais parecido comigo. Em poucos dias, senti-me como peixe na agua. Absorvi cada conceito, cada procedimento, cada metodologia. E no fim do trabalho, senti-me orgulhosa de mim própria. Tinha feito um óptimo trabalho para uma principiante. Agora, depois destes meses de silêncio, apercebo-me que não deixei baba suficiente naquele escritório, especialmente por debaixo da secretária da minha chefe. E quando vejo nessas plataformas sociais a quantidade de sorrisos amarelos e mensagens lamechas que as minhas ex-colegas lhe enviam, ainda tenho mais certeza disso.
 Oh vida cruel!

eu sei, é cliché..

mas dá vontade. hoje o dia é assim. gosto da chuva, especialmente quando a vejo aqui de dentro, a salpicar a janela. nos entretantos uns rasgos de sol, para que a malta não se esqueça que está no algarve.


so, there it is.

Um conjunto de células. Uma mancha lá dentro do meu útero que se traduz, nisso mesmo, num conjunto de células. E é só.
Agora? Um dia de cada vez. Muito devagar, lentos como um caracol, sem qualquer tipo de stress ou desajuste de chakras.
Um batalhão de células com muitos dias pela frente.

✿ bom dia!



11.11.11

weekend. have a nice one!

eu vou tentar fazer o mesmo.

{}

vou com fé.

vou ali ver uma senhora que é especialista nestas coisas. vou ali ouvir umas opiniões e uns conselhos. vou ali encher-me de esperança, saber se as noticias são boas. vou ali tentar perceber se isto tem pernas para andar ou se não vai passar de mais um sonho falhado. enquanto isso, encho-me daquilo que mais tenho, a fé. vou à senhora doutora saber se está tudo bem.

lunch time.


sopa de peixe com camarão.
se eu não cuidar de mim, quem o fará?

{true}

You think that true love is the only thing that crush your heart. The thing that will take your life and light it out. Or destroy it.
Then, you become a mother.

recordar Dortmund





o mercado de natal, o frio, o vinho quente, a comida deliciosa, os bolinhos fritos, as gargalhadas.
tenho saudades vossas. agora que já estão num sitio em que se fala francês.

às 11:11

eu pedi o meu desejo.

ansiedade

    (latim anxietas, -atis)

s. f.
1. Comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não.
2. Sofrimento de quem espera o que é certo vir; impaciência.

the miracle song

You're just the one that i've been waiting for
I'll give you all that i have
To give and more but don't let me fall

Take a little time, walk a little line
Got the balance right, give a little love,
Gimme just enough so that i can hang on tight

We will be alright,  i'll be by your side
I wont let you down but i gotta know,
No matter how things go that you will be alright
.

onze do onze do onze



.. dizem que hoje é o dia dos grandes desejos. como nunca se sabe que coisas podem acontecer, aproveitem para pedir. usem e abusem destas coisas que só acontecem de ramos a páscoas. Bom dia, gente! :)

10.11.11

one day on earth


On November 11th, 11.11.11, across the planet, documentary filmmakers, students, and other inspired citizens will record the human experience over a 24-hour period and contribute their voice to the second annual global day of media creation called One Day on Earth. Together, we will create a shared archive and a film. Together, we are showcasing the amazing diversity, conflict, tragedy, and triumph that occurs in one day. We invite you to join our international community of thousands of filmmakers, hundreds of schools, and dozens of non-profits, and contribute to this unique global mosaic. One Day on Earth is a community that not only watches, but participates.

se não existir a palavra certa, é medo.

Posso dizer que estou feliz, que embora chova lá fora, aqui no meu mundinho faz um sol gigante. Posso dizer que tenho a auto-estima no Everest e que é pouco provavel que algo a atinja. Mas como sou de carne e osso, sinto o nervoso à flor da pele. Por agora, apesar das inúmeras sensações que poderia sentir, só sinto medo. Um medo calmo, tranquilo. Esperando que dê certo.


3.11.11

para as Marias desta vida.

