3.8.10

Day 07 – A song that reminds you of a certain event

Em 1989, na festa de fim de ano escolar, eu e mais duas amigas minhas, resolvemos ir fazer uma coreografia, em cima de um palco, para toda a escola ver. Fizemos os fatos, muito à moda eighties, com uns laços enormes de tule rosa choque na cabeça e dançámos uma 'coisa' muito atabalhoada, que nos valeu a certeza de que, provavelmente, aquela seria a última vez que faríamos figuras de parvas.
Sempre que oiço esta música, lembro-me disso e recordo com muita nostalgia aqueles tempos. E fico com a ligeira sensação de que devia ter feito figurinhas assim muito mais vezes.
A música era esta e tenho muita pena de não ter o momento registado em vídeo ou em fotos. Provavelmente também não partilhava!

Um niquinho de inveja, um niquinho..

Eu adoro ser mulher, a sério. Adoro tudo. A nossa condição, a nossa sensibilidade, o dom que a natureza nos deu de sermos capaz de gerar vida. O facto de a nossa roupa ser muitíssimo mais gira e mais variada. O poder de concentração que temos ao ler a Cosmo ou a LuxWoman. A ginástica que fazemos para tratar da casa, do nosso clã, do nosso sucesso profissional e de nós. A emoção que carregamos ao ver um filme baseado numa qualquer obra de Nicholas Sparks e a falta de vergonha de chorar baba-e-ranho no cinema. Adoro que a industria da cosmética evolua freneticamente por nossa causa. Amo de paixão ter nascido mulher e tenho muito orgulho nisso.
Mas, e há sempre um 'mas' e não me digam que não!, lá no fundo, no fundo, invejo essa descontracção masculina em relação a quase todas as máximas da vida. Ora, não há jantar feito? Não faz mal, umas sandes e uma cola resolvem qualquer problema. É que os homens são assim: descomplicados, mais simples, mais curto-e-grosso, mais deixa-arder-que-o-pai-é-bombeiro. E é essa qualidade masculina que eu mais invejo. Não perdem tempo com as dúvidas do guarda-fatos, não se questionam se aquele anti-olheiras valerá mesmo os 40 euros, não passam o dia no trabalho a pensar no jantar de logo à noite. Não se apressam nos seus lazeres para ir pôr a roupa dos míudos em dia, não coram até à combustão se recebem visitas-surpresa em casa e a mesma mais parece a faixa de Gaza. Não vão a correr vestir umas calças, se a campainha toca e a depilação nas pernas não está feita. Qualquer canto da sala é um bom aterro de sapatos e se a roupa suja ficar no chão da casa-de-banho, certamente levitará até à máquina de lavar. É isto. É isto que eu invejo. Esta despreocupação, este desmazelo, esta atitude sem stress perante a vida, que os leva a andar mais descontraídos, mais soltos, com a cabeça mais leve.
E se confrontados com isto, com o simples facto de a mulher levar uma vida profissional tão desgastante como o homem e depois ainda ter estas 'preocupações extra', levamos logo com a típica resposta do «ah é?!? tás a dizer que eu não faço nada, pois não? que eu não te ajudo..» e amuam.
Verdade seja dita, muitos ajudam, muitos partilham tarefas, muitos fazem mais e melhor que certas mulheres. E outros, simplesmente não.
Continuo a adorar ser mulher. Continuo a achar o máximo preocupar-me com a combinação da roupa e com saber se tenho de fazer sopa.
Ainda assim, quando não me apetecer fazer nada ou andar mais despreocupada com os assuntos femininos, sempre posso dizer que estou com o período.

E este ano, os 5* anos, vão ser comemorados aqui..


.. para grande loucura da mandona cá de casa e satisfação dos papás. Assim,  a diversão é para todos.

* entenda-se 5 anos de casados, os papás.. uma vez que calha no dia de aniversário do nosso casamento. E, uma vez que, nessa altura já a pequena festejou o seu 4º aniversário.. ok.. tanta explicação, não é?!?

Este vai dar que falar..



Gru.. o supervilão. :) Não me apetece perder isto!!

2.8.10

Devia ser proibido..

Adoro o verão, o calor, a praia, o papo pró ar, as noites quentes, a roupa fresca e os chinelos nos pés. Adoro o cheiro de protector solar dos dias quentes, as saladinhas frescas e leves, as minis fresquinhas, ir à piscina. E tudo isto se desmorona quando penso que não o posso fazer, porque trabalho no Algarve. E trabalhar no Algarve significa trabalhar o triplo no verão. E as folgas são para recuperar a estafa física e a sanidade mental. Não é fácil trabalhar para quem está de férias. :|