Tu que estás a lêr isto: quando te aborreceres porque ainda não foi desta que compráste aquelas botas da Globe ou porque ainda não conseguiste ir torrar um subsidio de natal na h&m; quando te entrar uma neura porque em vez de conseguires correr 5 km, fizéste gazeta aos ténis e ficáste a dormir na cama; quando todas as tuas preocupações forem em volta da cor das unhas, do corte de cabelo ou da depilação definitiva; quando não olhares mais além do que o teu umbigo; quando a real maçada for o relatório que nunca mais está acabado; quando não houver mais dúvida nenhuma a não ser qual o destino rural-e-ultra-mega-in para passar o fim de semana; quando nada mais no mundo interessar do que o ultimo gadget que está a ser lançado no mercado; quando a tua felicidade se basear em aparecer em eventos-festas-de-rissol-e-croquete; quando o teu maior sonho for a decoração da casa nova que possivelmente nem chegarás a ter; quando achares que os teus filhos são perfeitos e o teu marido é perfeito e a tua mulher é a dama do lar perfeita e a louca na cama perfeita; quando os teus objectivos forem traçados em prol da tua e exclusivamente tua felicidade e concretização; quando achares que a maior desgraça é ganhar cinco quilos; quando sentires que só serás feliz quando estiveres confortavelmente instalada na tua vidinha.. pensa na Maria.
A Maria é a minha amiga. A Maria gosta de se vestir bem, de andar confortavelmente calçada, de cuidar do seu corpo e da sua imagem, de poder ir passar os fins-de-semana com a familia ao Alentejo e de comer em bons restaurantes. A Maria é jovem e é bonita. A Maria tinha tudo para ser a pessoa mais feliz do mundo, com o seu corpo elegante, com o seu marido perfeito, com a sua casa de sonho. Mas a Maria, enche-se de força todos os dias quando se levanta de manha e enfrenta cada dia como se fosse o último. A Maria é a pessoa mais forte que eu conheço. A Maria perdeu a sua pequena filha há pouco mais de um ano. Por isso, a Maria teria todos os motivos para estar bastante zangada com a vida, contudo, tenta colocar um sorriso em cada palavra que diz e tenta viver os seus dias devagar. Porque a dor de se perder um filho não se consegue explicar.
Por isso, tu que estás a ler isto: quando achares que uma acção ou uma palavra são o suficiente para te estragar o dia, pensa na Maria. E imagina como serão os dias dela, sentindo saudades da filha.
E isto também se aplica a ti, que estás a escrever isto.

{just listen}





por outro lado, há dias bons.

e hoje foi um desses dias. graças às meninas com que hoje tive a honra de partilhar o fim do turno, que aquilo foi uma animação. já estou em casa há uma hora e ainda me doem as bochechas de tanto rir.

2.11.11

paciência zero.

há dias assim. tenho a paciência de uma abóbora com a fulana que faz de chefe quando o chefe não está. podia ser qualquer um, menos aquela amiba, que para além de se achar a madre superiora em inteligência e competência, quando quer transforma-se na grande meretriz (a dona do bordel, para não lhe chamar aquele nome em castelhano que começa com p e acaba em madre) e é capaz de nos ferrar quando a incompetência dela nos faz tomar decisões erradas.
se há quem suba na horizontal, esta sobe de joelhos. e deixa-me lá ter cuidado, que se mordo a língua morro envenenada. irra.

1.11.11

(about me, right now)

tenho que ir dormir uma sesta, breve que logo à noite temos jantar. o meu cabelo está uma desgraça e não conhece as mãos de quem tenha estudado corte e lavagem há pelo menos um ano -shame, shame on me - ; a roupa ainda nem a escolhi, tal não é a preguiça e insultem-me à vontade (!) mas, não faço ideia de que cor se pintam as unhas agora, por isso posso bem passar por altamente desmazelada. contentem-se os amiguinhos com o banho que tenho de ir tomar e com a minha presença adoravel. esta sou eu.

ouvir as pessoas está a ser um esforço.

estou cansada.

um do onze de dois mil e onze